Ford Ranger Raptor chega ao Brasil ainda em 2023

São Paulo – A Ford confirmou a picape Ranger Raptor como mais um dos seus dez lançamentos para o mercado brasileiro em 2023. Desenvolvida pela divisão de desempenho da companhia, a Raptor oferece alto desempenho e capacidade para enfrentar todo tipo de terreno.

A novidade também ampliará o portfólio de opções para os clientes da Ranger, que recentemente ganhou mais algumas opções.

Sérgio Oliveira é o novo diretor executivo da Abraciclo

São Paulo – A Abraciclo anunciou Sérgio Oliveira como seu novo diretor executivo, sucedendo a Paulo Takeuchi. Oliveira possui formação em mecatrônica, com MBA em administração pela Escola de Engenharia Mauá e já trabalhou em empresas nacionais e multinacionais do setor de duas rodas.

O executivo está na Abraciclo há mais de quinze anos e sua última posição foi gerente de relações institucionais.

Governo confirma fim da isenção do imposto de importação para elétricos

São Paulo – A isenção do imposto de importação para veículos elétricos será retirada, de forma gradual, ao longo de três anos, segundo afirmou o secretário de desenvolvimento industrial, inovação, comércio e serviços do MDIC, Uallace Moreira, à Agência Reuters. A ideia é que ao fim deste prazo retorne para os 35% atualmente aplicados nos veículos a combustão.

Moreira disse que o cronograma e outros pormenores ainda estão em debate internamente e o momento do retorno será decidido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. 

“O que podemos fazer para estimular a produção local? Tornar as importações um pouco mais difíceis ou mais caras”, afirmou o secretário à Reuters.

Na semana passada o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, defendeu o retorno da alíquota, ainda que de forma gradual, como forma de desestimular a importação de elétricos por marcas chinesas. Nos últimos dias foi a vez da Comissão Europeia abrir uma investigação para impor mais tarifas aos carros chineses importados pelos países do bloco: segundo a organização é possível que existam subsídios estatais que beneficiam os produtores de veículos, que conseguem ingressar no continente a preços mais baixos.

Trabalhadores das três grandes de Detroit entram em greve

São Paulo – Foi deflagrada na sexta-feira, 15, greve nas três maiores montadoras dos Estados Unidos, conhecidas por Big Three, as Três Grandes ou as Três de Detroit, que são Ford, General Motors e Stellantis, dona das marcas Chrysler, Dodge, Jeep e Ram.

Dirigida pelo sindicato que representa os cerca de 150 mil metalúrgicos que trabalham nestas empresas, o UAW, United Auto Workers, a ação busca reajustes salariais de dois dígitos de forma escalonada, redução da jornada de trabalho, elevação dos pisos do chão de fábrica, diminuição do volume de contratos temporários e a recuperação de benefícios perdidos ao longo dos últimos quinze anos, desde a crise econômica internacional.

“Pela primeira vez em nossa história pararemos, ao mesmo tempo, as três das Big Three”, disse Shawn Fain, presidente do UAW, em vídeo transmitido pelas redes sociais. “Estamos utilizando uma nova estratégia. Estamos convocando moradores que se levantem e se unam ao movimento.”

A ideia será parar uma fábrica de cada uma das três montadoras por vez, o que as obrigará a interromper a produção em outras localidades. Além disso, sem aviso prévio, as fabricantes ficarão em dúvida sobre qual será paralisada.

Na sexta-feira deixaram de operar as unidades da GM em Wentzville, Missouri, da Stellantis em Toledo, Ohio, e da Ford em Detroit, Michigan.

“Esta luta é o momento decisivo da nossa geração. Não apenas para as Três Grandes, mas em toda a classe trabalhadora. Nós nos defenderemos. Defenderemos nossas famílias. Defenderemos nossas comunidades.”

Fain assegurou que não se sentará à mesa com os fabricantes ao longo da sexta-feira a fim de frustrar qualquer possibilidade de resolução rápida da paralisação – que ocorre ao mesmo tempo que o tradicional Salão de Detroit, que abriu as portas na quarta-feira, 13, até o domingo, 24. O aviso de greve foi emitido no fim de agosto, após tentativas de negociação, com prazo limite de 14 de setembro.

O UAW pede aumento de 40% ao longo dos próximos quatro anos sobre o valor da hora que varia de US$ 18 a US$ 32. Pleiteia, também, redução da jornada de trabalho de 40 horas para 32 horas semanais e, ainda, que as montadoras voltem a oferecer subsídio que proteja os empregados da inflação ao auxiliar no enfrentamento do custo de vida, pensões tradicionais que reforcem a aposentadoria e cobertura de saúde dos aposentados.

O sindicalista justificou que os pleitos são compatíveis com os lucros obtidos ao longo da última década pelas empresas, no valor de US$ 250 bilhões, sendo US$ 21 bilhões somente no primeiro semestre. E também compatíveis com os aumentos salariais médios dos executivos das montadoras nos últimos quatro anos. O UAW tem caixa de US$ 875 milhões para bancar esta greve.

GWM acerta convenção de marca com a rede

São Paulo – A GWM concluiu sua primeira convenção de marca com a sua rede de distribuição, hoje formada por 29 concessionárias e 36 pontos de vendas em shopping centers, de 28 grupos. Diferente do usual na convenção foram estabelecidos a venda 100% online, o preço único no Brasil e a entrega do veículo na casa do comprador, com auxílio dos Centros de Distribuição Regionais.

A previsão é que, até o fim do mês, 37 CDs já estejam em operação. Eles são pontos de estoque, localizados próximos a concessionárias, que permitem o faturamento direto da montadora dos carros que, em vez de ficar nos pátios, permanecem nestes locais até a venda. Isso, segundo a GWM, acelera o processo e reduz o tempo de entrega ao cliente.

Em paralelo à convenção de marca foi criada a ASSOGW, Associação Brasileira dos Concessionários Great Wall, que já é associada à Fenabrave. Seu presidente é Edgard Valadares de Queiroz, seu vice-presidente Nessim Azar e Cristina Allage Seleme, Bruno Tude e Evandro Garms compõem a diretoria.

Mobilidade Verde deverá traçar a rota da eletrificação no Brasil

São Paulo – Não é injustificado o atraso na divulgação da segunda fase do programa Rota 2030, agora chamado de Mobilidade Verde. Pessoas envolvidas nas discussões com o governo ouvidas pela reportagem da Agência AutoData afirmaram que alguns impasses no novo cálculo de eficiência energética, do poço à roda, empacou as negociações. Porque elaborar essa matemática considerando apenas um combustível, como o etanol, conforme sugeriu o governo, segundo essas fontes seria algo muito difícil de calcular: não há como garantir que todos os consumidores usem apenas o biocombustível no tanque. E ainda, além dos impasses, outros argumentos estão sendo apresentados e deverão ser incluídos no projeto da nova política setorial automotiva do Brasil.

Deverão fazer parte dessa proposta novas regras para impulsionar a transição da mobilidade limpa, que terá como base a eletrificação, no caso dos veículos leves. Empresas estão se reunindo individualmente, ou por meio das associações, com representantes do governo para levar sugestões na elaboração das novas regras. A temporada de encontros deverá seguir até a próxima semana.

Segundo Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais da chinesa GWM, até o fim do mês o texto final do Mobilidade Verde precisa ser enviado à Câmara dos Deputados para dar sequência aos trâmites necessários à definição da nova política setorial ainda este ano: “É uma questão de dias, ou ^de duas semanas, para que este projeto seja apresentado pelo governo federal”.

Bastos esteve na quinta-feira, 14, na sede do MDIC, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em Brasília, DF, onde a cúpula da GWM teve encontro com o ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin, o secretário de desenvolvimento industrial, comércio, serviços e inovação, Uallace Moreira, além da secretária de comércio exterior Tatiana Prazeres. Após a reunião, reportagem conversou com ele:

“Levamos uma série de sugestões, como dar ênfase aos programas de pesquisa e desenvolvimento para que novas tecnologias sejam produzidas no Brasil. É melhor apoiar com mecanismos robustos de incentivo o P&D nacional, garantindo a criação de valor para a produção e a escala local, do que dar incentivo regional em cima do preço do veículo. Reforçamos essa ideia e recomendamos esse tipo política ao ministro Alckmin”.

A GWM pretende criar um parque de fornecedores locais capaz de produzir baterias, motores elétricos, sensores e todo o tipo de tecnologia necessária para essa nova geração de veículos. E a nova política setorial precisa incorporar essa realidade, impulsionando tanto empresas nacionais já estabelecidas quanto novos fornecedores para que possam realizar investimentos e atender as necessidades não só da GWM mas, também, de outros fabricantes, segundo Bastos: “O segredo, aqui, é a escala e vale para todas as montadoras”.

A questão da nacionalização de componentes para veículos eletrificados também é um importante argumento para conter o avanço de asiáticos, sobretudo chineses, em todos os mercados da região: “Precisamos que os veículos feitos no Brasil possam competir em todos os quesitos, mas, principalmente, no que diz respeito a seus preços com os carros chineses. Além da escala produtiva invejável, notável, sabemos que as marcas chinesas dominam as tecnologias de veículos eletrificados. O que queremos é recuperar a participação com o veículo nacional, que foi tomada pela nossa própria matriz. Nossos executivos na China acreditam que este é o caminho correto. E os investimentos no Brasil demonstram essa intenção”.

Todos esses pontos deverão ser contemplados na elaboração do Mobilidade Verde. As sugestões da GWM durante o encontro no MDIC foram além. Um olhar estratégico de longo prazo também está sendo contemplado no arcabouço dessa nova proposta para o setor automotivo e a mobilidade limpa: “Sugerimos mecanismos para incentivar tecnologias e toda uma cadeia ao redor do hidrogênio verde. Neste contexto o etanol não será apenas um biocombustível mas uma matriz energética essencial para a mobilidade totalmente livre de emissões”.

Ricardo Bastos ressaltou que todos esses pontos levados para a reunião com três dos principais atores na elaboração da política de Estado para o setor automotivo ainda são apenas sugestões, que podem contribuir para impulsionar toda esta cadeia a partir de agora. Não há garantias de que serão incorporadas no texto final, mas apenas por terem sido recebidos e, mais ainda, ouvidos pelo governo, já é um importante sinal de que o Mobilidade Verde poderá apresentar um novo caminho para a indústria nacional no futuro.

Marcopolo demonstra seu leque de modelos de exportação

São Paulo –  José Luiz Moraes Goes, diretor de operações internacionais e comerciais da Marcopolo, revelou o planejamento de exportação da empresa a partir das suas duas fábricas instaladas no Brasil durante o 5º Congresso Latino-americano de Negócios do Setor Automotivo, realizado por AutoData. O primeiro passo para explorar novos mercados é a exportação do ônibus pronto para rodar, o que demanda baixo custo de investimento e serve para experimentar o mercado local, ao emprestar o veículo para testes dos clientes: “Normalmente é assim que começamos e conforme os negócios avançam, podemos tratar de nacionalizar alguns modelos”. 

Em mercados em que a empresa já está operando são adotadas outras alternativas. Uma delas é o PKD, o embarque da carroceria para ser acoplada em um chassi local, onde todas as conexões são feitas após o desembarque. Este sistema, segundo Goes, também tem baixo custo e favorece a questão dos impostos em alguns países.

Exportações em SKD e CKD também são usadas pela Marcopolo, mas nesses casos demandam um custo maior de mão de obra local.

Para o futuro da mobilidade no segmento de ônibus, que deverá ter uma matriz energética limpa, assim como em outros segmentos da indústria automotiva,  a Marcopolo aposta parte de suas fichas na eletrificação. A empresa terá três opções para atender às demandas: a primeira com o Attivi, ônibus nacional elétrico que está em início de produção, com trinta unidades sendo montadas, e também por meio de alianças estratégicas com empresas do setor e o fornecimento tradicional para montadoras parceiras no diesel, que são parceiras também na eletrificação.

Mas o futuro irá além da eletrificação, com outras opções como gás natural, biometano, híbrido flex como opção para diversos mercados. Por isto a empresa também possui veículos em testes com todas estas motorizações, preparando-se para atender a demandas de cada região com a solução mais adequada.

O hidrogênio também está no radar da Marcopolo, que montou sua primeira unidade na Colômbia e está realizando testes para tornar o projeto viável.

Em queda de 30% mercado da Colômbia deverá encerrar ano com 180 mil veículos

São Paulo – Assim como no Brasil o mercado de veículos 0 KM, na Colômbia, tem sofrido com escassez de crédito, juros e inflação elevados e perda no poder de compra da população. Junto ao aumento dos preços nos últimos anos as vendas começaram a cair no último trimestre do ano passado, que ainda assim somou 262,6 mil unidades, melhor resultado desde 2019, 263,6 mil. Mas, ao longo de 2023, acumulam queda de 30%, com 118,8 mil unidades comercializadas.

Os dados foram apresentados por Oliverio Enrique Garcia Basurto, presidente da Andemos, Associação Nacional de Mobilidade Sustentável, durante 5º Congresso Latino-americano de Negócios do Setor Automotivo, realizado por AutoData. Apesar da expectativa de que o mercado se reerga deste ano para o seguinte não deverá haver uma importante recuperação.

Para 2024 a projeção é de empate com 2023, ao alcançar em torno de 180 mil unidades. Ou, num viés mais otimista, um pequeno crescimento.

“Não vemos uma melhora substancial para este ano, que deverá alcançar 180 mil unidades. E o ano que vem deverá estar no mesmo patamar ou, quem sabe, um pouco melhor. Nosso contexto político é complicado. Se as taxas [de juros] baixarem, assim como a inflação, o consumidor conseguirá ter mais tranquilidade e melhores condições para comprar.”

Sem dúvida isto reflete fortemente nos concessionários, avaliou o dirigente, ao complementar que os revendedores devem focar no pós-venda e na comercialização de usados, que tem crescido:

“Com os altos preços após a pandemia as altas taxas de juros e a inflação elevada, somado à falta de crédito, as pessoas resolvem seus problemas de mobilidade com carros usados”.

Fenabrave deverá revisar projeções ao fim do trimestre

São Paulo – Para José Maurício Andreta Júnior, presidente da Fenabrave, setembro será importante para definir o futuro de curto prazo da indústria automotiva. A associação que representa o setor de distribuição aguarda o fim do mês para revisar suas projeções para o ano, o que costuma fazer de noventa em noventa dias. Segundo ele, que participou do 5º Congresso Latino-Americano de Negócios do Setor Automotivo, realizado por AutoData, o desempenho do mês ajudará a calibrar o desempenho do mercado até o fim do ano:

“Estamos esperando o resultado de setembro para revisar a projeção do mercado, se será maior, menor ou igual ao que já era esperado”.

Ele tem seus palpites. Um deles é que o segmento de automóveis e comerciais leves terá desempenho um pouco melhor do que o esperado. A média diária de setembro, que está quase fechando a primeira quinzena de vendas, registra 8 mil 70 unidades emplacadas/dia, volume superior a maio, mês sem incentivos do governo, mas abaixo dos meses de junho, julho e agosto, que foram afetados positivamente pelos descontos da MP 1 175. A grande questão é se o desempenho registrado no começo de setembro será mantido pelo mercado até o fim do mês, segundo o presidente da Fenabrave.

A atual projeção da Fenabrave é de 1 milhão 957 automóveis e comerciais leves vendidos em 2023, estável na comparação com 2022.

Uma saída para aumentar a venda de veículos leves, segundo Andreta, seria reduzir o preço dos veículos de entrada em torno de R$ 10 mil. Seus cálculos apontam que a medida poderia agregar ao mercado cerca de 300 mil unidades por ano. Outras alternativas seriam reduzir as taxas de juros e aumentar o prazo para financiamentos e a aprovação das fichas, movimento também que ajudaria no desempenho do mercado para os próximos anos.

Nissan finaliza seu plano estratégico para a região

São Paulo – Até o fim do ano a Nissan divulgará seu planejamento para a América Latina para os próximos cinco anos, promessa de Guy Rodriguez, responsável na Nissan por todas as divisões da região – México, América do Sul e NIBU, Nissan Importers Business Unit – durante o 5º Congresso Latino-americano de Negócios do Setor Automotivo. Embora não tenha entrado em pormenores ele reforçou que a ideia é expandir a quantidade, e o volume, de modelos produzidos localmente.

“91% dos 280 mil veículos vendidos no ano passado na região foram produzidos em uma das fábricas do México, Brasil ou Argentina. Ampliaremos a produção na região.”

Na fábrica de Resende, RJ, o único modelo produzido é o Kicks. De Córdoba, Argentina, sai a picape Frontier, fábrica em parceria com a Renault, sua companheira de Aliança. Do México, para o Brasil, são produzidos os sedãs Versa e Sentra.

Um dos modelos que chegará à região será a nova picape, já anunciada globalmente. Em breve os brasileiros receberão, também, um modelo com a tecnologia e-Power, já disponível na Argentina e no Chile com o X-Trail importado da Europa.

Desde junho Rodriguez ficou responsável por toda a região, movimento definido pela matriz para tornar mais integrado o trabalho para a América Latina. Sob seu guarda-chuva estão cinco fábricas, setecentos concessionários e 19 mil empregados, mesmo número de trabalhadores que a Nissan mantém nos Estados Unidos.

“Produzimos no ano passado 440 mil veículos. Um terço das vendas nas Américas fica nos países da América Latina, onde fechamos com 6,4% de participação e a liderança no México.”

A companhia procede investimento de US$ 250 milhões em Resende, para modernizá-la e prepará-la para produzir novos modelos. A expectativa, portanto, é a de que boa parte das informações seja divulgada até o fim do ano e a Nissan trilhe seu caminho para o crescimento no mercado brasileiro, onde, hoje, detém 3,3% de participação nas vendas.