São Paulo – Considerado pela matriz em Turim, Itália, promissor pelo potencial de crescimento de volume e de participação dos veículos Iveco o mercado latino-americano é colocado como prioritário dentro da operação da companhia, presente na região há mais de cinquenta anos. Por esta razão investe R$ 1 bilhão no Brasil e na Argentina, onde mantém fábricas, segundo afirmou seu diretor comercial Carlos Tavares, que participou do 5º Congresso Latino-americano de Negócios do Setor Automotivo, organizado por AutoData.
Os olhos da matriz se viraram para a América Latina pelo potencial de mercado e pelo contexto da Europa, região sem grandes expectativas de crescimento de vendas e com forte competição. Ainda que, em muitos países da região latina, existam crises econômicas, políticas e constante instabilidade: “Chegamos à Argentina há 54 anos. Passamos por diversos presidentes, de diferentes visões políticas e econômicas, e continuamos por aqui. Então temos conhecimento do potencial e das peculiaridades da região”.
A partir de Brasil e Argentina, onde produz em Sete Lagoas, MG, e em Córdoba, a Iveco tem como objetivo ampliar seu volume de exportações das atuais cerca de 2 mil unidades para 5 mil em 2026: “De 2019 a 2023 já expandimos em 40% o volume das exportações. Apesar do cenário político e econômico conturbado em boa parte dos mercados mantemos equipe muito bem preparada, que conhece a região e tem conseguido navegar nestas dificuldades”.
O grande salto da Iveco, segundo Tavares, será dado a partir do seu novo caminhão pesado S-Way. Ele admite que o portfólio, especialmente nesta faixa de mercado, estava defasado, motivo que levou a empresa a apostar suas fichas no novo modelo.
“No Brasil o segmento pesado responde por mais de 60% das vendas. Vencendo neste mercado, com um produto de qualidade, temos condições de avançar nos demais países da região.”
Nos últimos anos a Iveco expandiu sua presença na América Latina nomeando distribuidores e abrindo escritórios. O objetivo, segundo Tavares, é seguir ampliando a distribuição para alcançar a meta de 5 mil unidades vendidas, a qual considera conservadora: “Temos potencial para fazer mais”.