Acrilys cresce com produção e nacionalização de componentes plásticos

Caxias do Sul, RS – O empresário Solivan Pescador é do tipo que faz seu negócio progredir sob o atento olhar do dono, com conhecimento empírico que aprendeu com muita curiosidade e mais de quatro décadas de experiência na produção de peças acrílicas e plásticas. Sócio-fundador da Acrilys ao lado da esposa, Lúcia, Pescador caminha pelos corredores da fábrica matriz do grupo na Serra Gaúcha, em Caxias do Sul, RS, para mostrar uma das principais forças de sua empresa, apontando para uma fila de dezenas de ferramentas prontas para um de seus clientes, a fabricante de máquinas agrícolas John Deere:

“Aqui produzimos todas as matrizes e moldes que nossos clientes precisam para produzir suas peças plásticas. Fazemos ferramentas de até 60 toneladas”.

É com esta operação vertical que a Acrilys vem crescendo ano-a-ano como fornecedor de peças plásticas para caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, inclusive em momentos de queda das vendas de alguns dos principais clientes, como é o caso deste ano.

O faturamento de 2025, projetado em R$ 125 milhões, deverá crescer quase 16% sobre 2024, quando as receitas somaram R$ 108 milhões, já com expansão de 7% na comparação com 2023.

Matriz e fábrica da Acrilys em Caxias do Sul: ferramentaria e peças de plástico injetado.
Fábrica de Lajeado Grande: laminação de chapas plásticas, peças termoformadas a vácuo e acabamento robotizado com jato d’água.

Com 380 empregados e quatro unidades industriais a Acrilys trabalha em um, dois e até três turnos, a depender do setor. A capacidade de produção atual de quase 7 mil toneladas de peças plásticas/ano pode ser dobrada caso seja necessário.

Negócio em ampliação

“A nacionalização de peças por alguns clientes está ampliando nossas receitas este ano”, confirma o CEO Álvaro Brezolin, contratado pelos controladores há pouco mais de um ano para profissionalizar a gestão e para diversificar os negócios. “Está no DNA da Acrilys sempre atender à demanda do cliente.”

Recentemente a Acrilys entrou em novos ramos com a produção de mobiliário plástico [mesas e cadeiras], malas rígidas de viagem e soluções para logística e armazenagem, como grandes caixas para colheita de frutas e pallets especiais para estocagem de garrafas de vinho: “O objetivo é ampliar as fontes de receita sem abandonar nossa especialidade de fornecer peças plásticas para a indústria automotiva, ramo em que também queremos continuar a crescer”.

Os sócios-fundadores da Acrilys, Solivan e Lúcia Pescador, ao lado do CEO Álvaro Brezolin: profissionalização da gestão e ampliação de áreas de negócios.

Um dos exemplos mais recentes de novos fornecimentos gerados por demanda de nacionalização veio de um fabricante de máquinas agrícolas, que está substituindo importações. Uma das peças nacionalizadas é o teto plástico do trator, antes fornecido em material já colorido, de alto custo. A Acrilys formulou solução mais barata: produz o plástico laminado e o molde, executa a termomoldagem da peça a vácuo, faz o acabamento e a pintura, tudo dentro de seu complexo industrial, tanto na fábrica matriz de Caxias do Sul como na unidade de Lajeado Grande, em São Francisco de Paula, distante cerca de 50 quilômetros.

Lúcia Pescador, que iniciou o negócio com o marido Solivan há 43 anos e hoje é presidente do conselho consultivo da Acrilys, lembra que a empresa começou a crescer exatamente como faz agora: “As necessidades dos clientes foram abrindo portas e nós fomos aproveitando as oportunidades que aparecem”.

Entrada no setor automotivo

A empresa, que nasceu fazendo peças acrílicas como boxes de banheiro, estantes para lojas e letreiros luminosos passou a ser fornecedora de peças para a indústria automotiva aproveitando uma dessas oportunidades. Em 1992 a Marcopolo procurou a Acrilys porque precisava substituir por plástico todas as grandes peças das carrocerias de seus ônibus que eram feitas de fibra de vidro, material poluente e difícil de trabalhar com alta produção.

O proativo Solivan, que começou a empreender aos 10 anos vendendo picolés e, mais tarde, reformando e alugando bicicletas, lembra bem do episódio: “Em um dia levei a solução a eles, um protótipo de massa plástica pintada. Eles precisavam de vinte por semana e nos fizeram comprar uma empresa de peças plásticas injetadas que estava em dificuldades. Compramos e começamos a fornecer. Isto ajudou a criar o império que a Marcopolo é hoje, pois multiplicou por dez a produtividade deles. A [divisão de micro-ônibus] Volare já nasceu só usando plástico”.

Esta parceria foi tão longe que, de 2013 a 2023, as duas empresas foram sócias na Apolo, junção dos nomes Acrilys e Marcopolo na joint venture que operava dentro da fábrica da primeira, criada para produzir e fornecer peças plásticas para os ônibus da segunda.

O setor de transporte coletivo continua a garantir a maior parte das receitas da Acrilys, quase 40%, com as compras de encarroçadores de ônibus como Marcopolo, Caio, Busscar, Mascarello e Comil, que encomendam grande parte das peças plásticas e acrílicas, como lanternas, emblemas das marcas e até as pequenas lixeiras dos veículos.

Em seguida, respondendo por 28% do faturamento, vem o agronegócio com fornecimento de partes plásticas para os fabricantes de máquinas como John Deere, AGCO, Stara e Jacto.

Já os fabricantes de caminhões representam 17% dos negócios. Eles compram itens como lanternas, revestimentos internos e grades dianteiras, tendo a Mercedes-Benz como maior cliente do segmento, seguida com pequenas participações por DAF e Agrale.

Os clientes de varejo, compradores de mobiliário e contentores logísticos, têm participação de quase 10% nas receitas, mas a intenção, segundo Brezolin, é aumentar esta parcela para 50% nos próximos anos, com crescimento orgânico no segmento e sem redução de faturamento dos clientes industriais.

Dos 31 principais clientes da Acrilys 23 são do setor automotivo, incluindo fabricantes de autopeças, carrocerias de ônibus, caminhões e máquinas agrícolas e de construção. Do faturamento das peças produzidas no Rio Grande do Sul 88,3% vão direto às linhas de produção destas empresas e 11,7% são fornecidos ao mercado de reposição.

A Acrilys também está presente em dez países e, hoje, 12% das receitas são geradas com exportações de peças para a indústria. O objetivo é crescer também nos mercados externos e aumentar este porcentual para 20% nos próximos anos, com foco não só no fornecimento direto à indústria mas, também, para o aftermarket e produtos de marca própria, como mobiliário e contentores.

Investimento em verticalização

A fórmula encontrada por uma empresa familiar como a Acrilys para se manter competitiva em um mercado cada vez mais dominado por produtos chineses de baixo custo é o investimento constante em produtividade e em novas máquinas – muitas delas, agora, vêm da China. Nos últimos dois anos foram investidos R$ 16 milhões em novos equipamentos.

Outro fator de sucesso é o controle de todo o processo produtivo, algo que os fundadores Solivan e Lúcia sempre fizeram questão de manter, afirma a filha Joana Pescador, gerente comercial da Acrilys: “Eles vêm todos os dias à fábrica, sempre discutem projetos e melhorias”.

A equipe de engenharia de onze pessoas pesquisa materiais, executa adaptações de projetos dos clientes com foco em melhorar a produtividade e reduzir custos, além de desenvolver ferramentas e todos os moldes utilizados na produção de peças plásticas injetadas ou termoformadas a vácuo – processo conhecido na indústria como vacuum forming.

A empresa domina o ciclo de produção completo. Na linha de produção por injeção de plástico, incorporada à unidade matriz de Caxias do Sul, injetoras de até 2,8 mil toneladas têm capacidade para produzir até 480 toneladas de peças plásticas por mês. Também estão instalados no mesmo endereço laboratórios de auditoria e cabines de pintura para alguns dos componentes, com planos de robotizar a área.

Na planta de Lajeado Grande, inaugurada em 2013 para desafogar a matriz, são produzidas as peças maiores e também o principal insumo da Acrilys: chapas laminadas de plástico que são a base dos componentes termoformados a vácuo. As máquinas laminadoras instaladas podem produzir até 550 toneladas por mês de chapas plásticas com espessuras de 1,5 a 15 milímetros, com até 2 m 60 de largura.

As máquinas de termoformagem a vácuo produzem grandes peças de até 2,9 x 2,9 metros e o acabamento é feito por células robotizadas de corte a água em alta pressão. Alguns dos principais componentes fabricados na unidade, por exemplo, são os tetos dos tratores John Deere e todo o revestimento interno de plástico das vans Sprinter da Mercedes-Benz, que vão direto para a linha de montagem da montadora na Argentina.

Denza inaugura sua primeira concessionária no Brasil

São Paulo – A Denza, marca premium da BYD, inaugurou a sua primeira concessionária no País, em São Paulo, com administração do grupo Dahruj. O primeiro modelo à venda na loja é o B5, mostrado durante o Salão do Automóvel 2025, com preço de R$ 436 mil.

A revenda tem espaço no showroom para quatro modelos. Em breve o B5 terá companhia nas concessionárias, uma vez que o Denza Z9 GT e a van executiva D9 já foram confirmados para o Brasil, com preços de R$ 650 mil e R$ 800 mil, respectivamente.

Fiat soma 700 mil Argo produzidos no Brasil

São Paulo – A Fiat celebrou a marca de 700 mil Argo produzidos na fábrica de Betim, MG, desde o lançamento do hatch em 2017. A maior parte desse volume foi emplacado no Brasil, mas o veículo também é exportado para alguns países da América Latina como Argentina, Uruguai e Paraguai. 

Em 2025 o Fiat Argo somou 92,4 mil unidades comercializadas de janeiro a novembro, sendo o terceiro modelo mais vendido no ranking de automóveis e comerciais leves, de acordo com os dados divulgados pela Fenabrave.

Volvo alcança 500 mil veículos produzidos na fábrica de Curitiba

São Paulo – A Volvo atingiu a marca de 500 mil veículos produzidos no Brasil, na fábrica de Curitiba, PR. Ela começou a operar em 1979, quando foi montado o primeiro veículo Volvo no País, um chassi de ônibus B58. Um ano depois começou a montagem de caminhões, com o modelo N10.

Atualmente a unidade produz caminhões e chassis de ônibus e alguns modelos são produzidos apenas no Brasil e exportados para todo o mundo, como os articulados.

A fábrica está em operação em dois turnos, com 4,2 mil funcionários.

Ação conjunta da GWM com concessionários instala sete novos pontos de recarga

São Paulo – Em parceria com os concessionários Carrera e Dimas a GWM concluiu a instalação de sete novos pontos de recarga no País, totalizando 32 carregadores AC e DC em Florianópolis, SC, Brusque, SC, e Barueri, SP. 

De acordo com a fabricante os eletropostos estão em locais de grande circulação e fácil acesso, como, no caso de Florianópolis, Lagoa da Conceição, Restaurante Ostradamus, Spott Market, Costão Golf Ville e Restaurante Lindacap. Em Brusque, no Clube Bandeirante, e, em Barueri, no Shopping Tamboré. 

Todos os eletropostos já estão em operação e oferecem benefício de 10% de desconto para clientes GWM por meio do aplicativo My GWM, que celebrou recentemente a marca de 100 mil usuários.

Librelato anuncia mudança no conselho de administração de sua holding

São Paulo – A Librelato anunciou mudança na governança do grupo Librepar, holding controladora da marca: os três sócios‑fundadores, Aloir Librelato, João Alberto Librelato e Gilmar Librelato, deixam o conselho de administração e passam a integrar exclusivamente o conselho de acionistas, em que assumem foco ampliado em decisões estratégicas e de longo prazo.

De acordo com a fabricante de implementos rodoviários esta medida representa novo estágio de profissionalização da gestão, alinhado às melhores práticas de mercado, sucessão estruturada e fortalecimento institucional. 

Com a alteração o conselho de administração recebe três profissionais, sendo que José Carlos Sprícigo, ex-CEO da Librelato e atual responsável pelas relações institucionais da Librepar, torna-se presidente do conselho, cargo até então ocupado por Aloir Librelato. 

Foram nomeados também Vilmar Costa, advogado especializado em direito empresarial e societário, e Leia Wesling, psicóloga, especialista em governança corporativa, cultura organizacional, gestão estratégica de pessoas e processos de integração em M&A.

A holding conta com parque industrial formado por nove unidades industriais, sendo cinco em Santa Catarina e, o restante, em São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, e emprega 2,5 mil profissionais.

Volkswagen traz a eletrificação para o Brasil em 2026

São Paulo – A fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, produzirá o primeiro Volkswagen híbrido nacional a partir do ano que vem. Este foi um dos anúncios feitos pela companhia em encontro com a imprensa na quarta-feira, 10, quando também premiou AutoData pela reportagem especial do lançamento do Tera.

Assim a empresa ingressa de vez na eletrificação, movimento que será tendência a partir das novas metas de eficiência energética que o governo anunciará dentro do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação. A Volkswagen não informou qual veículo será o primeiro eletrificado nacional, mas adiantou que uma nova plataforma, a MQB37, será instalada no ABC Paulista.

Outra novidade adiantada pela Volkswagen foi o lançamento do Tiguan no ano que vem, ainda sem prazo definido. Ele será importado do México, onde está equipado com o motor 1.4 turbo, o mesmo do Taos que também passou a vir de lá.

Segundo o presidente Ciro Possobom a meta para 2026 é, mais uma vez, crescer acima da média do mercado. Até novembro a companhia somou 388 mil emplacamentos, avanço de 7% sobre o mesmo período do ano passado. “O mercado deverá crescer pouco em 2026, por causa dos juros altos, embora eles tendem a cair ao longo do ano. Teremos também Copa do Mundo e eleições. Projetamos algo em torno de 2% a 3% de alta sobre o volume deste ano”.

Na semana que vem ele, Alexander Seitz, chairman da VW América do Sul, e outros integrantes do comitê executivo viajam para a Alemanha onde apresentarão os resultados da região em 2025, que registra alta superior a 14% nas vendas. Segundo Seitz o Brasil passou a ser o terceiro maior mercado da VW no mundo:

“O Brasil já deu dor de cabeça à matriz, hoje não dá mais”, afirmou, acrescentando que oportunidades de exportação poderão surgir na reunião. Hoje a Volkswagen exporta em torno de 25% de sua produção nacional.

Seitz também adiantou qual é o planejamento no médio prazo: “Nosso objetivo é a liderança na América do Sul”.

Reportagem de AutoData é premiada pela Volkswagen

São Paulo – A série especial de reportagens sobre o lançamento do Volkswagen Tera, publicada na revista AutoData 422, de junho, foi premiada pela companhia na primeira edição do Prêmio Gutenberg de Comunicação, que tem como objetivo reconhecer as melhores reportagens e vídeos produzidos pela imprensa e pelos criadores de conteúdos sobre a Volkswagen. 

Foram dois troféus entregues na noite de quarta-feira, 10, aos editores Pedro Kutney e André Barros em cerimônia no Teatro Villa Lobos, em São Paulo: a Matéria Corporativa + ESG do Ano e a Melhor do Ano, que reuniu todos os vencedores das cinco categorias e, a partir daí, selecionou a grande campeã.

Pedro Kutney e André Barros. Fotos: Divulgação.

A reportagem especial vencedora é fruto de um trabalho que teve como objetivo mostrar como o VW Tera transformou a Volkswagen, sua missão dentro do negócio da companhia e, também, mostrar todos os pormenores do principal lançamento da empresa no ano ao leitor. Foram mais de 27 páginas produzidas pelo editor Pedro Kutney.

O Prêmio Gutenberg foi criado pela Volkswagen este ano, com o objetivo de valorizar o trabalho da imprensa. A companhia tem iniciativas também voltada a fornecedores, concessionários e colaboradores, e faltava a imprensa, na visão da diretoria um stakeholder importante nos negócios, ser reconhecida por aqui.

Além de AutoData foram premiados, em outras categorias, a revista Quatro Rodas, o portal Exame, o programa Auto Record Brasília, e a influenciadora digital Juciene Witjes.

Vendas de eletrificados avançam 38% até novembro

São Paulo –  De janeiro a novembro foram emplacados no mercado brasileiro 245 mil 509 veículos eletrificados, incluídos BEV, PHEV, HEV e MHEV, avanço de 38% frente aos 177 mil 358 registros dos onze meses de 2024, de acordo com os dados divulgados pela ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico.

Em novembro foram comercializados 26 mil 115 carros elétricos e híbridos, 47% acima dos 17 mil 143 veículos vendidos no mesmo mês do ano passado. Porém, na comparação com outubro, quando foram emplacadas 27 mil 750 unidades, houve queda de 5,9%.

Maior parte das vendas no mês é de híbridos plug-in

Dos 26 mil 115 veículos eletrificados vendidos no Brasil no mês passado 9 mil 680 foram PHEV, o equivalente a 37% do total e, 7 mil 263, 100% elétricos – correspondente a fatia de 27,8%. Na terceira posição apareceram os MHEV, com 4 mil 906 ou 18,8%.

Na sequência estão os híbridos convencionais, que totalizaram 2 mil 357 unidades ou 9% do total, e os HEV Flex, dos quais foram emplacadas 1 mil 909 unidades no mês passado, correspondente a parcela de 7,5%. Somadas, as vendas alcançaram 4 mil 266 ou 17%.

Ônibus elétricos avançam 136% no ano

Quanto aos ônibus a bateria foram emplacadas 26 unidades, queda de 70% em comparação a outubro, em que foram comercializadas 87, e alta de 23,8% sobre novembro de 2024, com 21.

De janeiro a novembro 662 ônibus elétricos foram vendidos no Brasil, 136,4% acima dos primeiros onze meses do ano passado, que contou com 280 unidades.

Dos 26 ônibus elétricos vendidos em novembro, de acordo com a ABVE, 25 estão rodando em São Paulo e, um, em Aracaju, SE.

Omoda Jaecoo contrata Roger Corassa para vice-presidente

São Paulo – O plano de Roger Corassa de, após deixar o cargo de vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen do Brasil, descansar por seis meses foi frustrado. Embora tenha conseguido aproveitar um certo período com a família, o executivo com mais de 32 anos de experiência na indústria automotiva aceitou o convite da Omoda Jaecoo e assume, a partir de janeiro, a vice-presidência executiva para a operação brasileira.

Corassa esteve nos últimos cinco anos na Volkswagen e, antes, passou mais de vinte na FCA, depois Stellantis. Responderá a Peng Hu, o responsável geral pela divisão local, de grande importância para a companhia de origem chinesa que só tem operações fora da China. E chega com uma missão que é, por ele, considerada a número zero: definir e estruturar a produção local dos modelos Omoda e Jaecoo.

Peng Hu. Fotos: Divulgação.

“Já a partir de janeiro vou ficar focado neste desafio”, afirmou Corassa a um grupo de jornalistas na quarta-feira, 10. “A operação de importação está desenhada, encaminhada e funcionando bem, mas não é desta maneira que desejamos seguir. Por ora a importação resolve, mas quanto mais cedo resolvermos a questão da fábrica, mais oportunidades teremos”.

Ele não quis entrar em pormenores e disse que todas as possibilidades continuam na mesa: uma operação própria, parceria e até período de transição de montagem para uma produção mais robusta local. O fato, garantiu, é que a Omoda Jaecoo terá produção e desenvolverá fornecedores locais.

Corassa assume posição em uma empresa com menos de um ano de operação comercial no Brasil e mais de 5,2 mil unidades emplacadas, 1,2 mil somente em novembro. São setenta concessionárias em operação em uma rede que deverá crescer para mais de cem pontos de vendas em 2026, quando tem objetivo de comercializar 50 mil unidades.

Estar próxima do Top 10 do mercado nacional é outra meta da Omoda Jaecoo. Seu planejamento, portanto, inclui ir além da oferta de modelos híbridos e elétricos: está investindo R$ 15 milhões no desenvolvimento de um motor flex, que poderá ser combinado com sistemas híbridos, fechados, leves ou plug-in. A expectativa é a de que a tecnologia flex esteja disponível no portfólio a partir de 2027, eletrificada ou não.

Para 2026 a Omoda Jaecoo promete três lançamentos: os SUVs Jaecoo 5, no primeiro semestre, Jaecoo 8SHS, no terceiro trimestre, e o Omoda 4, para o último trimestre. O último, com porte de SUV compacto como Volkswagen T-Cross e Nissan Kait, tem acabamento mais simples, terá preço “extremamente competitivo”, garantiu o novo vice-presidente.

Omoda 4. Fotos: Divulgação.