Jamef anuncia Nurik Costa como seu novo CFO

São Paulo – A transportadora Jamef anunciou Nurik Costa como seu novo CFO. O diretor financeiro chega com a missão de acelerar a expansão nacional da empresa de forma sustentável e de fortalecer a gestão financeira, com investimentos contínuos na renovação da frota. 

Com mais de trinta anos de experiência o executivo já trabalhou em outras grandes empresas, como a Votorantim Cimentos. Costa é formado em administração pública e pós-graduado em finanças e banking pela Escola de Administração de Empresas da FGV SP.

BMW traz nova versão do X3 com sistema híbrido leve

São Paulo – A BMW confirmou a chegada de uma nova versão do X3 ao Brasil a partir de outubro, a 30 xDrive M Sport. Com motor 2.0 turbo de 258 cv de potência e câmbio automático de oito marchas, terá sistema híbrido leve de 48V.

A nova versão do X3 chegará integrando o programa BSI, BMW Service Inclusive, que oferece serviços gratuitos de manutenção durante o período de três anos ou até o veículo completar 40 mil quilômetros rodados.

O preço e os pormenores do BMW X3 30 xDrive M Sport serão revelados durante o lançamento oficial, no mês que vem.

ZF nacionaliza a produção da ECU para o sistema de freio de veículos comerciais

São Paulo – A ZF anunciou a nacionalização da ECU, unidade de controle eletrônico, para o sistema de freio de veículos comerciais. Depois de mais de doze anos produzindo componentes eletrônicos para veículos leves no Brasil a companhia começa a expandir o portfólio para caminhões e ônibus, com produção em Limeira, SP

Com a ECU nacional é possível adicionar tecnologias como ESC, controle de estabilidade, HSA, assistente de partida em rampa, ATC, controle de tração, e ABS, sistema antitravamento das rodas. Destes itens o ESC tornou-se obrigatório em todos os veículos comerciais pesados e implementos rodoviários produzidos no Brasil desde janeiro de 2025.

ECU, unidade de controle eletrônico

Segundo a ZF a localização da produção abre oportunidades para as montadoras avançarem com o uso de novas tecnologias eletrônicas em seus veículos, garantindo também um maior índice de componentes locais. O ECU será produzido seguindo o mesmo padrão da Europa e, com isso, não demanda uma nova homologação com as montadoras que já compram o item importado da ZF.

Grupo Sada anuncia investimento de R$ 1,1 bilhão para produzir etanol de milho

São Paulo – O Grupo Sada anunciou o investimento de R$ 1,1 bilhão na produção de etanol de milho. Dois projetos de usinas estão sendo construídos em Jaíba, MG, e Montes Claros de Goiás, GO. A proposta é operar de forma contínua durante o ano todo, atenuando a sazonalidade da cana-de-açúcar e garantindo oferta mais estável de biocombustível no mercado.

As obras da Usina Eber Bio, em Montes Claros de Goiás, foram iniciadas no primeiro semestre, e já tem 30% de execução concluída. A unidade terá capacidade de armazenagem de 160 mil toneladas/ano e a produção de etanol de milho prevista é de 180 milhões de litros/ano. A previsão de início da operação da produção industrial é no segundo semestre de 2026. 

O projeto da Usina Sada Bionergia, em Jaíba, está em fase de licenciamento ambiental. Sua capacidade de armazenagem é de 120 mil toneladas de milho e a produção de etanol de milho está prevista em 180 milhões de litros/ano. A projeção de conclusão do silo é setembro de 2026, com início da operação da produção industrial em 2027.

A partir deste mês o grupo realiza eventos com produtores de milho nas cidades de Canarana e Querência, MT, Rio Verde e Paraúna, GO, e Luís Eduardo Magalhães, BA, a fim de assegurar o fornecimento do insumo. Outras edições, ainda com datas a serem definidas, ocorrerão em Jaíba e Montes Claros de Goiás.

Vittorio Medioli, fundador e presidente do Grupo Sada, afirmou que o aporte “é fundamental para ampliar a presença do conglomerado na agroindústria e diversificar seu portfólio e fortalecer nossa posição em um dos segmentos mais promissores da economia brasileira”. A produção de etanol de milho também será complementar à operação da Sada Combustíveis por meio de suas onze bases de distribuição em nove estados.

Ações da Tesla valorizam quase 50% após discussão de Musk com Trump

São Paulo – As ações da Tesla valorizaram 48% desde 5 de junho, quando o CEO e fundador da empresa, Elon Musk, discutiu publicamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No dia da discussão, porém, a Tesla perdeu 14% do seu valor de mercado, cerca de US$ 150 bilhões.

Cada ação da empresa caiu para US$ 284,70 logo após o embate, mas subiu para US$ 421,62, valor atual. Isso significa que quem investiu US$ 1 mil em 5 de junho, tem quase US$ 1,5 mil em valor nominal da ação.

A retomada do seu valor de mercado foi impulsionada pela compra de ações de US$ 1 bilhão que Musk realizou e pela produção global recorde de 410 mil carros no segundo trimestre.

“Liderança é consequência”, projeta a Volkswagen

São Paulo – Dentro de duas semanas Fernando Silva assume, oficialmente, novos desafios dentro da Volkswagen: é o sucessor de Roger Corassa, que deixa a empresa, na vice-presidência de vendas e marketing para a América do Sul. Tem a missão de dar continuidade aos bons resultados entregues pelo seu antecessor, dos quais ele mesmo dá a dimensão:

“Nos últimos três anos crescemos em volume o equivalente às vendas da Toyota”, afirmou,  ao concluir que este ano serão vendidos 160 mil Volkswagen a mais do que o volume de 2022, ano em que assumiu a diretoria de vendas, cargo que deixará em 1º de outubro. “Nós faturamos, hoje, a produção do dia. É o sonho de toda montadora”.

Mais do que o crescimento de 10% nas vendas de modelos VW do acumulado de 2024 para o mesmo período deste ano, Silva destacou o bom desempenho da marca no varejo, o segmento que traz mais rentabilidade. No canal, que acumula recuo de 2,8% no geral, a Volkswagen cresce 15%.

“Todo mundo fala na invasão chinesa, mas a Volkswagen tem conseguido bons resultados diante do mercado que está ficando mais competitivo. É uma junção de diversos fatores: engajamento da companhia, da rede e bons produtos, que nos colocam em posição de destaque em todos os segmentos do mercado.”

Cita como exemplo o Tera, mais recente lançamento, que ainda não está com as entregas equalizadas. Silva confessou que o plano de ramp up da produção em Taubaté, SP, foi acelerado para conseguir atender à demanda. Calcula que serão vendidos cerca de 50 mil unidades do SUV até dezembro: “É um volume que coloca o carro no Top 3 do mercado. E ele puxou vendas de outros modelos, como o Nivus e o T-Cross”.

Engajamento

Outro fator decisivo para o bom desempenho, segundo Silva, é o engajamento interno. Segundo ele todas as áreas estão focadas no resultado: “Todo mundo aqui sabe que pode ajudar a vender carro, que pode contribuir para crescer esta participação. E se dedica a isso, levanta a bandeira de fazer negócio. Cada 0,1 ponto a mais de participação importa”.

O próprio diretor de vendas tem agenda semanal com o CEO Ciro Possobom, em reuniões nas noites de segunda-feira, quando todo o plano é revisto e ajustado: “Não temos zona de conforto dentro da Volkswagen. Nos desafiamos todos os dias”.

Com a rede também existe sintonia e trabalho de dados, segundo Silva: “Quando identificamos que há menos conversão que o previsto, conversamos para entender a razão. O nível de pormenor em que entramos não existe na indústria local”.

Liderança no futuro?

Todo o trabalho tem um objetivo que, segundo o novo vice-presidente de vendas e marketing, será natural: a liderança do mercado brasileiro. “A liderança é uma consequência de todo esse trabalho que vem sendo feito, que tem se mostrado eficaz.”

Para chegar a ela, porém, ainda existem peças que chegarão ao portfólio nos próximos meses. Uma delas é a picape que sairá das linhas de São José dos Pinhais, PR, na qual Silva aposta suas fichas, mesmo mantendo ainda o mistério com relação a posicionamento. É um segmento no qual a atual líder Fiat domina com a Strada e a Toro e a Volkswagen vem conquistando bons resultados com a Saveiro, ainda que esteja mais defasada do que a concorrência.

A sucessora da Amarok, que será produzida na Argentina com base na chinesa SAIC Maxus Starcraft X, é outro ingrediente importante para que a receita da liderança saia do forno.

A expectativa é que as duas estejam no mercado em 2027. A consequência, portanto, passa a ter um esboço de prazo no horizonte.

Luiz Fernando Guidorzi é o novo diretor de marketing da GAC

São Paulo – Luiz Fernando Guidorzi foi contratado como o novo diretor de marketing da GAC, sucedendo a Marcello Braga, que deixou a empresa no mês passado. Com vinte anos de experiência ele passou por empresas como JLR, Stellantis, Meta e GWM. Estava na Maple Bear, rede de escolas particulares, como diretor de inteligência de marketing e expansão.

Foi o responsável pelo reposicionamento da marca Land Rover e pelos lançamento do Range Rover Evoque e Discovery Sport. Na Stellantis esteve à frente do lançamento do Jeep Compass e foi um dos responsáveis por lançar a marca GWM no Brasil.

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Referência do segmento

O Fiat Pulse é responsável por protagonizar algumas das maiores revoluções da marca ao longo dos últimos anos. O primeiro SUV da Fiat no Brasil foi um projeto desenvolvido sob medida para o nosso mercado. Em 2024, juntamente com o Fastback, o Pulse ampliou o acesso à tecnologia híbrida. Sucesso desde o seu lançamento, ele já atingiu o marco de 200 mil unidades produzidas, e agora, o modelo que é reconhecido por oferecer alto nível de tecnologia, performance e um design marcante, chega com novidades na linha 2026 para ficar ainda mais competitivo.

Com uma grade frontal redesenhada com linhas verticais, nova grade inferior e para-choque redesenhado, o modelo apresenta visual mais moderno e imponente. A atualização não é apenas estética: a versão Impetus T200 Hybrid passou a oferecer o pacote Sunroof, com teto panorâmico, elevando o conforto e a sensação de sofisticação do veículo.

Para a linha 2026, a Fiat trouxe novas versões para a gama do Pulse. A versão Drive 1.3 MT, equipada com o icônico motor Firefly, retorna como opção de entrada da linha, permitindo ainda mais acessibilidade ao modelo. Já a nova versão Turbo 200 AT ocupa posição de entrada do conhecido e cultuado motor turbo. Com o motor mais potente da categoria, o modelo entrega 130 cv de potência e 200 Nm de torque quando abastecido com etanol. Com essa nova versão, além de ampliar seu lineup, a marca traz uma versão ainda mais acessível ao consumidor, incluindo o canal PcD. Com o novo lineup, o Pulse se consolida como um modelo extremamente versátil, que tem em sua gama três opções de motorização com o 1.3 Firefly, T200 e T200 Hybrid, sendo esta última, a única opção híbrida da categoria.

Internamente, o Pulse 2026 recebeu melhorias pontuais, como o revestimento em couro nas portas da versão Impetus e o interior escurecido na versão Drive 1.3 MT, aumentando a percepção de qualidade. A versão Audace ganhou novas rodas, reforçando o apelo visual do modelo. Todas essas atualizações consolidam o Pulse como um produto que evoluiu alinhado às demandas do consumidor brasileiro, combinando design, tecnologia e opções de motorização híbrida, reforçando seu potencial para se destacar no mercado.

Em segurança, o modelo oferece o ADAS a partir da versão Audace como opcional e standard na Impetus, em pacote que inclui frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa, e a comutação dos faróis, que define entre o farol alto e baixo automaticamente.

Jipão raiz

Com o Tank 300, lançado em abril, a GWM iniciou sua segunda fase de lançamentos no Brasil. Equipado com motor híbrido plug-in (elétrico + 2.0 turbo a gasolina) que entrega 394 cv e 750 Nm de torque, o modelo tem autonomia de até 75 km no modo elétrico.

Oferece recursos avançados como bloqueio eletrônico de diferenciais, marcha reduzida, Tank Steering e impressionante capacidade off-road, sua plataforma Hi4T é exclusiva para uso fora de estrada e objetiva atingir principalmente o mercado agropecuário.

Internamente, alia sofisticação e conforto com acabamento refinado, bancos com massagem, isolamento acústico e dois displays de 12,3.

Passo adiante

O novo Nissan Kicks marca a evolução de um dos SUVs mais vendidos do Brasil, com design renovado, mais tecnologia e eficiência. Produzido em Resende (RJ), o modelo é equipado com motor 1.0 turbo flex de 3 cilindros com 125 cv e câmbio de dupla embreagem com modo Sport, garantindo boa performance com baixo consumo — média de 14,3 km/l na estrada (gasolina).

O novo Kicks traz pacote completo de segurança ativa, com alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência e assistente de permanência em faixa, além de seis airbags de série. A conectividade é garantida por uma central multimídia de 12,3” com Android Auto e Apple CarPlay, integrada a um painel de instrumentos digital.

Com novo design frontal e traseiro, rodas de até 17”, e acabamento interno aprimorado, o SUV entrega sofisticação sem perder o foco na acessibilidade. O lançamento impulsionou a presença da Nissan no segmento de SUVs compactos, fortalecendo sua posição estratégica no mercado nacional.

Fusca, Gol e Tera

Foi a própria Volkswagen que o colocou na mesma prateleira de Fusca e Gol já no ato da apresentação. Não é pequena a expectativa da marca, portanto, com seu novo SUV, ou SUVW, como ela gosta de nomear. Não é à toa que é, até agora, o modelo VW mais falado no mundo em 2025. A Volkswagen investe R$ 20 bilhões na Região América do Sul até 2028, com foco na renovação do portfólio – serão 21 lançamentos, com destaque para o desenvolvimento de produtos híbridos locais, em linha com o plano global de descarbonização. A empresa investe permanentemente em mobilidade sustentável, conectividade e digitalização como tópicos estratégicos

Chega em quatro versões, com preços entre R$ 100 mil e R$ 140 mil, posicionando a marca estrategicamente na entrada do segmento de SUVs compactos, que já representa 25% das vendas de veículos leves no Brasil.

Fabricado em Taubaté, o modelo foi 100% desenhado, desenvolvido e produzido no Brasil. Gerou 260 novos empregos para aquela planta, dos quais 40% são mulheres, além de 2.600 empregos indiretos na cadeia de fornecedores – são exatas 241 empresas de autopeças que suprem a produção do modelo. Para a chegada do Tera, a VW fez investimentos em todas as áreas de produção e logística da fábrica de Taubaté.

Ele fez realmente muito barulho. No Open Doors de vendas, registrou 12 mil pedidos em 50 minutos. Foi o maior da história da Volkswagen do Brasil. E o sucesso tende a atravessar fronteiras: o Tera já começou a ser exportado para mais de 20 países.

Todas as versões contam com um pacote completo de segurança: seis airbags, frenagem automática de emergência (AEB), controle eletrônico de estabilidade (ESC), controle de tração (ASR), detector de fadiga e monitor de pressão dos pneus. Nas versões mais equipadas, Comfort e High, há ainda controle de cruzeiro adaptativo (ACC) e assistente ativo de permanência em faixa.

Além de conectado, o Tera eleva a experiência do cliente, por meio da Inteligência Artificial com o inédito assistente virtual Otto, uma nova forma de pensar, dirigir e interagir com o mundo. O Otto estreia no sistema VW Play, desenvolvido no Brasil em parceria com a Accenture. A Volkswagen é a primeira marca no Brasil com lA automotiva própria.

Fabricantes de chassis acreditam em queda do setor no ano que vem

São Paulo – Fabricantes de chassis de ônibus celebram a retomada do setor nos últimos três anos, após uma década de dificuldades, com destaque para este, que sustenta crescimento de 11,7%, com 21,2 mil unidades produzidas de janeiro a agosto. No entanto, não ignoram sinais de que este bom desempenho pode sofrer uma pausa e refletir em ligeira queda em 2026.

Foi o que disseram Walter Barbosa, vice-presidente de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz, Jorge Carrer, diretor de vendas de ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus, e Paulo Arabian, diretor comercial de ônibus da Volvo, durante participação no Fórum AutoData Perspectivas Ônibus, na terça-feira, dia 16.

Barbosa citou a expansão das vendas, no acumulado do ano, de 14%, com 15,6 mil unidades, e ressaltou que, até o momento, o rodoviário é o único segmento a registrar queda, de 5%, com 1,5 mil vendas.

O destaque ficou por conta dos escolares, impulsionados pelo Caminho da Escola, com avanço de 30% e 3,4 mil unidades. Em segundo lugar está o fretamento, com 1,8 mil unidades e alta de 26%. Pilar do setor, o urbano emplacou 5,8 mil ônibus, incremento de 11% e, os micro-ônibus, 3,1 mil unidades, acréscimo de 9%.

Walter Barbosa, vice-presidente de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz.

“Tivemos um sinal de alerta ao vermos queda de 27% dos emplacamentos em agosto, a primeira do ano. Agora os efeitos da Selic a 15% ao ano, que leva os juros na ponta a taxas de 18% a 20% ao ano, começam a afetar o interesse do operador. O custo é extremamente alto para motivá-lo a renovar a frota”, disse o executivo da Mercedes-Benz.

Arabian complementou que a redução do dólar da casa dos R$ 6 para R$ 5,30 não ajuda o segmento, uma vez que beneficia o aéreo e, segundo ele, tende a conquistar os potenciais clientes de ônibus em viagens futuras:

“Sem contar que existe, nitidamente, estoque formado nas montadoras e não há desova neste mesmo ritmo. É difícil vir de anos bons e lidar com pressão inflacionária que não é contida pelos juros altos, aumento dos preços dos combustíveis, como diesel e gás, e do tíquete médio da carroceria. Isto deteriora a margem de ganhos”.

Paulo Arabian, diretor comercial de ônibus da Volvo.

O executivo da Volvo pontuou que as dificuldades econômicas tendem a deflagar redução dos postos de trabalho nas empresas, o que diminuirá a demanda pelo fretamento. Perguntado sobre reflexo na produção da montadora ele disse que o modelo industrial modular permite ajustes na demanda conforme a produção, além da maior busca por mercados externos, a fim de compensar a possível estagnação do mercado interno. “Existem outras ferramentas além de férias coletivas.”

Carrer contou que como na VW Caminhões e Ônibus no último trimestre já é costume tirar o pé do acelerador na produção de chassis, não é preciso fazer mudanças drásticas. “No máximo ajustes nas horas trabalhadas, por exemplo, nas jornadas extras dos sábados, ou no segundo turno de produção, readequando o produto. Mas, com a nova licitação do Caminho da Escola acreditamos que se refletirá na produção já no início do ano que vem.”

Jorge Carrer, diretor de vendas de ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus

A Volvo não tem produtos para entrar na briga pelo programa do governo federal e a Mercedes-Benz buscará voltar ao páreo, após ter ficado de fora no último leilão. Barbosa acredita que, por se tratar de ano eleitoral, os pedidos deverão se concentrar no primeiro semestre: “Imagino, no máximo, uns 3 mil carros, o que já é positivo, dado o cenário”.

Mercedes-Benz coloca 500 trabalhadores de São Bernardo em layoff

São Paulo – A Mercedes-Benz colocará cerca de 500 trabalhadores da sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP, em layoff. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC 250 funcionários da área de CKD de caminhões e ônibus serão afastados de novembro a fevereiro e outros 280 da produção de ônibus de novembro a janeiro.

A principal razão, de acordo com a entidade, é a venda da fábrica de Virrey del Pino, na Argentina. A Open Cars assumiu a produção local da Sprinter até 2030 e as operações de caminhões e ônibus estão sendo transferidas para Zárate, onde a Mercedes-Benz constrói um centro logístico. O processo fará com que a produção local precise ser paralisada e, por esta razão, os trabalhadores foram afastados. 

Em nota a Mercedes-Benz acrescentou que houve também ajustes no programa de produção: “A medida foi necessária em função da suspensão temporária da exportação de CKD e agregados, motor, eixo, câmbio e cabine, para a Argentina, que está transferindo sua manufatura local para um novo local e também de ajustes do programa de produção de ônibus”.

Na nota a empresa fala em layoff de quinhentos trabalhadores, de diversas áreas, por até cinco meses a partir de novembro.

“Durante o período de layoff os empregados terão seus salários líquidos e benefícios preservados, conforme previsto em acordo coletivo, além da oferta de programas de qualificação profissional”.