São Paulo – O CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que o tarifaço dos Estados Unidos custou bilhões de euros. A montadora não gostou de acordo, que classificou como assimétrico, de Bruxelas com Washington que prevê tarifas de 15% sobre importações de automóveis da União Europeia e nenhuma tarifa para o embarque de bens industriais dos Estados Unidos à Europa.
Blume também disse à Reuters, durante o IAA de Munique, Alemanha, que a Porsche, sua principal marca e da qual também é CEO, estava sendo espremida por um sanduíche de sobretaxas estadunidenses e um mercado chinês fraco, seus dois principais clientes.
“Estamos contando com nosso plano de investimentos nos Estados Unidos, o que impulsionará o emprego local e a cadeia de suprimentos da Volkswagen”, assinalou Blume, ao acrescentar que as negociações com o governo estadunidense foram “muito positivas”, mas que espera solução rápida porque tem decisões a tomar.
Assim como seus rivais a Volkswagen ainda está esperando que as atuais tarifas de importação de automóveis dos Estados Unidos caiam de 27,5% para 15%, algo que o governo local prometeu. As tarifas atingiram severamente as marcas Porsche e Audi, que não têm produção no país.
A empresa está em negociações com o governo estadunidense sobre incentivos fiscais para investimentos futuros, o que inclui possível fábrica local para a Audi, cuja decisão é prevista para o fim do ano.
São Paulo – A Honda começará o Uni-One, um dispositivo de mobilidade pessoal que dispensa o uso das mãos. O objetivo do equipamento é transportar clientes em áreas designadas dentro de determinadas instalações, como parques, ou para dar suporte a indivíduos diversos, incluindo crianças e idosos, a fim de aprimorar o desempenho e aumentar a produtividade em escritórios e outros locais de trabalho.
“O Uni-One reduzirá a carga física que as pessoas sentem nas pernas e na região lombar ao caminhar, o que incentivará mais gente que antes evitava sair a passeio”, disse a Honda, ao informar que o dispositivo pode ser controlado transferindo o peso do corpo enquanto está sentado e mantendo as duas mãos livres para se mover como se estivesse caminhando. Sua velocidade máxima é de 6 km/h.
Apresentado pela primeira vez na Exposição Internacional de Robôs de 2022, e testado por visitantes de diversas exposições e eventos, o Uni-One também vem sendo aplicado em testes pagos de pré-lançamento desde 2023. Agora, o plano é não apenas comercializá-lo como oferecer aluguel por tempo determinado, seja de um dia, três ou seis anos.
São Paulo – Depois de cinco meses seguidos de crescimento em agosto o mercado de automóveis e comerciais leves no Chile registrou queda de 3,1% na comparação com idêntico período do ano passado, somando 27,5 mil unidades comercializadas. Com relação a julho houve aumento de 2,2%, de acordo com dados divulgados pela Anac, Associação Nacional Automotriz do Chile.
A queda em agosto, segundo a associação, foi causada por fatores como o baixo crescimento da economia local, o acesso mais restrito aos financiamentos e a adiamento da compra por parte dos consumidores, que deixaram para adquirir um novo modelo a partir de setembro, quando começam a chegar as linhas 2026.
No acumulado do ano foram vendidos 200 mil veículos, incremento de 2,1% na comparação com iguais meses do ano passado. De janeiro a agosto a Toyota liderou as vendas com 15,9 mil unidades entregues, seguida pela Suzuki com 14,9 mil e pela Hyundai com 13,6 mil.
As vendas de caminhões, em agosto, somaram 817 unidades, volume 3,8% menor do que o de igual mês do ano passado e 18,3% menor do que o entregue em julho. No acumulado do ano o segmento registrou alta de 5,7% com 7,9 mil unidades.
O mercado de ônibus somou 405 vendas em agosto, expansão de 331% sobre agosto de 2024 e incremento de 32,3% com relação a julho. No acumulado do ano o segmento cresceu 81%, com 2,1 mil ônibus comercializados.
São Paulo – A Tecfil anunciou Fernando Mutarelli como seu novo diretor de supply chain. De acordo com a fabricante de filtros automotivos a mudança marca mais um passo em busca de crescimento sustentável, eficiência operacional e valorização de talentos que agregam expertise e visão estratégica ao negócio.
Ao longo de sua trajetória profissional Mutarelli acumula passagens por empresas como Aramis, Walmart, Avon, Centauro, Dia, Editora Globo, Editora Abril e Bunge, trabalhando em áreas como operações, logística de abastecimento e distribuição física.
Graduado em administração de empresas com especialização em logística de transportes pela FGV o executivo tem também mestrado em engenharia de transportes pela USP, formação executiva internacional em logística e supply chain pelo MIT e pós-MBA pela Kellogg School of Management da Northwestern University.
O início da operação está previsto ainda para este ano. Será no sistema SKD, com importação dos kits semidesmontados da China, contando com benefícios do regime automotivo do Nordeste, com o compromisso de elevar o índice de nacionalização.
“Será o primeiro passo para industrializarmos o veículo elétrico no Brasil”, afirmou Santiago Chamorro, presidente da GM América do Sul. “Contratamos a Comexport, que está criando o primeiro polo de produção de veículos de novas tecnologias do Brasil.”
De acordo com Chamorro o projeto integra o ciclo de R$ 7 bilhões de investimento da GM no Brasil.
Segundo o portal Auto Ranking existe a previsão de que dois outros modelos Chevrolet venham a ser montados em Horizonte em 2026. Um deles é a Captiva EV, que será vendida no Brasil até o fim do ano, também importada da China.
O Spark foi desenvolvido pela GM em parceria com SAIC e Wuling. Ele já está disponível ao consumidor brasileiro, ainda importado da China, em 138 concessionárias Chevrolet habilitadas a vender 100% elétricos por R$ 159 mil 990.
Rio de Janeiro – A ordem é crescer. Fabiana Figueiredo, vice-presidente da Peugeot para a América do Sul, não revelou a meta, mas disse que o seu objetivo é conquistar uma fatia maior do mercado brasileiro de 2,6 milhões de veículos leves projetado para 2025, que representa alta de 4% sobre o volume vendido no ano passado.
No caso do 208, segundo Figueiredo, as expectativas são grandes, pois trata-se do primeiro híbrido flex do segmento B hatch. Existem, na sua avaliação, grandes oportunidades de crescimento, dependendo da aceitação do público.
Ela calcula que a versão híbrida do Peugeot 208 deverá representar 20% das vendas, enquanto a de entrada 1.0 Style terá o maior porcentual, cerca de 40%, com o restante dividido pela nova Active T200 AT e pela Allure T200 AT. Já no SUV 2008 a versão híbrida deverá representar 30% das vendas e os outros 70% serão divididos pelas outras duas configurações, a de entrada e a intermediária.
Sobre a decisão de iniciar as vendas dos híbridos no Brasil, e não na Argentina, onde a empresa se posiciona como uma das líderes, Fabiana Figueiredo disse que tudo depende do momento do mercado:
“O plano foi definido de acordo com o mercado, com base no que analisamos o momento de cada país. No contexto do Brasil era o momento certo, enquanto na Argentina acabamos de lançar o 3008 e o 5008 importados da Europa. Lá lançaremos os híbridos em 2026”.
Nos últimos anos, até por questões logísticas envolvendo sua operação na Argentina, a Peugeot sofreu no mercado regional. Figueiredo disse esperar resultados melhores em 2025 e nos próximos anos, com uma gama toda nova de automóveis, comerciais leves e utilitários. Em 2022, lembrou, a Peugeot encerrou com 2,3% de mercado somente com o 208 no portfólio.
Atualmente a Peugeot mantém cerca de 180 revendas no País e não tem projeto de expansão, acreditando que este tamanho é suficiente para atender à demanda local.
Líder no segmento de veículos a gás na Europa, o Iveco Group já superou a marca de 100.000 motores a gás produzidos por meio de sua divisão FPT Industrial. Por entender que a solução passa por tecnologias adequadas ao potencial de biocombustíveis de cada região, a estratégia na América Latina considera o uso de gás natural e do biometano. Mas não apenas nisso: em 2024, a FPT anunciou investimento de R$ 127 milhões até 2028 para o desenvolvimento de novos motores bicombustível, explorando matrizes limpas como biodiesel e etanol.
Dentro dessa estratégia, a marca desenvolveu, em parceria com a CNH, os motores N67 Etanol e CURSOR 13 Etanol com Ciclo Otto, com conceito semelhante ao de carros flex. Entre os benefícios do uso do etanol estão o fato de ser um combustível renovável, que reduz as emissões de gases de efeito estufa em até 90% em relação aos combustíveis fósseis, além de proporcionar redução de custos operacionais com transporte e logística e ter menos oscilações de preços, em relação aos derivados do petróleo. A engenharia local já desenvolveu motor 100% etanol para colheitadeiras e tratores, com potencial de aplicação futura em veículos comerciais, tornando operações integralmente renováveis.
A marca também lançou o Repower FPT, que permite a substituição de motores a diesel por versões a gás, no padrão Euro 6, e iniciou a produção local dos motores movidos a gás N60 NG, N67 NG e CURSOR 13 NG na fábrica de Córdoba, na Argentina.
O Repower FPT é uma solução de fábrica que substitui o motor a diesel de um caminhão usado, por um motor novo, de ciclo Otto, movido a gás natural e biometano, aumentando a vida útil, proporcionando melhor desempenho e a disponibilidade, que estará sempre apto a trabalhar. Além disso, o motor novo entrega consumo eficiente e menores emissões, já que agrega as últimas tecnologias em powertrain.
Essa visão compõe o conceito de lifecycle thinking do Iveco Group, em que os recursos são utilizados integralmente pelo maior tempo, produtos e materiais são recuperados e reutilizados até o fim da vida útil. Como parte da estratégia multicombustível da FPT Industrial, o gás natural se consolida como uma tecnologia confiável, evolutiva e de alto potencial para a América Latina.
Produção nacional
Fornecedora global de soluções inovadoras para sistemas de propulsão, a Horse Powertrain investe em diferentes tecnologias para apoiar a indústria automotiva e outros setores que necessitam de geração de energia em sua transição para um futuro sustentável. A empresa desenvolve, produz e fornece sistemas de propulsão altamente eficientes, híbridos completos, híbridos plug-in e ICE (combustão interna). São 8 milhões de unidades por ano para seus clientes ao redor do mundo.
No início deste ano, a Horse iniciou a produção do motor HR13 turboflex, 1.3 litro, quatro cilindros e 163 cv, em São José dos Pinhais (PR). Desenvolvido para o mercado sul-americano pela Horse Technologies, divisão da Horse Powertrain, o HR13 atende às normas Proconve L8. O HR13 conta com um sistema de injeção direta desenvolvido especialmente para o uso de etanol. Cada cilindro é equipado com injetores de seis furos montados centralmente, operando a 200 bar de pressão, projetados para uma atomização excepcional do combustível, que proporciona potência e torque sem comprometer a eficiência do combustível.
“Esta ação reforça nosso compromisso com o mercado brasileiro e com a América do Sul. Nossa mensagem sempre foi clara: não existe uma solução única para a mobilidade global, mas sim soluções sob medida que atendam às necessidades regionais. O HR13 reflete essa filosofia, movido por combustíveis flex de baixo carbono e otimizado para as necessidades do mercado brasileiro,” argumenta Patrice Haettel, CEO da Horse Technologies.
Além de abastecer a Renault, a Horse fornece sistemas híbridos e desenvolveu, em parceria com a WEG, o Range Extender, sistema que já equipa o micro-ônibus elétrico Volare da Marcopolo que será lançado no princípio de 2026.
A produção local substitui importações da Espanha, fortalecendo a cadeia automotiva nacional e tornando a unidade referência em motopropulsores flex. O HR13 é fabricado ao lado do HR10 1.0 Turbo, também nacionalizado. Complementando o investimento, a Horse anunciou recentemente mais R$ 200 milhões para instalar linha inédita de fundição por gravidade de cabeçotes de alumínio, com capacidade de 210 mil peças por ano e 60 novos postos de trabalho. Com capacidade para até 600 mil motores por ano, a planta de São José dos Pinhais avança como centro estratégico da nova mobilidade.
Unidade brasileira faz história
Multinacional de sistemas de propulsão, a Phinia realça o protagonismo da engenharia brasileira como polo estratégico no avanço de soluções sustentáveis para a mobilidade. Baseada em Piracicaba (SP), a iniciativa de suportar o projeto global de desenvolvimento de motor a combustão movido a hidrogênio fortalece a cadeia global de inovação automotiva rumo à descarbonização.
A equipe sediada na planta do interior de SP atua no desenvolvimento de software e no gerenciamento eletrônico do motor, contribuindo diretamente para testes em veículos protótipos — três vans em circulação na Europa e uma em finalização nos EUA.
O sistema exclusivo de injeção criado pela Phinia permite queima segura do hidrogênio, mesmo com menor grau de pureza, o que reduz custos e amplia a viabilidade técnica. Essa alternativa tecnológica habilita as montadoras a reutilizarem os motores de combustão interna em uso por décadas através do uso combustível sustentável e com baixa pegada de carbono (emissões muito baixas de CO2, HC e NOx), uma alternativa robusta e confiável aos veículos elétricos e movidos a células de combustível, os quais apresentam seus desafios como tempo de recarga e custo (o custo de uma célula de combustível pode chegar a 80% do custo do veículo), por exemplo.
Tanques e componentes utilizam aço especial para evitar vazamentos do elemento altamente inflamável. A eficiência energética do hidrogênio garante desempenho equivalente ao diesel, com redução de emissões de CO₂ superior a 99% além de garantir potência.
As principais vantagens do motor a combustão interna (ICE) movido a hidrogênio são a comprovada durabilidade desse tipo de solução, a infraestrutura existente na cadeia de suprimentos, bem como a adaptação a sistemas de propulsão flexível capazes de utilizarem com eficiência uma grande variedade de combustíveis. A tecnologia exige um grau de modificações modestas para adaptar motores tradicionais ao uso do H2, o que é uma vantagem considerável ao avaliar a frota circulante. Além disso, a iniciativa é robusta considerando a qualidade do combustível H2 e, principalmente, considerando as condições ambientais. De acordo com a Phinia, o reabastecimento rápido com H2 permite o uso em vários turnos nas operações em que não se permite paradas longas, além de garantir potência e desempenho equivalentes ao motor diesel.
São Paulo – A Pirelli foi reconhecida pela premiação internacional Compasso d’Oro por seu pneu P Zero E, lançado em 2023 como o primeiro do mundo com mais de 55% de materiais naturais e reciclados, especialmente no segmento de alta performance para o qual é destinado.
Esta também é a primeira vez que um pneu recebe o prêmio na categoria design para mobilidade. A cerimônia ocorreu durante edição internacional especial do Prêmio Compasso d’Oro, que comemora seu 70º aniversário na Expo 2025 em Osaka, Japão. Este ano a premiação foi inspirada no tema da expo Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas.
São Paulo – Com o lançamento da linha 2026 do Citroën C3 o mercado brasileiro passou a ter um novo carro mais barato: o C3 Live, com motor 1.0 Firefly de 75 cv e câmbio manual de cinco velocidades, passou a custar R$ 75 mil, preço inferior ao Renault Kwid, que parte de R$ 78,7 mil, e do Fiat Mobi, R$ 79,1 mil – valores que constavam nos sites das fabricantes na sexta-feira, 5.
O que chama a atenção é que o C3, agora carro mais barato do Brasil, não integra o programa Carro Sustentável, lançado pelo governo federal, que zerou o IPI de modelos que atendam a alguns requisitos. A razão é que, possivelmente, o C3 deixa de atender a um ou mais destes.
Produzido na fábrica de Porto Real, RJ, o C3 é um carro nacional e passa pelos processos produtivos exigidos, como estamparia soldagem, pintura, fabricação de motor e montagem. Ele é também um SUV, na classificação do Inmetro, com ângulo de ataque mínimo de 23 graus e de saída de 20 graus e altura livre do solo de 200 mm no entre-eixo e 180 mm sob os eixos dianteiros e traseiro, e até 1,1 tonelada de massa. Atende a essas exigências do programa.
O que a reportagem não conseguiu concluir, apesar de pesquisar e questionar a fabricante e o MDIC, é se o C3 atende ao índice de reciclabilidade superior a 80% e emite menos de 83 gramas de CO2 por quilômetro rodado na medição do poço à roda. Os dados públicos do PBEV, Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro, publicados no fim de julho, trazem ainda a métrica dos gases emitidos no escapamento.
Por essa medição o C3 emite 96g de CO2/km. É um volume superior a outros modelos que integram o programa Carro Sustentável, o que indica que este pode ser o entrave. O Chevrolet Onix emite 87 g de CO2/km, o mesmo índice do Renault Kwid. O Fiat Mobi 91 g de CO2/km, o Fiat Argo 94 g de CO2/km, o Hyundai HB20 93 g de CO2/km e o Volkswagen Polo 92 g CO/km. Todos os dados públicos do PBEV, que medem as emissões do escapamento: a reportagem não encontrou dados de medição do poço à roda.
A eficiência energética do Citroën C3, também pelo PBEV, é 1,54 MJ/km, também mais alta do que os demais modelos do programa. O Fiat Mobi tem eficiência energética de 1,46 MJ/km, o Renault Kwid 1,40 MJ/km, Chevrolet Onix 1,41 MJ/km e Hyundai HB20 e VW Polo 1,48 MJ/km.
Em nota oficial a Stellantis, em resposta ao questionamento da reportagem, deixou transparecer que em algum ponto exigido pelo programa o Citroën C3 não se encaixa:
“De acordo com os quatro critérios divulgados para que um veículo se enquadre na nova regra do IPI Verde, a Stellantis possui atualmente Fiat Mobi Drive, Fiat Mobi Treeking e Fiat Argo Drive 1.0 MT com os descontos repassados integralmente e ainda com incentivos adicionais. Nosso portfólio é diversificado, atendendo a diferentes faixas de mercado, e a aplicação futura da nova composição do IPI a outros modelos será avaliada de forma individualizada, de acordo com a estratégia das marcas e as características de cada veículo”.
De toda forma o C3 é, no momento, o carro mais barato do Brasil. Mesmo a ele incidindo alíquota de IPI.
São Paulo – A Comissão Europeia se prepara para realizar série de reuniões sobre o futuro da indústria automotiva, que devem acelerar as condições para atingir as metas de redução de CO2 para 2030. Embora fabricantes europeus de caminhões e ônibus reafirmem o compromisso com a transição verde, eles alertam que a insuficiência de condições favoráveis coloca o setor em risco de circunstâncias fora de seu controle.
A participação de veículos de zero emissão no mercado europeu deverá aumentar de cerca de 3,5% no primeiro semestre para pelo menos 35% em cinco anos. Condições essenciais para isto, no entanto, o que inclui preços de recarga competitivos, incentivos específicos, carregadores de veículos e outros elementos cruciais, continuam a sofrer atrasos.
Segundo Christian Levin, CEO da Scania e presidente do Conselho de Veículos Comerciais da Acea, Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, o setor já entregando os veículos e oferecendo soluções de emissão zero para todas as necessidades de transporte, mas, diante do fato de a maioria das condições essenciais ainda não estarem disponíveis, há o risco de fracassarem.
“Isto não é uma falha de engenharia, é uma falha política. O sucesso da transição para a neutralidade climática não depende apenas dos fabricantes de veículos. No entanto, somos os únicos atores expostos a penalidades desproporcionais por não conformidade, apesar de estarmos mais prontos para entregar resultados”.
Diante disso, os fabricantes de veículos comerciais aguardam para conversar com a Comissão Europeia sobre as medidas urgentes necessárias para tornar as metas de 2030 alcançáveis e garantir o que consideram ser uma transição justa e realista.