São Paulo – O CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que o tarifaço dos Estados Unidos custou bilhões de euros. A montadora não gostou de acordo, que classificou como assimétrico, de Bruxelas com Washington que prevê tarifas de 15% sobre importações de automóveis da União Europeia e nenhuma tarifa para o embarque de bens industriais dos Estados Unidos à Europa.
Blume também disse à Reuters, durante o IAA de Munique, Alemanha, que a Porsche, sua principal marca e da qual também é CEO, estava sendo espremida por um sanduíche de sobretaxas estadunidenses e um mercado chinês fraco, seus dois principais clientes.
“Estamos contando com nosso plano de investimentos nos Estados Unidos, o que impulsionará o emprego local e a cadeia de suprimentos da Volkswagen”, assinalou Blume, ao acrescentar que as negociações com o governo estadunidense foram “muito positivas”, mas que espera solução rápida porque tem decisões a tomar.
Assim como seus rivais a Volkswagen ainda está esperando que as atuais tarifas de importação de automóveis dos Estados Unidos caiam de 27,5% para 15%, algo que o governo local prometeu. As tarifas atingiram severamente as marcas Porsche e Audi, que não têm produção no país.
A empresa está em negociações com o governo estadunidense sobre incentivos fiscais para investimentos futuros, o que inclui possível fábrica local para a Audi, cuja decisão é prevista para o fim do ano.