Veículos leves: incertezas freiam mercado em 2025 e podem refletir em 2026.

Nas expectativas divulgadas de consultores e concessionários o mercado brasileiro de veículos leves deve encerrar 2025 com pouco mais de 2,5 milhões de veículos emplacados, em pífia expansão da ordem de 3% sobre 2024. Mas as perspectivas para 2026 dividem os especialistas: enquanto a S&P Global projeta crescimento de 3,5%, a Bright Consulting estima avanço modesto de 1,2% e a K.Lume prevê retração de até 5,9%. A divergência reflete incertezas sobre crédito, juros, cenário eleitoral e impactos de programas governamentais.

Cássio Pagliarini, da Bright, revisa os ajustes já feitos ao longo deste ano: “Começamos projetando 2 milhões 650 mil. Depois fomos para 2 milhões 550 mil. Com a medida do Carro Sustentável ficamos em 2,6 milhões, mas no segundo trimestre as vendas estavam caindo, e no terceiro trimestre caíram”.

A estimativa mais recente da consultoria para 2025 é de 2 milhões 560 mil unidades, o que resultará em leve crescimento de 2,9% sobre 2024.
A S&P Global Mobility trabalha com 2 milhões 580 mil para o ano, número que se mantém estável há meses, com expectativa de crescimento anual de 3,7%. Fernando Trujillo, consultor sênior da empresa, destaca que o desempenho das exportações salva a produção: “[O mercado da] Argentina teve desempenho muito melhor do que todos esperavam, inclusive a gente. Então tivemos de fazer um reajuste na produção para cima”, agora projetada em 2 milhões 590 mil unidades, volume 8,8% maior que o de 2024. As exportações devem atingir 520 mil unidades, crescimento de 27% em relação ao ano passado, puxado principalmente pelo mercado argentino, responsável por aumento de 110 mil unidades nos embarques com relação ao ano anterior, segundo Trujillo.

A K.Lume Consultoria estima 2 milhões 550 mil emplacamentos para 2025, com crescimento de 4% para carros e queda de 2% para comerciais leves: “O crescimento total [de vendas de veículos leves] deve ser de modestos 2,5% em relação a 2024”, segundo o sócio fundador Milad Kalume Neto.
Enquanto isso a Anfavea mantém suas perspectivas para lá de otimistas para 2025, sustentando projeções feitas em janeiro e revisadas sem modificações pela última vez em julho, estimando o improvável emplacamento de 2 milhões 594 mil veículos leves, alta de 5,6%, e produção de 2 milhões 580 mil unidades, o que resultará em incremento de 8,4%. Já a Fenabrave revisou suas expectativas e baixou de 5% para 3% sua estimativa de avanço nas vendas de automóveis e comerciais leves este ano, com 2 milhões 560 mil unidades.

CARRO SUSTENTÁVEL LIMITADO

Esta reportagem foi publicada na edição 426 da revista AutoData, de Outubro de 2025. Para ler ela completa clique aqui.

Foto: Divulgação/VW

Veículos brasileiros têm a menor pegada de carbono do mundo do berço ao túmulo

São Paulo – Em preparação para a COP 30 a Anfavea encomendou estudo ao BCG, Boston Consulting Group, em que são mensuradas, pela primeira vez, as emissões de CO2 do berço ao túmulo, ou seja, desde a extração de matérias-primas até o descarte de carros, caminhões e ônibus. O resultado: os veículos brasileiros têm a menor pegada de carbono do mundo.

Segundo Masao Ukon, sócio sênior e diretor executivo do BCG, o estudo buscou fazer uma fotografia da pegada de carbono dos veículos produzidos no Brasil, com as diversas tecnologias e em segmentos distintos, para entender todo o ciclo de vida e comparar as emissões com as de unidades fabricadas em outros países – o que contou com o apoio da rede internacional da consultoria.

“A conclusão de que os veículos brasileiros têm a menor pegada de carbono do mundo se dá porque o Brasil desfruta de matriz energética mais verde, essencialmente renovável, em 90%, e uma infraestrutura de biocombustível em amplo uso, seja em veículos leves com etanol puro ou misturado à gasolina, seja com biodiesel misturado ao diesel.”

Além do ensejo da COP 30 a importância do levantamento se dá pelo Programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, que prevê o cálculo da pegada de carbono no ciclo de vida como critério a partir de 2027 para a concessão de incentivos visando à descarbonização da frota brasileira. 

Intitulada Caminhos da Descarbonização: a Pegada de Carbono no Ciclo de Vida do Veículo, a pesquisa foi desenvolvida ao longo deste ano e usou como referência as emissões de veículos leves e pesados equivalentes, rodando no Brasil e nos principais mercados do mundo: União Europeia, Estados Unidos e China.

Um dos comparativos do estudo mostra que um automóvel médio flex abastecido com etanol reduz emissões em 60% frente ao uso de somente gasolina. Considerando a vida útil de 160 mil quilômetros são lançadas 14 toneladas de CO2 equivalente com etanol, e 35,5 ton CO2e com gasolina com 30% de etanol. Na União Europeia este veículo emite 43,5 ton CO2e, nos Estados Unidos 44,2 ton CO2e e, na China, 51 ton CO2e.

“Carros produzidos, com uso e descarte no Brasil, têm a menor emissão de CO2 ao longo da vida”, disse o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet. “Independentemente do combustível que estamos utilizando dentro deste produto, seja etanol, gasolina ou meio a meio.”

Para efeito de comparação, na análise de um automóvel médio 100% elétrico, rodando no Brasil com bateria ocidental, lança 11,2 ton CO2e e, com bateria chinesa, 14,2 ton CO2e. Na União Europeia emite 16,4 ton CO2e, nos Estados Unidos, 21,8 ton CO2e e, na China, 33,5 ton CO2e. 

“Fizemos aqui um comparativo hipotético, uma vez que ainda não são produzidos carros elétricos no Brasil. Mas, caso já fosse produzido e rodasse no País, emitiria menos da metade do chinês rodando por lá.”

Mais: um veículo a gasolina fabricado e rodando no Brasil polui praticamente o mesmo que um a bateria produzido e rodando na China. E um carro a etanol tem lançamento ligeiramente inferior a um 100% elétrico com bateria chinesa em circulação no País.

No caso dos híbridos flex brasileiros movidos a etanol a pegada de carbono é muito menor comparada aos híbridos no Exterior: 11,9 ton CO2e com etanol e 27 ton CO2e com gasolina frente a 32,7 ton CO2e do europeu, 33,6 ton CO2e do estadunidense e 39,2 ton CO2e no chinês.

“Temos uma vantagem competitiva que pode ser melhorada, o que exige esforço de toda a cadeia produtiva brasileira mas, comparativamente ao mundo, estamos melhores, o que é algo a ser destacado em ano de COP 30.”.

Nos pesados Brasil também leva vantagem

Dados do estudo, que se estendem também aos pesados, mostram que os VUCs, caminhões urbanos de carga, com 300 mil km de vida útil, a diesel com 15% de biodiesel, emitem menos do que um caminhão 100% elétrico na China, com 220 ton CO2e do modelo a combustão versus 250 ton CO2e do movido a bateria.

Se o caminhão em questão for abastecido com 100% de biodiesel, com 84 ton CO2e, descarboniza quase que como um elétrico, que emite 76 ton CO2e – o mesmo que um VUC na União Europeia. Na China lança 204 ton CO2e e, se for um elétrico chinês que rode lá, 250 ton CO2e.

“Emite mais que o triplo que o brasileiro rodando por aqui.”

Os ônibus urbanos a diesel são os que menos emitem no mundo, de acordo com o estudo, que considerou vida útil de 700 mil km por causa dos 15% de biodiesel adicionado: são 991 ton CO2e. Na Europa e na China são 7%, com emissões respectivas de 1 mil 147 ton CO2e e 1 mil 218 ton CO2e, mesma quantidade que nos Estados Unidos, sem biodiesel.

De acordo com Masao Ukon “o uso do biocombustível para descarbonizar pesados é essencial”.

Para caminhões que percorrem longas distâncias, considerando o transporte rodoviário, o biometano é alternativa mais limpa, o que, apesar dos entraves para elevar a produção, coloca o Brasil em posição de destaque.

Stellantis reconhece Vetore como fornecedor do ano da América do Sul

São Paulo – Durante a premiação global de fornecedores da Stellantis a Vetore, fabricante de componentes de powertrain de Quatro Barras, PR, foi reconhecida como vencedora da quinta edição do Fornecedor do Ano América do Sul. Também disputaram o prêmio a Borealis, fabricante de componentes plásticos de Itatiba, SP, e a Sila, fornecedora de componentes de acelerador e freio sediada em Betim, MG.

O anúncio foi feito pela vice-presidente sênior de compras da Stellantis para a América do Sul, Dulcineia Brant, que ressaltou a importância da cadeia de fornecimento instalada na região: 

“A América do Sul desempenha um papel vital na construção de muitos dos nossos veículos e marcas. Hoje celebramos um fornecedor que realmente fez a diferença. Parabéns à Vetore pelo reconhecimento e pela parceria contínua em prol da excelência. O seu desempenho reflete a força e a competência da nossa base local de parceiros, que contribuem de forma decisiva para o sucesso da Stellantis na região e no mundo”.

A Vetore foi reconhecida pelo seu modelo de atuação local-local, que trouxe ganhos relevantes para a operação da Stellantis na América do Sul, com desenvolvimentos importantes que apoiaram a expansão da capacidade produtiva e também por investimentos em automação, tecnologia e qualidade.

Os fornecedores indicados foram selecionados por um grupo global e multidisciplinar da companhia, que usou como base critérios como desempenho, inovação e alinhamento aos valores corporativos e da rede global de fornecimento.

Honeywell transforma resíduos agrícolas e florestais em combustíveis renováveis

São Paulo – A Honeywell apresentou tecnologia que transforma resíduos agrícolas e florestais em combustíveis renováveis. A Biocrude Upgrading converte os resíduos em combustível marítimo de baixo carbono, gasolina e SAF, combustível sustentável de aviação, e pode ajudar a descarbonização em setores que têm dificuldades para avançar, como o marítimo.

Segundo a companhia os resíduos usados são encontrados em abundância no mundo e podem ser convertidos em uma massa de baixa carbono no mesmo local onde são encontrados, para depois serem refinados em instalações maiores, o que ajuda a reduzir os custos.

A nova tecnologia da Honeywell será ofertada à indústria marítima, que busca por combustíveis renováveis que tenham desempenho similar ao dos combustíveis convencionais, mas também pode atender outros segmentos. De acordo com a empresa o novo combustível tem alta densidade energética e pode criar autonomia maior para as embarcações sem exigir modificações caras nos motores.

Omoda Jaecoo amplia o portfólio e põe força no marketing

São Paulo – Estreante no mercado brasileiro, com os primeiros modelos vendidos em abril, a Omoda Jaecoo alcançou vendas próximas a 5 mil unidades em poucos meses com apenas dois modelos em seu portfólio, o elétrico Omoda E5 e o PHEV Jaecoo 7. A velocidade do crescimento, entretanto, ainda não é aquela esperada pelos seus diretores, que dobraram a aposta: dois novos modelos começam a chegar às cinquenta concessionárias – outras 47 já foram nomeadas e estão em obras –, o Omoda 5 HEV e o Omoda 7 SHS, híbrido plug-in.

Além de preços mais atrativos que, naturalmente, fazem esperar por volumes mais robustos, os dois eletrificados chegam acompanhados de pesada campanha de marketing estrelada por Bruna Marquezine, que recebeu alguns milhões de reais para tornar-se embaixadora da marca. A expectativa é, portanto, de colocar a O&J na cabeça do brasileiro com a velha receita de investimento pesado em marketing apoiado por celebridades.

Segundo Peng Hu, responsável pela marca no Brasil, o objetivo é alcançar venda mensal de 2,5 mil unidades por mês com a chegada dos dois modelos ao portfólio. Assim a empresa deverá fechar o ano com cerca de 10 mil emplacamentos. Para 2026 a meta é 50 mil.

Omoda 5 HEV

O híbrido Omoda 5 faz o papel de carro de entrada da empresa no mercado. Com preço inicial de R$ 159 mil 990, na versão Luxury, tende a brigar com SUVs a combustão de marcas consagradas e até elétricos, caso do Chevrolet Spark. Traz motor 1.5 TGDI que, aliado ao elétrico de 150 kW, gera 224 cv. A autonomia prometida pela marca supera os 1 mil quilômetros com apenas um tanque de gasolina, porque o elétrico trabalha na maior parte do tempo.

Por dentro o minimalismo do produto chinês traz a incômoda ausência de botões e enormes telas, uma em frente ao motorista e outra central, que somam quase 25 polegadas. Todas as funções são acessadas ou pelo quadro de instrumentos ou pela central multimídia.

Também comum dentre os chineses o SUV oferece catorze sistemas ADAS, como controle de cruzeiro adaptativo em todas as velocidades, frenagem automática de emergência e monitor de ponto cego.

Omoda 7 PHEV

O sistema híbrido plug-in foi batizado de SHS pela O&J, ou Super Hybrid System. Combina o motor 1.5 com um elétrico que alcançam 279 cv combinados e alta eficiência – em testes da empresa o SUV rodou mais de 1,4 mil quilômetros com um tanque de gasolina.

Um dos diferenciais do Omoda 7 é a enorme tela flutuante, que pode ser colocada no centro do painel ou do lado do passageiro, sendo movimentada por um trilho. São 15,6 polegadas. O quadro de instrumentos, de 9 polegadas, fornece as informações ao motorista.

Versões e preços

Omoda 5 HEV
Versão Luxury: R$ 159 mil 990
Versão Prestige: R$ 184 mil 990

Omoda 7 SHS
Versão Luxury: R$ 254 mil 990
Versão Prestige: R$ 279 mil 990

Anfavea busca com embaixada da China solução para a crise dos chips

São Paulo — Confiante na busca por solução à crise dos chips, o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, reforçou o pleito realizado pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin após reunião realizada na terça-feira, 28. Ele disse ter conversado com o embaixador da China no Brasil, que lhe garantiu: “O governo chinês é amigo do Brasil. Nós vamos resolver”, ao completar que fará interlocução com as autoridades em busca de brecha para liberar o envio de semicondutores da Nexperia ao Brasil.

“Não precisamos importar da Holanda. A Nexperia China já enviava para as unidades da Bosch, ZF, Mahle e Marelli aqui no Brasil, não diretamente para as montadoras”, lembrou Calvet. “Este é um chip simples, não é um de cinco ou três nanômetros. Por exemplo, uma placa da Bosch usada no motor flex usa duzentos chips, dezoito dos quais são da Nexperia. Só que faltar um deles já segura a produção.”

Otimista, Calvet disse que o embaixador pretende dar boas notícias o quanto antes: “Estou esperando retorno dele ainda hoje [quinta-feira, 30]. Estamos em contato”.

Segundo o presidente da Anfavea, todas as montadoras serão afetadas, o que mudará é o prazo. Se o imbróglio não for solucionado algumas deverão sentir os efeitos em três semanas, outras em quatro, cinco ou seis semanas. “É questão de tempo.”

Existem outros quatro ou cinco fornecedores deste tipo de chip ao redor do mundo, mas o maior problema é a certificação deste semicondutor para entrar no computador embarcado no carro:

“Imagine se acontece algum acidente com o veículo que usou este chip, a montadora terá de se responsabilizar. E este é um impasse que não é resolvido em duas ou três semanas. Por isso, o restabelecimento do produto já homologado precisa ser rápido”.

Em paralelo à negociação por solução para restabelecer o fluxo de fornecimento, as empresas já começaram a conversar com outros fabricantes, como um plano B. “Mas o plano A é retomar o fluxo imediatamente”, assinalou. “Estou muito otimista. Eu não posso não estar otimista. Até porque esta não é igual à crise da pandemia, quando não tinha oferta. Agora tem. É uma questão geopolítica e de curto prazo.”

Brasil Semicon em compasso de espera

Sobre a demora em regulamentar o programa Brasil Semicon, que fomenta a produção local de chips, aprovado desde setembro do ano passado, Calvet ressaltou sua importância e traçou paralelo com o Programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, que levou 56 semanas da sua aprovação à entrada em vigor. Salientou, entretanto, que a prioridade no momento é resolver o entrave da importação para não suspender a produção de veículos: 

“Supondo que a lei comece a vigorar agora, deverá demorar pelo menos uns quatro anos para que tenha início a fabricação de chips, e nem sabemos se serão priorizados os semicondutores para o setor automotivo. Este chip que corre o risco de faltar, por exemplo, não tem tecnologia ultramoderna, então também não sabemos se o investidor se habilitaria a produzi-lo.”

Outra saída que tem sido adotada temporariamente é a compra em mercado paralelo, em que Calvet sustentou que o maior problema nem é a questão do preço, que diante da lei da oferta e procura tende a ser valorada, mas a limitação das unidades em estoque. É, portanto, algo paliativo.

Mercado chileno registra o melhor resultado do ano em setembro

São Paulo – Setembro foi o melhor mês do ano para a venda de veículos leves no Chile, com 31,9 mil unidades, de acordo com dados divulgados pela Anac, entidade que representa o setor automotivo no país. Na comparação com setembro do ano passado houve crescimento de 23,7% e sobre agosto a alta foi de 16%.

Com estes resultados as vendas de veículos leves chegaram a 231,9 mil unidades de janeiro a setembro, volume 4,6% superior ao de iguais meses do ano passado.

No ano a Toyota lidera o mercado com 18,4 mil vendas, seguida pela Suzuki, 17,3 mil. Em terceiro lugar ficou a Hyundai, 15,6 mil.

Pesados

O segmento de caminhões também registrou em setembro o seu melhor resultado do ano, com 1 mil 263 unidades vendidas, volume 11,1% maior do que o de idêntico período do ano passado e 54,6% acima do registrado em agosto. Desta forma o acumulado em nove meses chegou a 9,1 mil caminhões, expansão de 6,4% na comparação com iguais meses de 2024.

O mesmo aconteceu no mercado de ônibus, que bateu o recorde de vendas do ano em setembro, com 709 unidades, expansão de 267,4% na comparação com o mesmo mês de 2024 e de 75,1% com relação a agosto. O acumulado do ano somou 2,8 mil vendas, incremento de 107,6% sobre os mesmos meses do ano passado.

Vendas de vans e caminhões seguem em queda na Europa

São Paulo – As vendas de vans somaram 1 milhão 74 mil unidades na Europa de janeiro a setembro, queda de 8,2% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com os dados da Acea, entidade que representa o setor automotivo na região. A retração foi puxada pelos principais mercados, que registraram as seguintes quedas: França 8,3%, Itália 6,1% e Alemanha 6%. Na Espanha as vendas aumentaram 13,3%.

A demanda por caminhões chegou a 225,5 mil unidades, volume 9,8% menor do que o comercializado nos primeiros nove meses do ano passado. O resultado negativo foi puxado pelo mau desempenho de alguns segmentos, como o dos caminhões pesados, que caiu 9%, e dos médios, que recuou 13,5%.

Todos os principais mercados apresentaram queda de janeiro a setembro, com os maiores recuos registrados na Alemanha, 17,9%, e na França, 13,4%. 

O segmento de ônibus foi o único que registrou crescimento das vendas até setembro, revertendo o resultado do primeiro semestre, com expansão de 3,6% sobre igual período do ano passado, somando 28,4 mil unidades comercializadas.

O avanço foi puxado por Polônia e Alemanha, onde as vendas cresceram 16,9% e 12,8%, respectivamente, enquanto Itália, Espanha e França registraram retrações de 16,9%, 11,3% e 4,5%, respectivamente.

GAC anuncia BeGreen como parceira para instalação de wallbox

São Paulo – A GAC anunciou a BeGreen como sua parceira para instalação de carregadores domésticos para veículos eletrificados. A empresa nacional será responsável pelo monitoramento em tempo real dos equipamentos instalados, assim como pela manutenção e pela assistência técnica. 

Quem compra um modelo da GAC no Brasil recebe de graça o wallbox para instalar em sua casa pela BeGreen.

Omoda Jaecoo pretende iniciar produção local no segundo semestre de 2026

São Paulo – Algumas opções estão em análise pela diretoria da Omoda Jaecoo para iniciar sua produção local de veículos. Desde construir uma fábrica do zero, algo que demoraria de dois a três anos, até fazer a operação dentro de um parceiro. Nada está descartado e nem confirmado, segundo o CEO Shawn Xu, que também é vice-presidente da Chery International, em conversa com jornalistas brasileiros na apresentação dos Omoda 5 híbrido e Omoda 7 híbrido plug-in.

Ele evitou enumerá-las e deixou em aberto diversas possibilidades, incluindo a compra de fábricas desativadas e a montagem provisória dos veículos em um parceiro em paralelo à construção de uma nova unidade. Pode, e deve, começar com uma operação CKD ou SKD, mas a intenção é desenvolver um parque de fornecedores brasileiros, garantiu Xu, que procurou deixar claro, afirmando por mais de uma vez: 

“Com os nossos planos para o Brasil ter produção local é necessário”. E deu um prazo: “Queremos iniciar até a metade do ano que vem”.

A Omoda Jaecoo cresce de maneira acelerada no mercado. De abril até o fechamento de outubro foram quase 5 mil unidades comercializadas de apenas dois modelos, o Omoda E5, elétrico, e o Jaecoo 7 PHEV. Na noite da quarta-feira, 29, foram oficialmente lançados os dois Omoda, 5 e 7, dobrando o portfólio – e com preços mais acessíveis: o 5 parte de R$ 160 mil e o 7 de R$ 255 mil.

Com o aumento da gama a meta é vender 2,5 mil unidades nos últimos dois meses do ano, fechando 2025 com volume próximo das 10 mil unidades. Para 2026, segundo Peng Hu, responsável geral pelas operações brasileiras, o objetivo é alcançar 50 mil unidades comercializadas: “Teremos três novidades, o portfólio crescerá. Temos um sistema híbrido flex em desenvolvimento”.

O plano é que o flex esteja no mercado no segundo semestre de 2026 – quem sabe junto com a produção local. A Omoda Jaecoo terá também modelos movidos a motor a combustão interna à venda: “Entendemos que no Brasil os motores a combustão terão vida longa”.

O objetivo, segundo Xu, é que a Omoda Jaecoo esteja no Top 10 do mercado brasileiro em três anos. E reforça: “Não entraremos e sairemos do País. Nosso objetivo no Brasil é de longo prazo. Por esta razão é mandatório ter uma fábrica aqui”.