São Paulo – Algumas opções estão em análise pela diretoria da Omoda Jaecoo para iniciar sua produção local de veículos. Desde construir uma fábrica do zero, algo que demoraria de dois a três anos, até fazer a operação dentro de um parceiro. Nada está descartado e nem confirmado, segundo o CEO Shawn Xu, que também é vice-presidente da Chery International, em conversa com jornalistas brasileiros na apresentação dos Omoda 5 híbrido e Omoda 7 híbrido plug-in.
Ele evitou enumerá-las e deixou em aberto diversas possibilidades, incluindo a compra de fábricas desativadas e a montagem provisória dos veículos em um parceiro em paralelo à construção de uma nova unidade. Pode, e deve, começar com uma operação CKD ou SKD, mas a intenção é desenvolver um parque de fornecedores brasileiros, garantiu Xu, que procurou deixar claro, afirmando por mais de uma vez:
“Com os nossos planos para o Brasil ter produção local é necessário”. E deu um prazo: “Queremos iniciar até a metade do ano que vem”.
A Omoda Jaecoo cresce de maneira acelerada no mercado. De abril até o fechamento de outubro foram quase 5 mil unidades comercializadas de apenas dois modelos, o Omoda E5, elétrico, e o Jaecoo 7 PHEV. Na noite da quarta-feira, 29, foram oficialmente lançados os dois Omoda, 5 e 7, dobrando o portfólio – e com preços mais acessíveis: o 5 parte de R$ 160 mil e o 7 de R$ 255 mil.
Com o aumento da gama a meta é vender 2,5 mil unidades nos últimos dois meses do ano, fechando 2025 com volume próximo das 10 mil unidades. Para 2026, segundo Peng Hu, responsável geral pelas operações brasileiras, o objetivo é alcançar 50 mil unidades comercializadas: “Teremos três novidades, o portfólio crescerá. Temos um sistema híbrido flex em desenvolvimento”.
O plano é que o flex esteja no mercado no segundo semestre de 2026 – quem sabe junto com a produção local. A Omoda Jaecoo terá também modelos movidos a motor a combustão interna à venda: “Entendemos que no Brasil os motores a combustão terão vida longa”.
O objetivo, segundo Xu, é que a Omoda Jaecoo esteja no Top 10 do mercado brasileiro em três anos. E reforça: “Não entraremos e sairemos do País. Nosso objetivo no Brasil é de longo prazo. Por esta razão é mandatório ter uma fábrica aqui”.