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Caoa Chery ainda avalia demissões em Jacareí

São Paulo – A manutenção de cerca de cinquenta trabalhadores da Caoa Chery em Jacareí, SP, ainda depende da retomada do mercado. Segundo o CEO Marcio Alfonso a fábrica dos modelos Tiggo 2, Arrizo 5 e do recém-lançado Arrizo 6 retomou as atividades em 1º de junho, após dois meses parada, mas mantém um excedente de cerca de 10% de sua força de trabalho – são 540 trabalhadores, no total – diante do atual tamanho do mercado.

São Paulo – A manutenção de cerca de cinquenta trabalhadores da Caoa Chery em Jacareí, SP, ainda depende da retomada do mercado. Segundo o CEO Marcio Alfonso a fábrica dos modelos Tiggo 2, Arrizo 5 e do recém-lançado Arrizo 6 retomou as atividades em 1º de junho, após dois meses parada, mas mantém um excedente de cerca de 10% de sua força de trabalho – são 540 trabalhadores, no total – diante do atual tamanho do mercado.

O executivo afirmou à Agência AutoData na sexta-feira, 26, estar otimista com relação a uma eventual retomada das vendas após as concessionárias voltarem a funcionar no País. Com isso aumentam as chances de se manter o quadro atual. “Por outro lado, devemos aguardar o comportamento do mercado e avaliar todas as possibilidades. Nada está descartado”.

Por ora o que ocorre na fábrica instalada no Vale do Paraíba é o retorno gradual dos funcionários. Pouco mais de um terço do quadro, cerca de 210 trabalhadores, retomou às atividades e produz cerca de vinte unidades do Arrizo 6 por dia. Em julho, quando é esperado aumento da produção, outra parte retornará do lay-off. Os demais trabalhadores, disse o executivo, voltará à fábrica em agosto.

A Caoa Chery havia anunciado demissão em Jacareí em março, alegando ajustes em função da queda da demanda ocorrida por causa da pandemia de covid-19. Poucos dias mais tarde voltou atrás da decisão e optou por aplicar regime de lay-off por três meses. Houve negociações com o sindicato local dos metalúrgicos à época.

Durante a pausa a empresa tratou de buscar reforço para o caixa e manter a liquidez da operação em cenário de faturamento zero, segundo Alfonso. A saída encontrada, de acordo com o executivo, foi a de recorrer a empréstimos em bancos no Exterior e no Brasil – e a Caoa Chery obteve sucesso. O valor, oculto por trás do biombo corporativo, servirá para manter a operação por 120 dias, de acordo com o CEO da montadora.

“O momento exige mudança no foco, do longo prazo para o hoje. Nesse sentido nossa ideia é pensar em financiamentos em pequenos ciclos caso o mercado não retome. Os recursos são aplicados na compra de matéria prima, no pagamento dos custos fixos. Tivemos o suporte dos dois sócios da companhia em termos de recursos”.

Foto: Divulgação.

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