Os ajustes anunciados pelo governo nas últimas semanas não pegaram a diretoria da General Motors do Brasil de surpresa. Seu presidente, Santiago Chamorro, afirmou ter plena consciência da necessidade dessas medidas que, segundo ele, ajudarão a colocar o País nos trilhos para a retomada do crescimento.
“Não estamos vendo um cenário calamitoso. Sabíamos que o IPI subiria, que haveria ajustes nas taxas de juros e que viriam outras medidas macroeconômicas para equilibrar as contas do governo. É bom ver anúncios com a intenção de colocar a ordem na casa. A confiança do brasileiro está baixa e só voltará com a retomada do crescimento”.
As medidas não mexeram nos planos estratégicos da companhia. Chamorro manteve inalteradas as projeções da GMB para o mercado local: estabilidade com relação a 2014, com cerca de 3,5 milhões de veículos comercializados. O executivo acredita em primeiro semestre mais difícil, com melhora a partir da segunda metade do ano, quando a confiança do consumidor deverá melhorar.
Tanto que o orçamento da empresa foi dividido em 47% para o primeiro semestre e 53% para o segundo. O grande foco da montadora será, novamente, as campanhas de varejo. A estratégia deu certo no ano passado:
“A Breca Varejo, Preço de Funcionário e Devolução do Carro foram verdadeiras bombas mercadológicas. Já começamos o ano com outra, oferecendo financiamentos com parcelas a R$ 90 nos primeiros doze meses e o resultado foi bom, vendemos 10 mil 600 carros de quinta a domingo. Nossa intenção é soltar uma bomba mercadológica por trimestre”.
O bom resultado das vendas nas primeiras duas semanas do ano, aliado às paradas nas fábricas para férias coletivas, ajudou a reduzir o alto estoque com o qual a GM terminou o ano. Segundo Chamorro o ano começou com quase 70 mil unidades nos pátios, volume que já caiu para 50 mil.
A GM almeja, com sua marca Chevrolet, repetir o desempenho de 2014 e alcançar a liderança nas vendas para o varejo. “As vendas ao atacado são importantes, mas as limitamos a 25% do nosso volume para oferecer mais produtos ao consumidor comum. Ele é o nosso alvo”.
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