A futura fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, SP, foi ampliada antes mesmo de sua inauguração, prevista para o primeiro semestre de 2016. Antes programada para produzir 70 mil motores 1,3 litro e 1,5 litro da família Etios, acompanhará agora o aumento de produção dos modelos em Sorocaba, SP, que a partir do ano que vem alcançará 108 mil unidades por ano.
Não houve necessidade investimento adicional ao R$ 1 bilhão aplicado na unidade, cuja pedra fundamental foi assentada em fevereiro do ano passado. Como a fábrica foi desenhada para produzir até 200 mil motores por ano, serão necessários apenas ajustes ao projeto inicial, de 70 mil unidades – que era a capacidade anterior para o Etios em Sorocaba.
“A capacidade da fábrica cresceu 54% antes mesmo da inauguração”, revelou Steve St. Angelo, CEO da Toyota para a América Latina e Caribe, com exclusividade para a Agência AutoData.
O executivo adiantou ainda que nas próximas semanas a Toyota começará o processo seletivo para a contratação dos funcionários da fábrica, que empregará em torno de setecentos trabalhadores. O cronograma segue aquele anunciado em fevereiro de 2014.
St. Angelo reafirmou que tem objetivo de produzir também os motores 1,8 litro e 2 litros do Corolla na unidade produtiva, conforme projetado na cerimônia da pedra fundamental. Essa seria a segunda etapa do projeto, que levaria a capacidade de produção da fábrica para 200 mil unidades por ano, mas o martelo ainda não foi batido oficialmente. Atualmente os motores do sedã são importados do Japão, assim como os do compacto.
A crise no mercado automotivo brasileiro não mexeu nos planos de investimento da Toyota no Brasil, assegura o executivo. Além de aumentar a capacidade de Sorocaba e Porto Feliz, a companhia anunciou em março a criação do terceiro turno de produção na área de forjaria em São Bernardo do Campo, SP. Lá serão produzidas as bielas e os virabrequins dos motores do Etios, linha adicional à dos mesmos componentes que compõem os motores de Corolla e Camry dos Estados Unidos.
Em fevereiro a montadora assinou protocolo de intenções para construir um centro de distribuição de veículos em Pernambuco, próximo ao porto de Suape.
Na Argentina também há investimentos: até o fim do ano a nova geração da Hilux, que abastecerá também o mercado brasileiro, começará a sair das linhas de montagem de Zárate.
Embora o cenário dos mercados brasileiro e argentino seja negativo, com retração nas vendas no primeiro semestre, a Toyota registrou desempenho superior à média. Na Argentina, cujas vendas caíram 17,6% de janeiro a junho, a marca registrou queda de 11,3%, para 30,4 mil unidades, e superou a Peugeot no ranking de licenciamentos, tornando-se a sexta marca mais vendida naquele País.
Já no Brasil a Toyota cresce: nos primeiros seis meses do ano as vendas foram 3,1% superiores às do mesmo período do ano passado, com 86,7 mil unidades comercializadas. Sétima no ranking de marcas, encostou na Renault, sexta colocada, com menos de 3 mil licenciamentos de diferença.
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