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20/08/2015

Cortes: retomada apenas no ano que vem.

Por André Barros

- 20/08/2015

O sempre otimista Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, afirmou durante sua apresentação no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2015, na segunda-feira, 20, na Fecomércio, em São Paulo, que acredita em retomada do setor de caminhões no ano que vem. Sem citar números, o executivo disse que a produção e as vendas em 2016 deverão ficar em nível intermediário dos volumes de 2014 e 2015.

O executivo acredita se houver melhoria no nível da atividade econômica, da confiança do consumidor e no retorno de incentivos, como o PSI e a renovação de frota, além da retomada da Argentina, o mercado poderá crescer até um pouco mais em 2016.

No ano passado a indústria vendeu 137 mil unidades e produziu 140 mil caminhões. “Neste ano vamos cair mais ou menos pela metade”.

Cortes disse que neste momento o setor de caminhões passa pela tempestade perfeita. Compõem essa tempestade, segundo ele, a instabilidade política, nível baixo de confiança do empresário, recessão econômica, aumento no custo do financiamento, inflação e câmbio em alta e parada nas obras de infraestrutura, que se aliam ao corte drástico nas compras de caminhões pelo governo, aumento na concorrência com a chegada de novas marcas e dificuldades nos mercados de exportação.

“Como consequência há excesso de capacidade, de pessoal e uma guerra de preços que provoca prejuízos na indústria. A saúde financeira do negócio me preocupa”.

Segundo cálculos do presidente da MAN Latin America, a ociosidade na indústria de caminhões alcança 70%. Na fábrica da companhia em Resende, RJ, já foram tomadas medidas como férias coletivas, lay offs e PDVs. “Estamos com um turno de produção suspenso”.

Ele refuta, porém, a possibilidade de a crise ser duradoura. “Se a crise fosse de longo prazo as empresas estariam cortando investimentos e eliminando turnos de produção. A gente vê manutenção dos investimentos e suspensões de turnos”.

Cortes ainda citou algumas medidas que o governo poderia tomar para ajudar na retomada da indústria de caminhões. O retorno do processo simplificado nos financiamentos do BNDES, além do retorno de 100% do valor do bem financiável no Finame, a adoção de uma linha do banco de fomento para modelos usados e a adoção do esperado programa de renovação de frota são alguns dos pleitos do executivo.


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