AutoData - Porsche: as cotas serão insuficientes.
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01/07/2016

Porsche: as cotas serão insuficientes.

Por André Barros

- 01/07/2016

Na contramão do setor automotivo, onde o comum é encontrar executivos debruçados sobre planilhas em busca de algo que amenize as consequências da queda do mercado em seus balanços, a Porsche faz contas para reduzir outro efeito sobre a sua operação: como minimizar o impacto da taxação de trinta pontos porcentuais no IPI sobre os modelos importados acima da cota estabelecida à importadora no País, de 867 carros.

De janeiro a abril foram vendidos 246 veículos da marca, volume 14,4% superior ao do primeiro quadrimestre do ano passado. Em uma conta simples, multiplicando o resultado dos quatro meses primeiros meses do ano por três, o resultado final se assemelharia ao do ano passado, quando foram vendidos 732 veículos – dez a menos do que em 2014. Mas o diretor presidente Mathias Brück admite que a marca fechará o ano com resultado ainda superior.

“Não revelamos as projeções”, disse o executivo, em encontro com jornalistas na manhã de terça-feira, 31, em São Paulo. “Mas teremos que importar fora da cota do Inovar-Auto. No ano que vem também e em 2018, quando a economia se recuperar, certamente a cota será insuficiente”.

Colaboram para a expectativa de Brück tanto a chegada de novos modelos, como o 911 Carrera S, novo esportivo de entrada da marca – o consumidor pode leva-lo para a sua garagem por módicos R$ 500 mil – como a abertura de novos pontos de vendas: até o fim do ano Campinas, SP, e Florianópolis, SC, receberão uma concessionária Porsche.

Outras novidades no portfólio da marca serão apresentadas ao público no Salão do Automóvel de São Paulo, que ocorre em novembro. Dessa vez o estande da Porsche terá uma novidade: será totalmente aberto e acessível aos visitantes. As muretas e proteções colocadas na última edição ficarão de fora este ano.

“O visitante pode nem ter dinheiro para comprar um Porsche, mas poderá tocar o carro, sentar ao volante e curtir bem de perto o modelo. Isso faz parte da nossa estratégia no Brasil: ficar mais acessível ao fã da marca”.

Prestes a completar um ano de operação própria no Brasil – antes a Porsche era representada pela Stuttgart Sportcar, que agora possui apenas 25% da subsidiária local –, a companhia colocou, agora, essa como sua principal meta: a aproximação com os brasileiros. “Queremos ficar mais perto dos clientes, concessionários e imprensa”.


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