Em entrevista concedida à rede de televisão CNBC, baseada em Nova Jersey, Estados Unidos, Carlos Ghosn, CEO da Aliança Renault Nissan, afirmou que o mundo automotivo passa por mudanças singulares e que “o veículo já não é apenas um produto mecânico para transportar pessoas pois agora, conectado, passa a ser um companheiro para o motorista, que poderá fazer muitas coisas a bordo que antes não eram possíveis”.
De acordo com relato de La Guia del Motor on-line, de Caracas, Venezuela, ele admitiu que o futuro é um panorama incerto, mas que o presente, vivido hoje, “é um momento emocionante para a indústria automotiva, pois o desenvolvimento de novas tecnologias obriga a indústria adotar evolução muito rápida para seus novos produtos, e que eles sejam atrativos e indispensáveis no futuro”.
Carlos Ghosn acredita que 2016 será outro ano de recordes para a indústria: “Pensando globalmente 2015 foi um ano de recordes e, aparentemente, este ano também o será. O papel da Europa será fundamental em termos de resultados econômicos, pois se encontra em plena recuperação, enquanto que o mercado dos Estados Unidos, e da América do Norte, será sustentável graças ao fato de que sua economia alcançou estado de recuperação”.
Ele destacou as grandes mudanças pelas quais passa o setor – ao mesmo tempo: “Uma delas, sem dúvida, é o desenvolvimento do transporte com emissão zero de poluentes, em particular os veículos elétricos, e também com outras tecnologias, como as células de combustível. Também não podemos deixar de destacar o recente desenvolvimento da condução autônoma, baseada no conceito de que veículos realizam funções antigamente limitadas ao condutor”.
Com relação à recente aliança estratégica estabelecida pela Nissan com a Mitsubishi, na qual a primeira terá participação de 34% na segunda, Carlos Ghosn observou que esta é “uma oportunidade estratégica para as duas empresas, que podem complementar suas ofertas e, assim, enfrentar as demandas do mercado”.
Ghosn contou que continua convicto de que as companhias produtoras de veículos devem perseguir presença global.
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