A disputa entre a Volkswagen e o Grupo Prevent tem narrado novos capítulos nos últimos dias e, pelo que parece esta longe de acabar. As três unidades fabris da companhia tem enfrentado problemas de interrupção de produção devido ao falta de fornecimento de peças desde meados de julho. Desta vez, no entanto, não diz respeito a bancos, como ocorreu em outras ocasiões, mas em virtude a peças da carroceria fornecidas pela Fameq, outra das empresas da multinacional Prevent.
Logo cedo, na manhã de 1º de agosto, a maior parte dos 2,5 mil funcionários do primeiro turno de Taubaté, SP, onde são fabricados modelos up!, Gol e Voyage, foi dispensada. O mesmo ocorreu nas fábricas de São Bernardo do Campo, SP, e São José dos Pinhais, PR. A Volkswagen não confirma as fábricas totalmente paradas, mas em nota diz que “Diante da paralisação na fabricação de carrocerias, a Volkswagen se viu obrigada a suspender diversos turnos de produção em suas fábricas desde o dia 15 de julho”.
A metalúrgica Fameq, baseada em São Paulo, SP, foi comprada pelo Grupo Prevent no mês passado devido dificuldades financeira pelas quais passava. De acordo com comunicado da montadora, “Esse fornecedor, com relacionamento comercial sem problemas por mais de 40 anos, teve sua atuação completamente alterada ao ser adquirida pelo Grupo Prevent. A Fameq, que fornece peças estampadas à Volkswagen, interrompeu as entregas em meados de Julho, que deveriam atender a área de Armação das carrocerias em três fábricas – São José dos Pinhais (PR), Taubaté e Anchieta (SP)”.
A Volkswagen também destaca em nota casos de outras paradas de produção também devido ao fornecimento de peças de outras empresas do mesmo grupo, como a Keiper, Mardel e Cavelagni. Pelas contas da montadora, desde março de 2015 até hoje, foram mais de 100 dias de paralisações ocorridas dentre as três fábricas. Ao todo deixaram de ser produzidas mais de 90 mil unidades.
Segundo a Volkswagen, o Grupo Prevent tem “descumprido contratos com a Volkswagen do Brasil e reiteradamente faz solicitações de aumento de preços, pagamento injustificado de valores (sem respaldo contratual ou econômico). O Grupo Prevent tem se mostrado inflexível, elencando uma série de condições (que nada tem a ver com o contrato atual) para a continuidade do fornecimento, incluindo exclusividade para os próximos projetos”.
No primeiro semestre muitas das paradas de produção em fábricas da Volkswagen ocorreram devido a falta de fornecimento de bancos pela Keiper. A briga chegou à Justiça e uma liminar obrigou a empresa a retomar o fornecimento, embora as paralisações continuassem a ocorrer.
A Fiat também teve problemas com falta de fornecimento de peças em Betim, MG. Em maio também teve recorrer à justiça contra as empresas do Grupo Prevent a fim de retomar a produção.
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