São Paulo – Após votarem em assembleias realizadas na fábrica da General Motors em São José dos Campos, SP, na quinta-feira, 23, metalúrgicos garantiram o pagamento de PLR, Participação nos Lucros e Resultados, no valor de R$ 20 mil 780. O benefício será remunerado em duas parcelas, uma delas, de R$ 12,5 mil, em maio, resultando em injeção de R$ 40 milhões na economia local.
A aprovação ocorreu após negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e a montadora, que objetivava a imposição de metas consideradas inatingíveis pelos trabalhadores, sobretudo em relação ao absenteísmo, para assegurar o pagamento da PLR. E, caso não fossem alcançadas, segundo o secretário-executivo da entidade, Renato Almeida, resultariam em perdas em torno de R$ 2 mil no valor do benefício.
Conforme Almeida, um dos argumentos utilizados na conversa com a GM foi que não fazia sentido reduzir o valor da PLR frente à demanda de absenteísmo em momento em que a montadora prevê aumentar em 11,3% seu volume de produção anual dos 46 mil de 2025 para 51,2 mil este ano.
Atualmente saem das linhas da unidade do Vale do Paraíba os modelos Chevrolet S10 e Trailblazer. E operam na produção dos dois modelos, e também na de motores e transmissões, cerca de 3,2 mil profissionais, em dois turnos.
No caso das faltas ficou acordado que, caso o porcentual coletivo de 5% a 9,3% não seja atingido ao longo deste ano, nenhum valor será pago por essa métrica coletivamente. Os empregados que estiverem dentro da meta, porém, receberão o valor correspondente a ela. E os recursos que deixarem de ser pagos aos que não alcançaram a meta serão distribuídos igualmente pelos que a atingirem.
O restante do valor da PLR será remunerado em janeiro de 2027, fiado ao atingimento de metas. Procurada, a GM confirmou a negociação e a aprovação dos trabalhadores, afastando, assim, a ameaça de greve, cujo aviso chegou a ser protocolado na sexta-feira, 17.