Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e na América Latina, está confiante de que a meta de alcançar 1,4 mil candidatos ao PDV anunciado semana passada, resultado de acordo com o sindicato local, seja cumprida. A janela que permite a adesão ao programa termina na quinta-feira, 31. “Vai dar certo. Já fizemos tudo de podia ser feito e, agora, estamos oferecendo um bom acordo. Não quero nem pensar em outra opção senão atingir nosso objetivo.”
Na quarta-feira passada, 24, fabricante e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC chegaram a um consenso para evitar as demissões com o objetivo de reduzir o excedente de mais de 2,5 mil pessoas na unidade. A empresa e a entidade de classe concordaram em mais uma oportunidade de desligamento voluntário, mas desta vez a empresa oferece valor fixo de R$ 100 mil, independentemente do tempo de casa e da idade do colaborador.
Nas negociações também, a empresa garante estabilidade ao funcionário que fica até 31 de dezembro de 2017 e não repõe a inflação de 2016 nos salários do próximo ano, além de adotar ações para administrar o excedente de pessoal que ainda permanecerá na fábrica.
No caso de realmente a empresa não atingir o objetivo proposto, alternativa que Schiemer descarta, novas negociações terão de ser retomadas. De acordo com a Mercedes-Benz, existe uma ociosidade muito grande, acima de 50%, que tem comprometido a sua operação no País. Em ocasião recente, a empresa divulgou comunicado dizendo que se a redução do pessoal não ocorrer, “vamos comprometer os investimentos planejados para o futuro da Companhia.”
Atualmente, a Mercedes-Benz encaminha investimento de R$ 730 milhões destinados a produtos e melhorias nas fábricas, tanto de São Bernardo do Campo, SP, quando de Juiz de Fora, MG.
O novo acordo com o sindicato foi precedido depois de diversas manifestações logo depois de a empresa conceder licença remunerada a todos os funcionários da fábrica, na segunda-feira, 15. A medida, ao mesmo tempo, coincidiu com o envio de dispensas a alguns funcionários a partir de setembro, prazo do fim da estabilidade de emprego originada pelo PPE, com o qual a empresa aderiu, mas não renovou.
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