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16/01/2017

Uber: parte da solução da mobilidade.

Por Michele Loureiro

- 16/01/2017

Dona do aplicativo de compartilhamento de veículos mais utilizado no mundo, a Uber comemora um crescimento astronômico no Brasil em 2016. O País já se tornou o terceiro maior mercado global da companhia, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. O número de usuários regulares saltou de 1 milhão em 2015 para 8,7 milhões por aqui no ano passado. E o total de motoristas cresceu de 10 mil para 50 mil no período. Mas apesar de ser uma empresa que preza alternativas de mobilidade, a Uber não tem vida fácil quando o assunto é a regulamentação de seus serviços pelos municípios. Na tentativa de levantar a bandeira branca, a companhia passou a oferecer um novo serviço, que a exemplo de Waze e Google Maps, pode mapear o trânsito e ajudar no planejamento das cidades. A ideia, segundo, Guilherme Telles, diretor geral da Uber no Brasil, é fazer parte da solução da mobilidade – e não dos problemas. O executivo falou ainda sobre os problemas de reputação enfrentados pela companhia. Nos últimos trinta dias, a empresa foi a nona no ranking nacional de queixas do portal Reclame Aqui com quase 5 mil reclamações. Os problemas vão desde questionamentos sobre a tarifa dinâmica, erros de login, até comportamento inapropriado dos motoristas. Confira a seguir:

Como funciona a nova solução da Uber focada em mobilidade?
O Uber Movement é um site que permite aos usuários acessarem dados como os locais e os horários de maior e menor demanda, o tempo médio de viagem e outras informações desse tipo. Tudo com base em informações coletadas por GPS nos bilhões de trajetos feitos pelos motoristas do aplicativo. Por enquanto, a solução está limitada para agências de planejamento e pesquisadores, mas deve ser lançada para o público em breve. O serviço foi construído nos últimos nove meses por uma equipe de dez engenheiros e está disponível em cidades da Austrália, Estados Unidos e Filipinas. Deve ser expandido para dezenas de outras localidades e, logo, chegar ao Brasil.

Quais são os planos da Uber no Brasil em 2017?
A Uber chegou ao Brasil em junho de 2014. No fim de 2016, quase dois anos e meio depois, já estávamos em mais de quarenta cidades e mais de 8,7 milhões de brasileiros já usam o app regularmente. O Brasil já é o maior país da América Latina para a Uber e representa hoje o nosso terceiro maior mercado no mundo, atrás apenas dos EUA e da Índia. Com a velocidade de crescimento que temos visto no Brasil, e à medida que avançamos para tornar nossa tecnologia ainda melhor para os usuários, motoristas parceiros e para as cidades brasileiras, certamente podemos dizer que a Uber continuará crescendo no País.

Há algum novo modelo de serviço programado para entrar em operação?
A Uber está sempre em busca de novos mercados para seus produtos. O UberEATS, por exemplo, serviço apresentado no fim de 2016, já está rodando em alguns bairros de São Paulo e deve ganhar destaque esse ano. O app permite pedir comida com comodidade e segurança, pagar com um só toque, e acompanhar a preparação e a entrega em tempo real. Já os restaurantes podem usar a plataforma da Uber para encontrar o entregador mais próximo e focar no que mais importa: a comida. E, quanto aos entregadores parceiros, esses ganham mais uma oportunidade de gerar renda em horários flexíveis. A intenção é tornar a experiência de pedir comida pelo celular tão simples quanto a de pedir um carro.

Vocês oferecem serviços distintos de acordo com as regiões?
Estamos sempre observando e avaliando cuidadosamente a realidade de cada região e as demandas dos usuários para pensar em soluções que façam sentido para cada uma delas. O que vemos em comum entre as mais de 480 cidades em que a Uber atua pelo mundo são pessoas que querem ter acesso a uma forma confiável e acessível de se movimentar pelas cidades ao toque de um botão, e, do lado dos parceiros, a vontade de ter uma forma de gerar renda para si mesmos e suas famílias com flexibilidade e sendo seu próprio chefe. O que difere de região para região são alguns serviços específicos, que combinam com as particularidades de cada cidade. Alguns exemplos pelo Brasil são o UberENGLISH, no Rio de Janeiro, que é um serviço pelo qual as pessoas podem chamar um Uber dirigido por motoristas certificados em inglês pelo Duolingo. Isso faz sentido para uma cidade que recebe tantos turistas quanto o Rio. Outro exemplo é o UberBike, em São Paulo, pelo qual paulistanos podem chamar um Uber com rack para suas bicicletas.

Com o aumento do número de motoristas, alguns clientes reclamam de queda de qualidade no serviço prestado. Além disso, há acusações mais graves, como de violência e assédio. Qual é o posicionamento de vocês a respeito dessas questões?
A nota média de avaliação dos motoristas no Brasil continua estável, em 4.8. O que acontece é que a demanda cresce continuamente por esse tipo de serviço, então novos motoristas entram na plataforma constantemente para garantir que os usuários tenham um carro rapidamente. Na prática, com mais motoristas entrando toda semana, lembrando que com os mesmos critérios rígidos de sempre, existe a chance de você pegar um motorista que acabou de entrar na plataforma. Com os feedbacks e as notas, eles se adequam à demanda e acabam ganhando uma média boa.  E, claro, motoristas que ficam abaixo da média de 4.6 são desligados da plataforma. Dito isso, monitoramos muito de perto o funcionamento da plataforma e desativamos usuários e motoristas que infrinjam os termos de uso. Vale ressaltar que os termos de uso são criados para garantir que a plataforma se mantenha saudável tanto para usuários quanto para parceiros.

Vocês iniciaram a cobrança de um custo fixo de R$ 0,75 em todas as corridas no Brasil. Qual é o objetivo?
O custo fixo será destinado para apoiar iniciativas de segurança para motoristas parceiros e usuários, além de outros custos operacionais.

Como funciona o cadastro de novos motoristas atualmente? Há planos de mudar isso?
Para se cadastrar como motorista parceiro é preciso ter carteira de motorista com licença para exercer atividade remunerada e passar por checagem de antecedentes criminais. Os carros precisam ser de modelo 2008 ou mais novo, ter quatro portas, ar-condicionado e cinco lugares. Além disso, devem estar cadastrados com a apresentação de Certidão de Registro e Licenciamento do Veículo, Bilhete de DPVAT do ano corrente. Porém, como somos uma empresa de tecnologia e estamos sempre tentando melhorar a plataforma, analisamos sugestões de usuários e, recentemente, também ouvimos motoristas parceiros em conversas com grupos de motoristas.


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