A General Motors passa por novo processo de negociação com seus funcionários da fábrica de São Caetano do Sul, SP. Após prorrogar o lay-off, a suspensão temporária do contrato de trabalho, por mais setenta dias, e conceder férias coletivas ali por um mês, a partir da segunda-feira, 27, a companhia agora busca revisões em acordos trabalhistas costurados em 2016 como único caminho para realizar investimentos em melhorias na unidade.
Nesta semana estão sendo discutidos com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano catorze pontos considerados chave para o futuro na produção na fábrica para os próximos anos. O mais importante deles, segundo o sindicato, é a demissão de funcionários que estão afastados por motivo de doença, que podem chegar a setecentos. Atualmente trabalham na unidade de São Caetano 9 mil pessoas, 5,5 mil dos quais na linha de montagem.
Caso o acordo não seja firmado a empresa informou aos representantes do sindicato que poderá deslocar os investimentos para a unidade de São José dos Campos, SP, ou até mesmo construir uma nova fábrica no Brasil. Em caso de sinalização positiva das partes a GM utilizaria os recursos de orçamento de US$ 800 milhões para atualizar a linha.
Segundo o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, empresa e representantes dos trabalhadores se reunirão na quarta-feira, 22, para nova rodada de negociações. Além da demissão dos funcionários afastados discute-se, também, a redução de piso salarial para novas contratações e a substituição de repasse de reajustes da inflação por abonos salariais.
“Todos os pontos que estão sendo discutidos são considerados importantes, mas a questão dos funcionários afastados é a mais crítica para os trabalhadores”, contou o presidente. “Por enquanto não há nada resolvido.”
A GM informou que não se pronunciará sobre o assunto, por enquanto.
Revisão dos investimentos – A notícia sobre a possibilidade de investimentos em melhorias na fábrica de São Caetano do Sul, ou uma eventual construção de nova fábrica, surge em contraste à repercussão feita, esta semana, pela Automotive News, de Detroit, MI, de uma possível revisão dos investimentos da fabricante na Índia e também América do Sul.
Por aqui a empresa investe R$ 13 bilhões desde 2014 – um ciclo de investimento que chegará a 2020. Na Europa a companhia negocia com o Grupo PSA a venda da Opel/Vauxhall por US$ 2 bilhões.
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