O Grupo PSA fortalece sua posição no jogo global depois do terceiro ano consecutivo de resultados positivos. A fabricante multimarcas anunciou vendas de 3 milhões 150 mil unidades em 2016, alta de 5,8% sobre ano anterior, além de margem operacional da divisão automotiva de 6%, melhor resultado da história e dois pontos porcentuais acima do objetivo traçado no início do ano passado. Melhora das margens nas vendas, reestruturação dos custos fixos e foco em todas as áreas da operação automotiva, além do sucesso dos novos produtos, sobretudo veículos comerciais, foram os diferenciais que trouxeram os números positivos, segundo o presidente para o Brasil e América Latina, Carlos Gomes: “Vendemos mais, vendemos melhor e baixamos os custos com gente comprometida, calibrada para fazer negócios em todos os nichos do setor automotivo”.
O faturamento global do Grupo foi de 54 bilhões 30 milhões de Euros, queda de 1,2% com relação ao ano anterior. Já o lucro consolidado foi de 2 bilhões 149 milhões de Euros. Em 2015, os resultados da PSA foram de 1 bilhão 202 milhões de Euros. O fluxo de caixa fechou em 8 bilhões 100 milhões de Euros em 2016. É com esse dinheiro que a PSA vai comprar marcas concorrentes na Europa e na Ásia. “Temos uma posição interessante com o caixa total líquido de 8 bilhões e 100 milhões de Euros, o que nos proporciona pensar uma expansão, como os entendimentos que já anunciamos com relação a marca Opel na Europa e a Proton na Malásia. Mas esses assuntos vamos abordar com mais propriedade no momento oportuno”.
América Latina – O desempenho do Grupo PSA na região foi um dos destaques do balanço global apresentado nesta quinta-feira. Foram negociadas 183 mil 900 unidades no ano passado, um avanço de 17,1% com relação a 2015, o segundo maior crescimento das marcas do Grupo no mundo. Assim, o market share cresceu de 3,3% para 3,6% na região. O Chile respondeu pelo melhor resultado, passando de 5,4% para 6,9% de participação em 2016, assim como na Argentina onde as marcas elevaram o market share de 11,7% em 2015 para 12,8% no ano passado. “Vendemos mais e vendemos melhor, recuperando as margens nesses países, além de termos crescido nossa participação no Brasil para 2,5% enquanto o mercado interno caía 20%”, explica Gomes.
A recuperação das margens, que segundo Gomes também ocorreu no Brasil, é resultado de uma estratégia cujo ponto central passou pela criação de um comitê de preços para discutir, semanalmente, os indicadores dos mercados, as políticas de preços e serviços e as estratégias das marcas do Grupo. “Ainda não estamos no azul na operação brasileira, mas junto com a nossa rede, fizemos um trabalho importante de não entrar na guerra de preços e de acreditar, todos nós, que temos os melhores produtos do mundo. Isso vem fazendo a diferença. Além disso, reduzimos nosso custo fixo em 21% no ano passado. Estamos no caminho para triplicar nossos resultados até 2021”.
Ainda sem projetar grandes resultados para o próximo período, apesar do otimismo oriundo do bom desempenho nos últimos três anos, a PSA prepara uma nova estratégia para a operação de veículos utilitários. A ideia é reproduzir no Brasil o sucesso na Europa e recuperar a participação média dos líderes, entre 24% e 25%. “Vamos anunciar ainda em março um novo modelo de negócios para os veículos utilitários e picapes. Será uma estratégia PSA eventualmente com parceiros no negócio”.
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