O aumento da produção de veículos nos primeiros meses do ano tem sido um alívio para as empresas produtoras de autopeças: de acordo com dados da pesquisa conjuntural do Sindipeças em março utilizaram 62% da sua capacidade instalada. Esse índice não era alcançado desde setembro de 2015. Em março do ano passado o nível de atividade chegou a 54%, oito pontos porcentuais a menos.
Segundo a entidade o que acelerou as máquinas foi justamente as encomendas das fabricantes de veículos instaladas aqui. Em março as montadoras produziram 234,7 mil unidades, alta de 5,5% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. De janeiro a março a produção acumulada de veículos chegou a 609 mil 84 unidades, aumento de 24% com relação ao mesmo período do ano passado.
O bom desempenho em março elevou o faturamento das empresas em 18,03% frente ao resultado do mesmo período do ano passado. As vendas para as montadoras puxaram a alta na receita, com aumento de 39,29% no período. As encomendas das montadoras representaram 63,5% do faturamento de março.
As exportações trouxeram forte recuperação em março, chegando a 15,9% do faturamento do mês. Segundo o Sindipeças o crescimento das vendas ao Exterior pode ser atribuído à maior estabilidade do câmbio, que operou nos últimos quatro meses a uma taxa média de R$ 3,13 a R$ 3,19 com relação ao dólar. A normalização das relações com a Argentina, principal destino das vendas do setor, também contribuiu para a melhora.
No acumulado do primeiro trimestre as vendas para montadoras cresceram 35,45%, o que não ocorria há dois anos. Em 2015 e 2016, em comparação a igual trimestre do ano anterior, o faturamento para as montadoras encolheu 22,36% e 23,62%, respectivamente.
Para o ano o Sindipeças estima que o faturamento chegue a R$ 64,8 bilhões, o que representa elevação de 2,7% no comparativo com a receita de 2016, R$ 63,1 bilhões. De acordo com comunicado da entidade para um faturamento desse nível é necessário que as fábricas operem com 68% da capacidade instalada: “Com a utilização de março é possível atingir esse patamar. Mas ainda não é um nível confortável. O ideal é trabalharmos com ociosidade menor do que 30%”.
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