Depois de quatro anos consecutivos de quedas o mercado de motos começa a esboçar reação. Para este ano o setor projeta estabilidade na produção e na venda, apesar dos números ainda indicarem queda no acumulado do ano. No mês passado, diante do mesmo mês do ano passado, houve alta de 3,8% nos emplacamentos, com 79 mil 533 unidades. A alta em maio, no entanto, não impediu o recuo de 10,3% nas vendas nos cinco primeiros meses deste ano, 355 mil 464 unidades.
Já a produção de janeiro a maio somou 373 mil 491 motocicletas, o que representou leve desaceleração de 2,5% na comparação com o mesmo período de 2016, com 382 mil 970 unidades. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 8, pela Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.
Para José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo, os números, no entanto, sinalizam uma estabilização do mercado: “O volume de 900 mil unidades produzidas por ano ainda é muito abaixo das 2 milhões de unidades produzidas em 2011. Mas já sinaliza uma recuperação”.
Com a inflação mais controlada a leve alta nos emplacamentos em maio também foi motivada pelo aumento do número de financiamentos concedidos. Em abril a Caixa Econômica Federal lançou financiamento para motos com taxas mais atrativas, de 1,75% ao mês e com pagamentos em até sessenta prestações.
Com esse fôlego a mais, segundo Gonçalves, o setor espera manter a média diária de vendas em torno de 3,6 mil unidades até setembro, quando a expectativa é de um pequeno crescimento. Em dezembro a média diária de vendas deve alcançar 3,9 mil, impulsionada pelo lançamento de novos modelos e a liberação das parcelas do décimo-terceiro salário.
Exportação – Com as vendas no mercado interno em baixa o foco do setor se voltou para as exportações, principalmente para os países vizinhos, em especial para a Argentina. Para este ano, segundo José Eduardo Gonçalves, a previsão é de aumentar as exportações em 57,6%, passando de 59 mil 22 unidades para 93 mil unidades: “As motos brasileiras são bastante competitivas no mercado externo, com alta qualidade tecnológica. O controle de poluentes das nossas motos está alinhado com os níveis globais”.
Algumas empresas já estudam novos mercados na região para aumentar os seus volumes.
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