AutoData - Aumento do IOF e da Selic preocupam Anfavea
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26/02/2015

Aumento do IOF e da Selic preocupam Anfavea

Por Marcos Rozen

- 26/02/2015

A Anfavea se mostrou preocupada com as recentes iniciativas do governo federal de elevar o IOF, Imposto sobre Operações Financeiras, de 1,5% para 3,5%, e a taxa Selic, em 0,5 ponto porcentual, para 12,25% ao ano.

Para seu presidente, Luiz Moan, “todo aumento de custo do financiamento [de veículos] representa uma restrição às vendas”. O executivo participou na manhã da segunda-feira, 26, de evento comemorativo aos 90 anos da General Motors do Brasil, onde é diretor de assuntos institucionais.

Moan, entretanto, entende que ainda é cedo para avaliar o tamanho do impacto das medidas nas vendas de veículos do País e, por isso, ao menos por enquanto “não haverá revisão das projeções da Anfavea para este ano” – que indicam mercado interno estável ante 2014, para 3,5 milhões de unidades, e produção em alta de 4%, para 3,3 milhões.

Por sua vez a medida da Fazenda de elevar o PIS/Cofins sobre as importações valerá para todos os segmentos, inclusive o automotivo e suas ramificações, como veículos, autopeças e matéria-prima. Entretanto, neste caso, não deverá ocorrer impacto sobre o custo das fabricantes, vez que o segmento já recolhia estes valores no fim do ano passado – o que houve foi apenas uma realocação jurídica da cobrança dos tributos por parte do governo federal, ao menos dentro do setor automotivo.

Segundo Moan as vendas em janeiro estão apresentando resultado fraco, cenário que deve permanecer até o fim do mês. “Acreditamos que o primeiro trimestre será difícil, com um início de retomada no segundo trimestre e números mais consistentes no segundo semestre, o que resultará ao fim do ano em estabilidade perante 2013.”

O episódio Volkswagen, com forte repercussão na grande mídia quanto à intenção da montadora em demitir oitocentos trabalhadores da unidade Anchieta – decisão revertida após celebração de novo acordo coletivo firmando com os trabalhadores – não prejudicou a confiança do consumidor, na opinião do executivo. “A questão da VW foi isolada, vez que ela negociou um novo acordo trabalhista por quatro meses no segundo semestre do ano passado e este foi rejeitado pelos metalúrgicos da empresa no fim do ano.”


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