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13/04/2015

Randon: queda de 17,6% na receita no ano passado.

Por Redação AutoData

- 13/04/2015

A Randon S.A. encerrou o ano passado com queda de 17,6% na receita bruta, que alcançou R$ 5,5 bilhões. O balanço financeiro da empresa referente a 2014 foi publicado na quinta-feira, 12, e traz números menores do que os apurados um ano antes.

O lucro líquido consolidado chegou a R$ 202 milhões, queda de 14,1% com relação ao resultado de 2013, e com margem líquida de 5,3%, redução de 0,2 ponto porcentual.

Com exceção dos negócios de vagões e de materiais de fricção, houve redução de vendas em volume para todos os segmentos de negócios das Empresas Randon – formadas pela Randon Implementos, Master, Jost, Fras-Le, Suspensys, Castertech e os serviços financeiros.

Foram entregues 14,2 mil reboques e semirreboques, o principal negócio da companhia, volume 34,8% inferior a 2013. A queda no volume fez com que a Randon perdesse participação neste mercado, passando dos 28,8% em 2013 para 26,9% no ano passado. O segmento de veículos e implementos representa mais de 55% do faturamento da companhia.

As vendas de vagões cresceram 321,1% em volume, para 1 mil 356 unidades. No comunicado a Randon destaca que foi o melhor ano da história da companhia no segmento. “A manutenção de volumes estáveis na demanda desse setor abre frente a um novo ciclo de demanda. Isto valida a estratégia da Randon em ampliar a presença neste negócio”.

No primeiro semestre do ano que vem a Randon deverá inaugurar sua fábrica de vagões em Araraquara, SP, cidade próxima dos principais operadores ferroviários do País, o que, segundo a empresa, “abre oportunidades de ampliação da produção nos próximos anos, com ênfase na eficiência logística e nos processos de produção”.

A controlada Fras-Le, fabricante de pastilhas de freio, apresentou incremento de 6,6% na receita líquida e de 5,1% em volume produzido. Segundo a companhia, o cenário positivo de câmbio e o movimento de compras no mercado de reposição contribuíram para esse resultado.

Para 2015 a companhia projeta enormes desafios. “Medidas recessivas, como alta dos juros, elevação da carga tributária e condições de financiamentos menos atrativas são intempéries presentes no ambiente”, afirmou em comunicado. “Contudo o foco destes ajustes são o restabelecimento da confiança e a preparação de um novo ciclo de expansão econômica já com início no segundo semestre de 2015”.


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