Enquanto ajusta a produção ao novo tamanho do mercado brasileiro, a Anfavea trabalha para buscar oportunidades para alavancar as exportações. A solução, de acordo com o presidente Luiz Moan, é procurar novos mercados e reduzir a dependência da Argentina – cuja economia está estagnada – no negócio.
“Renovamos o acordo comercial com o México e, com isso, nossos embarques cresceram 130% para esse país. Para o Peru houve alta de 30%, crescimento de 8% para a Colômbia e por aí vai. Estou com a malinha pronta para sair em busca de novos mercados.”
Além da América Latina, óbvio destino devido a proximidade com o Brasil, países africanos estão na mira. Segundo Moan os produtos brasileiros já seguem destino a Gana, Moçambique, Quênia, Senegal e Zimbábue.
Em abril as exportações renderam aos cofres das montadoras brasileiras US$ 921,2 milhões, queda de 26,8% com relação ao mesmo mês do ano passado. Em volume houve redução de 18,4%, para 28,8 mil unidades.

No acumulado do ano as exportações alcançaram US$ 3,3 bilhões em receita, 18,9% abaixo do resultado de janeiro a abril do ano passado. Foram embarcados 108,5 mil veículos, queda de 1,2% no volume.

A distorção nas quedas de volume e receita é explicada pela mudança no mix de produtos exportados, segundo Moan. “Houve forte redução de embarques de máquinas agrícolas.”
Nos últimos doze meses a indústria faturou US$ 10,7 bilhões. A Anfavea acredita que as coisas melhorarão para o setor até o fim do ano e projeta receita de US$ 11,8 bilhões, o que representaria 2,5% de crescimento sobre os US$ 11,5 bilhões faturados em 2014.

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