Em plena crise do mercado automotivo brasileiro a Toyota opera com duas horas extras em suas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, no Interior paulista, e está em pleno processo de ampliação da rede de concessionárias, que passará de 197 pontos de venda e serviços em dezembro para 238 até o final do ano. Com estoque de apenas quinze dias, menos de um terço da média nacional, a montadora tem fila de dois meses para atender aos pedidos de Corolla feitos por frotistas, segundo informa o gerente de vendas da Toyota do Brasil, Vladimir Centurião:
“Tanto o Corolla como o Etios estão vendendo muito bem, e nossa produção está equilibrada com a demanda. Por isso operamos com estoque baixo tanto nas fábricas como na rede”.
Centurião atribui o bom desempenho da marca em plena recessão do mercado nacional à boa aceitação de seus produtos, principalmente Corolla, produzido em Indaiatuba, SP, e Etios, em Sorocaba, SP, que, segundo ele, “caíram no gosto do consumidor”.
O Corolla, que no ano passado ganhou novo design e mais potência – pontos fracos na geração anterior, de acordo com Centurião – é o sexto colocado no ranking total de vendas de veículos no mercado brasileiro na primeira quinzena deste mês, com 2,9 mil unidades, desempenho superior até mesmo ao dos sedãs pequenos, de menor valor. De janeiro a maio foram comercializados 26 mil Corolla, crescimento de 30% em relação a 2014.
Nos primeiros cinco meses do ano a Toyota vendeu no total 71,5 mil veículos, crescimento de 3% ante mesmo período do ano passado. As vendas do Corolla e do Etios, atualmente, estão perto de 6 mil unidades/mês. Para o ano a expectativa é repetir o volume de 2014, algo em torno de 195 mil unidades – recorde da marca e crescimento de 11% ante 2013.
“Vamos lançar uma nova geração de um de nossos modelos e, por causa da fase de transição, a produção será reduzida por um período. Por isso não teremos como crescer no ano”, explica Centurião.
A rede Toyota, segundo o executivo, é uma das mais capitalizadas hoje no País e há concessionários de outras marcas interessados em representar a bandeira. Hoje com duzentos pontos de atendimento – três foram abertos este ano – a rede é representada por setenta grupos. “Alguns têm nove ou dez pontos, outros têm menos. E nem todos são multimarcas. Principalmente no Paraná e em Santa Catarina temos grupos que são exclusivos da marca.”
A ampliação da rede tem se dado via abertura do que a Toyota chama de postos de serviço: o showroom é pequeno e a prioridade é o atendimento de pós-venda. “Normalmente são pontos fora de regiões nobres, com custos menores e, consequentemente, investimentos mais baixos. E o custo do negócio é bancado pelos serviços”, comenta o gerente geral de vendas.
Dos duzentos pontos de atendimento que mantém hoje no País, 154 são concessionárias e 46 postos de serviço, mesmo caráter que terão a maior parte dos 38 novos espaços da marca que serão abertos até o fim do ano, principalmente no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste – a maioria no Interior dos Estados contemplados nas três regiões. Este mês a empresa abriu nova concessionária em Ijuí, RS, a CarHouse, fruto de investimento de R$ 5,5 milhões.
LEXUS – Na sua marca topo de linha, a Lexus, a Toyota também investe em inovações. Criou projeto-piloto, iniciado esta semana em Belo Horizonte, MG, de manter área específica, dentro de uma revenda Toyota, para os seus modelos de luxo.
A rede Lexus hoje é limitada a duas concessionárias em São Paulo e a ideia é expandi-la para outras capitais a partir dessa experiência. Suas vendas, no momento, estão na faixa de trinta unidades/mês.
De acordo com Centurião alguns pontos da rede Toyota já estão recebendo modelos Lexus desde o ano passado, mas até agora não havia um espaço diferenciado dentro da concessionária para a marca topo. “A partir da experiência iniciada em Minas Gerais, que deveremos estender para outras capitais, queremos investir para que a marca seja mais conhecida. Se houver aceitação nos lugares onde a concessionária tiver espaço específico poderemos abrir uma concessionária Lexus.”
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