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20/08/2015

Motores: diversificação geográfica e de segmentos.

Por André Barros

- 20/08/2015

Diversificar negócios e mercados foi a alternativa adotada pelas fabricantes independentes de motores diesel para mitigar os efeitos da retração nas vendas de caminhões e máquinas agrícolas.

Em painel no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2015, organizado por AutoData na segunda-feira, 20, na Fecomércio, em São Paulo, Luiz Pasquotto, presidente da Cummins, Marco Aurélio Rangel, presidente da FPT e Thomas Püschel, diretor de vendas e marketing da MWM Motores, traçaram o cenário do segmento para o segundo semestre e analisaram a conjuntura do mercado.

Pasquotto e Püschel afirmaram que suas empresas, Cummins e MWM Motores, respectivamente, fecharão o ano com retração de cerca de 25% com relação aos volumes do ano passado. Já Rangel projeta queda menor: recuo de 11% nos negócios da FPT.

“A reposição ajuda a mitigar a queda, mas não impede o recuo nos negócios”, afirmou Püschel. A MWM Motores busca clientes em outros segmentos e países e comemora aumento no crescimento de outros negócios. “As exportações deverão contribuir significativamente nos resultados do segundo semestre: esperamos aumento de 30%. Não só em motores como em outros negócios, como peças de reposição, em alta de 17%, e de componentes, como os blocos que usinamos aqui, que também está crescente”.

Pasquotto afirmou que a Cummins está em processo de diversificação geográfica, aproveitando a valorização do dólar que colabora para a competitividade dos produtos brasileiros. “Colocamos foco no segmento de pós-vendas e conseguimos bons resultados na Argentina, cujas vendas dobraram, e no Chile, com aumento de 40%”.

Mesma estratégia foi adotada pela FPT, que também colhe bons resultados: “Nossa produção cai na casa dos 13%, enquanto o mercado de caminhões recuou mais de 40% e de máquinas em torno de 20%”.

Todos seguem otimistas com o mercado brasileiro e afirmaram seguir investindo, seja em pesquisa e desenvolvimento, seja em novos produtos e melhorias internas, para incrementar a oportunidade. Mas uma eventual retomada nas vendas locais ainda não está no radar dos executivos para a segunda metade do ano.

“Para esse segundo semestre os clientes seguem promovendo ajustes na demanda, com ritmo menor nas fábricas. O fundo do poço ainda não foi alcançado, acho que permaneceremos nesse ritmo mais lento até pelo menos o segundo trimestre de 2016”, avaliou Rangel.

Pasquotto vê cenário parecido e relatou também paradas programadas pelos clientes, embora sem surpresas negativas como as encaradas no primeiro semestre. Püschel, por sua vez, acredita em um segundo semestre ligeiramente melhor do que o primeiro.


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