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24/09/2015

GM e sindicato entram em acordo e greve é encerrada

Por André Barros

- 24/09/2015

A General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos entraram em acordo na audiência de sexta-feira, 21, no Tribunal Regional do Trabalho e as demissões de 798 funcionários da unidade do Vale do Paraíba foram canceladas. A proposta foi aprovada pelos trabalhadores em assembleia na segunda-feira, 24, encerrando a greve de doze dias provocada pelas demissões.

Pelo acordo, os 798 trabalhadores que haviam sido demitidos na segunda-feira, 10, estão em licença remunerada e entrarão em lay off de cinco meses a partir de setembro. Neste período serão aplicados mecanismos que buscarão eliminar esse excedente na fábrica, como antecipação de aposentadoria, programa de demissão voluntária e até mesmo incentivos para desligamento daqueles que estão em lay off.

Empresa e sindicato acordaram também dividir o período da greve: a GM pagará metade do salário dos dias parados e a outra metade será compensada pelos trabalhadores. A operação da fábrica voltou ao normal na segunda-feira, 24.

Em comunicado a GM considerou a decisão positiva, embora faça um alerta: “Mas não resolve a situação de competitividade no Complexo de São José dos Campos. A paralisação da operação na fábrica por doze dias só contribuiu para aprofundar a séria crise que afeta a GM e a indústria automotiva”.

O sindicato também comemorou. Em nota o presidente Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, destacou a luta dos trabalhadores e de suas famílias, que participaram ativamente da mobilização que ajudou a reverter a decisão da montadora: “Esses trabalhadores e suas famílias deram exemplo de luta. Permaneceram durante todos esses dias a postos nos portões da fábrica, participaram da passeata e não baixaram a guarda”.

Os metalúrgicos ressaltaram que a luta em defesa do emprego não chegou ao ponto final. O sindicato afirmou que continuará em campanha para a assinatura da Medida Provisória que garanta estabilidade no emprego para todos os trabalhadores, reduza a jornada para 36 horas com manutenção do salário, proíba a remessa de lucros para o Exterior e estatize as empresas que demitirem.

Luiz Carlos Prates, o Mancha, dirigente da CSP-Conlutas, afirmou em nota que brigará também contra o PPE, o programa de proteção ao emprego criado pelo governo. “O PPE reduz ainda mais os nossos salários e protege os lucros dos empresários”.

Em seu comunicado a GM reafirmou a disposição para dialogar com os metalúrgicos de São José para “encontrar alternativas que mantenham a unidade competitiva em um contexto de grande transformação do mercado brasileiro.”


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