AutoData - Com a Neobus, Marcopolo passará a ter 52% do mercado de carrocerias de ônibus
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04/12/2015

Com a Neobus, Marcopolo passará a ter 52% do mercado de carrocerias de ônibus

Por André Barros

- 04/12/2015

Na noite de terça-feira, 3, a Marcopolo anunciou que assinou uma carta de intenções para incorporar a L&M, controladora direta da San Marino Ônibus, dona da marca Neobus.  Assim, após a conclusão da operação, todas as cotas da L&M serão transferidas para a Marcopolo, que passará a controlar a Neobus – e mais da metade da produção de carrocerias de ônibus brasileira.

Segundo dados da Fabus, associação que representa as fabricantes de carrocerias, foram produzidas 13,3 mil unidades de janeiro a setembro. Deste volume, 5,4 mil saíram das linhas da Marcopolo em Caxias do Sul, RS, e Duque de Caxias, RJ – antiga Ciferal – e 1,6 mil foram produzidas pela Neobus, em Caxias do Sul.

Somadas as produções das fábricas, foram quase 7 mil carrocerias produzidas pela futura nova companhia, 52% de todo o volume que o mercado brasileiro produziu de janeiro a setembro.

Os demais 48% do mercado estão divididos entre Comil, Caio Induscar, Irizar e Mascarello.

A incorporação da Neobus é mais uma etapa de um negócio iniciado em 2007, quando 39% as ações da San Marino Onibus foram adquiridas pela Marcopolo. A independência na gestão das duas companhias será mantida, assim como ocorre com a Volare, uma joint-venture da Marcopolo com a Agrale, de acordo com o CEO Francisco Gomes Neto, em afirmação publicada no comunicado divulgado ao mercado na noite da terça-feira, 3.

“A gestão das empresas continuará separada, como ocorre atualmente e como acontece com a unidade de negócios Volare, que tem linha de produtos, rede de representantes e concessionárias própria e não vinculadas à Marcopolo Ônibus”, explicou Gomes Neto. “Além disso, obteremos importantes sinergias nas áreas administrativa, operacional e de suprimentos”.

Os atuais controladores da Neobus assumirão posições de acionistas da Marcopolo e permanecerão na gestão das operações da marca. Edson Tomiello, CEO da companhia, garantiu que o acordo mantém a independência da Neobus.

“No futuro também poderemos aproveitar recursos fabris e logísticos, além de outros benefícios. O grande objetivo é a expansão internacional, para conquistar novos mercados e solidificar a marca”.


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