O porcentual de biodiesel vegetal adicionado ao óleo diesel fóssil oferecido nas bombas de postos de combustível subirá gradativamente até 2019, quando representará 10% da mistura. A lei com o cronograma foi sancionada na quarta-feira, 23, pela presidenta da República em cerimônia que reuniu diversos representantes do setor sucroalcooleiro no Palácio do Planalto, em Brasília, DF.
Atualmente a mistura possui 7% de biodiesel, chamada B7. Pelo cronograma será adicionado um ponto porcentual a cada doze meses: 8% em 2017, 9% em 2018 até, finalmente, chegar a 10%, ou B10, em 2019. Segundo a presidenta, em declaração ao Blog do Planalto, a medida garante demanda para o Brasil, segundo maior mercado consumidor de biodiesel do mundo – a capacidade instalada alcançou 7,3 milhões de metros cúbicos do mundo, com 50 usinas aptas a operar comercialmente em todas as regiões.
A lei prevê ainda que a adição de biodiesel supere 15% após 2009, após teste e ensaios de combustíveis que durarão 36 meses. Caso os resultados sejam aprovados pelo Conselho Nacional de Política Energética, o País adotará o B15.
“Todos nós ganhamos com isso: a agricultura familiar, a agricultura comercial, as usinas de biodiesel, o consumidor no Brasil e o meio ambiente. Ao ganhar o meio ambiente, ganha também toda a população brasileira. E espero que nessa flexibilidade de combinação nós tenhamos também preços mais baratos para o combustível”.
No Brasil o biodiesel é produzido a partir de mamona, pinhão manso, palma e soja. É uma fonte de energia renovável menos danosa ao meio ambiente, comparado com o diesel fóssil, obtido a partir do petróleo.
Na última COP21, Conferência do Clima realizada em Paris, França, o Brasil assumiu compromisso para reduzir as emissões de poluentes e ampliar o uso de energias renováveis na matriz energética nacional.
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