Mais econômico e menos poluente do que a versão anterior chega ao mercado brasileiro o Citroën C3 2017 com motor PureTech 1.2 flex 3 cilindros, até 32% mais econômico em trânsito urbano do que o modelo anterior com motor 1.5 flex, conforme revelou na segunda-feira, 20, a gerente de produto da Citroën, Bianca Lepique.
Por incorporar novas tecnologias e também repasse de custos, o C3 2017 custa 3,3% a mais do que o 2016, segundo informações do diretor-geral da Citroën do Brasil, Paulo Solti. A Origine, versão de entrada, tem preço a partir de R$ 46 mil 490, enquanto a Attraction, intermediária, custa R$ 49 mil 900 e a topo de gama, a Tendance, sai por R$ 52 mil 690. A empresa mantém no mercado as duas versões do C3 com motor 1.6 e sua meta é vender, de toda a linha, 1,1 mil unidades por mês.
A única alteração no novo Citroën C3 visualmente é a aplicação do monograma PureTech na tampa traseira. Tecnologicamente o modelo traz sistema de partida a frio com aquecimento no injetor, que elimina o tanquinho, duplo comando de válvulas variável, bomba de óleo variável e coletor de escapamento integrado ao cabeçote, dentre outros itens.
“Segundo dados do Inmetro, o PureTech flex tem o melhor nível de consumo dentre os motores existentes no mercado”, informou Bianca Lepique. “Com etanol ele faz 10,6 km/l na cidade e 14,8 km/l na estrada e com gasolina os números atingem, respectivamente, 11,3 km/l e 16,6 km/l”. De acordo com a gerente, o C3 1.2 recebeu classificação AAA no programa Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, do Inmetro, “o que significa ter a letra A nas três categorias disponíveis em etiquetagem veicular: Compacto, Geral e Emissões.”
O TechPure que agora está no C3 é o mesmo motor que equipa o Peugeot 208. Ele emite até 32% a menos de poluentes no trânsito urbano e gera 90 cv. O motor é mais econômico e menos poluente graças à redução de peso, à diminuição do número de peças móveis e à menor existência de atritos no seu funcionamento.
Adaptações – Fabricado no Centro de Produção de Thémery, na França, o PureTech 1.2 com 12 válvulas [quatro por cilindro] recebeu várias alterações e adaptações em relação ao motor europeu, fruto de um intenso trabalho da engenharia brasileira, segundo palavras de Paulo Solti.
Dentre as mudanças destacam-se os pistões reforçados para utilização do etanol, adoção de anéis de 1,2 mm de espessura que favorecem a redução de atrito e, consequentemente, a do consumo de combustível, bloco com mancais reforçados e com sistema de arrefecimento de pistões e chicote de motor específico para o motor flex, adaptado para o sistema de partida a frio.
Para adequar o PureTech às condições brasileiras e também atender às demandas de outros países da América Latina foram mais de 400 mil quilômetros rodados, além de 5,4 mil horas de validação em bancada de teste.
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