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04/07/2016

Sistemistas: obsessão por conectividade.

Por Michele Loureiro

- 04/07/2016

Segundo seus principais executivos, as empresas sistemistas instaladas no Brasil têm um desafio em comum: pensar no futuro enquanto driblam o presente, que, acreditam, pode começar a melhorar a partir do fim do ano em função de alguns sinais que têm recebido dos clientes. Mesmo com a economia fragilizada, as inovações em conectividade não podem esperar. Representantes das companhias falaram sobre o assunto durante o Seminário Revisão das Perspectivas 2016.

Besaliel Botelho, presidente da Bosch, afirmou que nos últimos dez anos a companhia investiu R$ 1,7 bilhão para o desenvolvimento de novas tecnologias no País. “E este ano serão mais R$ 150 milhões”, assegurou, complementando que as novas tecnologias colaboraram para amenizar os resultados ruins nos últimos meses. “Conseguimos aumentar 30% nossas exportações em 2015, ante 2014, por termos produtos globalizados e modernos.”

O presidente da Delphi, Paulo Santos, ressaltou que as últimas três aquisições da companhia estadunidense no mundo foram de empresas de tecnologia. “É uma sinalização global e não podemos perder esse movimento”, afirmou.
As novas tecnologias de conectividade, segurança e motorização podem colaborar com a retomada do mercado nacional. “As vendas de seminovos em alta comprovam a demanda reprimida. Com novas tecnologias podemos atrair e reconquistar clientes”, pondera.

Marcelo Machado, vice-presidente automotivo da Schaefller, também destacou que a companhia investe constantemente em startups ao redor do mundo em busca de inovações: “Procuramos novas ideias constantemente. O desafio é fazer isso em um momento de vendas em baixa, mas não podemos esperar”.

Segundo Ricardo Bacelar, diretor da consultoria KPMG, a obsessão das sistemistas por novas tecnologias ajudará a construir um novo conceito de veículo, rapidamente. De acordo com Bacelar, atualmente o porcentual de conectividade embarcado nos veículos representa cerca de 10% dos custos.

“Em dez anos esse patamar será de pelo menos 60% a 65%. O carro que conhecemos hoje será algo completamente diferente em 2026”, afirmou.


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