AutoData - Setor de máquinas: incerteza na retomada dos investimentos.
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06/07/2016

Setor de máquinas: incerteza na retomada dos investimentos.

Por Redação AutoData

- 06/07/2016

Dados divulgados pela Abimaq na quarta-feira, 29, mostram que o consumo aparente 2016 apresenta estabilidade, porém, em nível muito inferior ao de anos anteriores. Os R$ 7,8 bilhões consumidos no mês maio registra crescimento de 1,4% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, no entanto, verifica-se forte queda de 32,2%. No acumulado dos cinco primeiros meses, o consumo aparente de R$ 41 bilhões é 32,1% inferior ao de um ano antes.

De acordo com comunicado da associação as altas taxas de ociosidade observadas em todos os setores da indústria de transformação “colocam como incerta a retomada dos investimentos no curto prazo”.

Como o consumo aparente, o faturamento do segmento de máquinas e equipamentos também mostra certa tendência de estabilidade. Em maio a receita total somou R$ 5,5 bilhões, 28,8% menor do que a verificada no mesmo mês de 2015. No acumulado de janeiro a maio, o faturamento líquido total de R$ 27,1 bilhões, 30,7% inferior na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado da receita proveniente do mercado doméstico de janeiro a maio, pouco acima de R$ 14.7 bilhões, registra queda ainda mais acentuada de 48,6%.

“As incertezas políticas combinadas com política econômica recessiva, onde o custo do capital é incompatível com o retorno dos investimentos, tem inviabilizado qualquer decisão de investimento no País”, afirma a associação em nota e vai além: “O comportamento das vendas até maio indica uma provável queda, da ordem de dois dígitos em 2016/2015 da receita líquida de vendas”.

O segmento, porém, comemora os resultados positivos provenientes das exportações. Somente em maio as remessas de máquinas e equipamentos somaram R$ 695 milhões, o que representa alta de 2% sobre o abril e 9,9% em relação a maio do ano passado. No acumulado do ano também a soma de R$ 3,3 bilhões, registra leve alta de 0,9% sobre o valor de um ano antes até maio. “No ano, o setor reverteu seu cenário de queda e passou a apresentar o primeiro resultado positivo”, observa relatório da associação. “Há dúvidas se o atual câmbio, inferior a R$ 3,50 vai permitir a manutenção desta tendência.”


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