Considerando os emplacamentos até a quinta-feira, 29, o balanço das vendas de veículos em julho indica crescimento de 5% com relação a junho e de 10% na média dos emplacamentos diários – 22 e 21 dias, respectivamente. Fontes do mercado revelam que no acumulado dos primeiros 29 dias do mês foram negociados 169,7 mil veículos.
A expectativa do setor é de ultrapassar 180 mil unidades no mês, ante as 171,8 mil de junho. Se confirmada a projeção, julho será o melhor mês do ano, superando março, quando foram emplacados 179,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
Embora ainda com participação expressiva das vendas diretas, que têm respondido nos últimos meses por 37% do mercado total, executivos identificam algum aquecimento também no varejo. Na quinta-feira, 29, por exemplo, as vendas chegaram a 11,6 mil unidades, volume bem superior ao da média diária do mês, na faixa de 8,6 mil veículos, e principalmente à de junho, de 7,8 mil unidades comercializadas por dia. Os números oficiais da Fenabrave, baseados em dados do Renavan, devem sair na segunda-feira, 1.
Apesar do crescimento no comparativo com o mês anterior, em relação a julho do ano passado o mercado automotivo brasileiro ainda mostra expressiva retração. Naquele mês foram comercializados 212,7 mil veículos, o que indica queda na faixa de 15% no comparativo anual.
Não deixa, no entanto, de ser indicativo favorável o fato de as vendas estarem crescendo este ano mês a mês – em janeiro e fevereiro ficaram abaixo de 160 mil unidades e em abril não alcançaram 163 mil.
A mesma fonte adiantou à Agência AutoData outro dado positivo: os estoques estão em queda. Uma das marcas líderes conseguiu reduzir seu estoque no último mês de 59 dias para 27 dias, movimento que também se vê em outras redes. Além de movimento maior também contribuiu para isso o fato de as montadoras terem reduzido produção.
Ainda segundo a mesma fonte, o excesso de vendas diretas continua preocupando os concessionários por envolverem descontos brutais sobre o preço real do automóvel. Em algumas marcas os negócios com frotistas e pessoas jurídicas chegam a representar metade das vendas.
Considerando a média do mercado, a participação das vendas diretas também crescendo a cada mês. Saltou de 32,3% em abril para 34,7% em maio e chegou a 37% em junho, índice que deve ser mantido ou até superado agora em julho.
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