AutoData - Importados: cotas limitam os negócios.
news
09/08/2016

Importados: cotas limitam os negócios.

Por Décio Costa

- 09/08/2016

O desempenho de vendas do segmento de veículos importados sofre forte impacto negativo devido à limitação das cotas de 4 800 unidades anuais, o volume a que tem direito o importador sem que tenha de ser penalizado em 30 pontos porcentuais de IPI. Somam-se a isso os 35% de imposto de importações e a atual taxa de câmbio. De acordo com José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, além da atual falta de confiança do consumidor, esses são os grandes obstáculos para que o segmento tenha um desempenho melhor.

“Vivemos uma fase na qual não temos alternativa de jogo. Estamos travados com as cotas. Mesmo se quiséssemos vender e mais, e há potencial para isso, não conseguimos por que além do imposto de importação, dos 30 pontos cobrados pelo excedente da cota e do preço do dólar fica inviável para o negócio”, resumiu Gandini durante divulgação dos resultados da Abeifa, associação que representa importadores e fabricantes de veículos, na segunda-feira, 8.

Os argumentos de Gandini se revelam particularmente oportunos com o resultado do segmento em julho. As vendas de importados das dezoito marcas associadas à Abeifa no mês passado registraram crescimento de 19,7% em relação ao mês anterior, para 3 337 unidades contra 2 788 unidades em junho. No entanto, os negócios de veículos importados ainda registram queda pronunciada na comparação com julho do ano passado, de 37,1%, quando foram vendidos 5 307 veículos.

Também no acumulado do ano o persiste o desempenho negativo. No período foram licenciados 21 537 veículos, baixa de 43,6% em relação ao volume de um ano antes, de 38 183 unidades.

“Sinto não ter notícias mais animadoras, sem nenhuma novidade diferente do que vem sendo relatado nos últimos meses. A verdade é que enquanto tivermos no horizonte indefinições políticas, também a economia do País andará de lado.”

No que diz respeito às marcas associadas da Abeifa que também produzem no País – BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki -, as 1 101 unidades negociadas em julho representaram queda de 14,7% em relação ao mês anterior e de 79,2% na comparação com julho de 2015, quando foram licenciados 5 303 veículos. “A brutal retração em relação a julho do ano passado é explicada devido à saída da Jeep da Abeifa, em novembro de 2015.”

No acumulado do ano até julho, as cinco associadas somaram 6 328 unidades vendidas, baixa de 63% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram negociados 17 019 veículos.


Whatsapp Logo