AutoData - Keiper: negócios em risco.
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16/08/2016

Keiper: negócios em risco.

Por Redação AutoData

- 16/08/2016

No início da noite de sexta-feira, 12, a Keiper, empresa do Grupo Prevent divulgou comunicado no qual diz que a decisão da Volkswagen pelo rompimento dos contratos de fornecimento coloca em risco os negócios da companhia no Brasil, “incluindo a provável demissão de 1.200 funcionários de nossas unidades nas cidades de Mauá e Araçariguama, que ficarão desempregados, impactando, no mínimo, 5 000 pessoas visto que a produção de peças da Keiper para a Volkswagen equivale a mais de 85% de dependência com a mesma”.

A Keiper diz que a Delegacia Regional do Trabalho de Santo André convocou reunião com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, na qual a empresa informou as possíveis consequências da decisão. Mais uma vez a Keiper destacou surpresa com a medida da Volkswagen, “visto que estávamos muito próximos de chegarmos a um final positivo”.

A Keiper adianta que nessas condições manterá os funcionários por um tempo curto às suas próprias custas e que os mesmos serão mantidos em banco de horas, sem possibilidade de “garantir os direitos dos colaboradores, pois não tem condições de arcar com as verbas rescisórias em caso de encerramento das atividades”.

A decisão da Volkswagen em romper com os contratos de fornecimento com as empresas do Grupo Prevent se deve a ter somado mais de 120 dias parados dentre as suas três fábricas de veículos – São Jose dos Pinhais, PR, Taubaté e Anchieta, SP –, deixando de produzir mais de 100 mil veículos. A montadora também diz que foi à justiça requerer a retomada dos ferramentais de sua propriedade instalados em unidades fabris do Grupo Prevent. “A retomada das ferramentas de sua propriedade permitirá que a Volkswagen reestabeleça o seu ritmo normal de produção, possibilitando o funcionamento normal de toda a cadeia produtiva e a tranquilidade de seus empregados e da Rede de Concessionários”, diz em nota a montadora.

Segundo a Volkswagen a decisão foi a última alternativa encontrada para normalizar sua operação e “mitigar os impactos em toda a cadeia produtiva”.

Com isso a Volkswagen também antecipou para agosto as férias coletivas, anteriormente planejadas para outubro, de três a quatro semanas para maior parte de seus empregados, “até que o processo de produção dessas peças seja iniciado em seus novos fornecedores.”


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