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30/08/2016

Peugeot cresce em ambiente de queda

Por Décio Costa

- 30/08/2016

Nem tudo é desolador em cenário no qual as vendas de automóveis experimentam queda de 24,6% no acumulado do ano até julho, com 951,9 unidades, de acordo com os números da Anfavea. A Peugeot se sobressai com tinta azul num universo pintado de vermelho. Ao isolar seu desempenho na categoria de automóveis, de janeiro a julho a marca licenciou 14,5 mil unidades, alta de 1,2% sobre o mesmo período do ano passado.

Os mais críticos podem até argumentar que os volumes de venda empresa estão mais para atender nichos do que propriamente a massa ou que a expansão não se mostra assim tão vigorosa. Mas se o desempenho ora apresentado for confrontado com aquele registrado no acumulado dos sete primeiros meses de 2015, olhares mais ácidos não terão outra opção senão enxergar uma trajetória vitoriosa.

De janeiro a julho do ano passado, a Peugeot acumulava uma expressiva queda de 39,2%, registrando o mesmo patamar de vendas verificado neste ano, com 14,3 mil automóveis.

Em julho passado, ao divulgar o balanço de vendas do primeiro semestre, a PSA atribuía seu crescimento de 16,4% na América Latina, para 88,8 mil veículos negociados, em virtude da introdução de novos produtos, especialmente do utilitário esportivo compacto 2008 e do hatch 208.

O primeiro deles, lançando ainda em abril do ano passado, marcou a estreia da Peugeot no segmento de SUVs e tratava de iniciar uma nova fase da marca, na qual ambicionava brigar por participação em categoria superior. O segundo, mais lançamento mais recentemente, em abril passado, além de ganhar cara nova e sofisticação, trouxe também motor inédito: o PureTech 1.2 de três cilindros com argumento de ser 32% mais econômico.

Diante dos números, a justificativa da PSA parece ser um fato incontestável. A Citroën, por exemplo, está longe de contar o mesmo desempenho da irmã Peugeot. De janeiro a julho de 2016, a marca vendeu 13,9 mil automóveis, queda de 22,4% sobre o mesmo período de 2015. O resultado ainda não serve de consolo para apagar a queda de 45,1% que registrava nos mesmos sete primeiros meses do ano passado frente a 2014, com pouco mais de 18 mil unidades vendidas.

Ao contrário da Peugeot, a Citroën não introduziu automóvel inteiramente novo no período. É verdade que realizou atualização no Aircross. Mas boa dose de esperança para a marca avançar fica com o C3, que em junho incorporou o mesmo motor PureTech 1.2 Flex às sua gama.


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