BEM-VINDOS AOS DESAFIOS DO FUTURO
Márcio Stéfani
A fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, SP, está em reforma. A unidade que completa 60 anos, comemorados em 28 de setembro próximo, foi ao longo dos anos ganhando anexos e puxadinhos. Apesar da idade não pode se dar ao luxo de deixar de se atualizar na busca por mais eficiência. Continuamente observada a fim de aperfeiçoar processos, equipe técnica descobriu que o enxugamento de armazéns pode resultar em vantagens operacionais na rotina da planta, além de ganho de competitividade. Em seis décadas a fábrica acumulou a posse de quarenta armazéns de componentes e peças e, agora, o projeto é ter somente cinco.
Segundo Philipp Schiemer, presidente da fabricante no Brasil, a existência de tantos armazéns acabou ocorrendo devido ao acúmulo do tempo, mas que hoje representa ineficiências. “Não é culpa de ninguém. Os armazéns foram sendo criados ao longo dos anos conforme as necessidades, mas com a redução deles teremos maior controle com relação aos processos logísticos.”
Pelas contas do executivo, atualmente transitam na fábrica de São Bernardo do Campo em torno de 180 caminhões por dia para o suprimento de peças. Com o projeto pronto, que deve ser finalizado em dois anos, apenas cinco caminhões por dia entrarão na unidade. “Será bom até mesmo com relação à segurança.”
A unidade da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo, SP, é a maior do Grupo Daimler fora da Alemanha para veículos comerciais. É também a única da companhia a produzir caminhões, chassis de ônibus e todos os componentes do trem de força – motores, câmbios e eixos.
A empresa não revela quanto vai gastar no projeto, mas as mudanças, que já podem ser vistas em alguns pontos da unidade, faz parte do investimento de R$ 500 milhões para São Bernardo do Campo, dos R$ 730 milhões anunciados em outubro de 2014 para até 2018.
A Mercedes-Benz já produziu no Brasil mais de 2,1 milhões de veículos comerciais. A fábrica de São Bernardo do Campo respondeu pela maior parte, pois só em 2012 a unidade de Juiz de Fora começou produção de caminhões. A planta do ABC também já acumula mais de 2,9 milhões de motores produzidos.
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