AutoData - Mercado de caminhões acumula queda de 30%
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09/09/2016

Mercado de caminhões acumula queda de 30%

Por Décio Costa

- 09/09/2016

O desempenho do mercado de caminhões ainda se mantém como uma das maiores preocupações dos representantes da Anfavea. A falta de confiança do investidor nos últimos anos resultou em queda expressiva com prognóstico de recuperação lenta. Em agosto foram negociados 4.399 caminhões, baixas de 6,1% em relação a julho e de 24,3% ante o mesmo mês do ano passado.

No acumulado até agosto, as 34.672 unidades vendidas representaram queda de 30,1% frente ao mesmo período de 2015. “Enquanto não houver retomada dos investimentos, principalmente na infraestrutura do País, o mercado de caminhões deverá continuar patinando”, diz Antonio Megale, presidente da Anfavea, durante divulgação dos resultados da indústria automotiva na terça-feira, 6.

Segundo Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da associação e diretor de comunicação corporativa e relação institucionais da Mercedes-Benz, com a média mensal de vendas no patamar de 4 mil unidades, o mercado de caminhões está alinhado com as estimativas da Anfavea em encerrar o ano em torno de 55 mil unidades entregues. “A combinação atual de PIB negativo, frete em baixa e taxas de juros altas para o financiamento de bens de capital é devastadora para o mercado de caminhões. As reformas prometidas pelo governo podem ajudar o ano que vem a ser um ano de crescimento.”

Nem mesmo as exportações têm contribuindo para um desempenho de vendas melhor como já vem ocorrendo nos segmentos de automóveis e comerciais leves e máquinas. Em agosto embarcaram 1.499 caminhões montados, o volume acusa uma alta de 7,5% sobre o mesmo mês do ano passado, mas ainda persiste uma queda de 4,5% no acumulado até agosto. Nos oito primeiros meses as remessas somaram 12.755 unidades contra 13.360 unidades embarcadas no mesmo período de 2015.

Como reflexo das vendas internas e externas, a produção de caminhões também registra índices negativos. Em agosto as linhas produziram 5.211 unidades, queda 1,4% em relação ao volume do mesmo mês do ano passado. No acumulado até agosto, as fábricas de caminhões produziram 41.601 unidades, baixa de 22,3% na comparação com o desempenho de um ano atrás.

Ônibus – Como o mercado de caminhões, também o de chassis de ônibus apresenta um desempenho delicado. Em agosto as vendas somaram 1.216 unidades, queda de 8,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado quando foram negociados 1.333 chassis.

No acumulado do ano até agosto, o mercado de ônibus absorveu 8.600 chassis, outra expressiva queda de 30,7% em relação às 12.416 unidades negociadas no mesmo período do ano passado.

Diferentemente das exportações de caminhões, as remessas de chassis de ônibus pelo menos pintam resultados de azul. Em agosto embarcaram 986 unidades, alta de 77,7% sobre o volume registrado em agosto de 2015, de 555 chassis. Ao longo do ano até o oitavo mês, as remessas somaram 5.890 unidades, alta de 29,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

E foram justamente as exportações de agosto que contribuíram com o crescimento da produção de chassi no mês, com alta de 22,7% para 1.464 unidades contra 1.193 chassis registrados um ano antes.

No acumulado do ano, no entanto, a queda na produção ainda persiste. De janeiro a agosto, as fábricas produziram 12.338 unidades, recuo de 27,2% em relação ao mesmo período do ano passado.


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