A indústria automotiva começa a vivenciar tempos um pouco melhores nas vendas de veículos: no acumulado de janeiro a maio foram comercializadas 824 mil 490 unidades, alta de 1,6% no comparativo com o mesmo período de 2016 – o melhor resultado para um acumulado do ano desde o primeiro bimestre de 2014. Os dados foram divulgados na terça-feira, 6, pela Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.
Antônio Megale, presidente da Anfavea, afirmou que o desempenho está dentro das expectativas da entidade, que estimava estabilidade nas vendas no primeiro semestre: “Ainda é um crescimento modesto, mas em linha com que imaginávamos. Apesar da instabilidade política esperamos que a economia do País não seja contaminada e continue melhorando”.
No mês passado os licenciamentos, independente da nova crise política instaurada no governo, cresceram 16,8% no comparativo com o mesmo mês de 2016, passando de 167,5 mil para 195,6 mil unidades. A média diária de vendas foi de 888,9 veículos ante 871,6 de abril e 797,6 de maio do ano passado.
Para Megale os licenciamentos devem se manter em crescimento a partir de agora, pois já está chegando na ponta do consumo a redução dos juros e isso torna viável o financiamento: “Começamos a sentir a queda da Selic, ainda em pouca intensidade. Mas já há sinais positivos de diminuição dos juros. A questão do financiamento é fundamental nos emplacamentos”.
O dirigente ressaltou, no entanto, que a aprovação das reformas trabalhista e da previdência social deve ocorrer o mais rápido possível: “Mesmo com essa incerteza política o que dizemos é que as reformas têm de ser aprovadas. São medidas fundamentais para a estabilidade econômica do País. Independente de quem esteja na presidência”.
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