Há dois anos, Carlos Ghosn, CEO da Aliança Renault –Nissan, disse que seria uma das três principais montadoras até 2018. Essa previsão se tornou realidade um ano mais cedo, em grande parte devido à compra da Mitsubishi em 2016. Agora, Ghosn acredita que a aliança poderá em breve passar o Grupo Volkswagen e a Toyota e se tornar a líder de mercado no mundo.
“Estamos entre os três maiores fabricantes de automóveis desde janeiro no volume de vendas, e esperamos estar no primeiro lugar até o segundo semestre, embora esse não fosse nosso objetivo”, disse Ghosn aos accionistas na reunião anual da Renault na semana passada. As informações são da Automotive News. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado JATO Dynamics, a VW Group vendeu 3 milhões 320 mil de veículos, Toyota 3 milhões 6 mil e Renault-Nissan 3 milhões 2 mil.
Felipe Munoz, analista automotivo da JATO, disse que não tem certeza se a aliança Renault-Nissan poderia subir para o topo do mercado este ano. No entanto, ele classifica a Renault-Nissan à frente do VW Group e da Toyota em termos de crescimento futuro, dada a força da empresa em SUVs e veículos elétricos, e enorme potencial na China e em outros mercados emergentes: “Renault-Nissan está apontando na direção certa de muitas maneiras. Eles estão gerenciando suas marcas muito bem. Onde a Renault é fraca, a Nissan é forte e vice-versa”.
Crescimento mais rápido – O sucesso de Ghosn foi mais do que a questão de adicionar puramente a Mitsubishi Motors, que vendeu cerca de 934 mil veículos em 2016, para a aliança depois que a Nissan assumiu uma participação de controle no final do ano passado. Até abril, as vendas globais da aliança aumentaram 8% no comparativo com o mesmo período do ano passado, enquanto a Toyota subiu 6% e o Grupo VW viu suas vendas caírem 1%.
Segundo dados da JATO, a Nissan cresceu em 7% suas vendas no período, Renault 10%, Mitsubishi 5% e Dacia 7%. A marca mais vendida da Rússia, a Lada, que agora está integralmente consolidada no balanço da Renault, aumentou 8 %, pois o mercado russo mostra sinais de recuperação. A marca premium da Nissan, a Infiniti, cresceu 24% e a marca sul-coreana da Renault, Samsung, aumentou 38%. O Datsun da Nissan, a menor da aliança, apresentou queda em abril de 2%.
Os modelos SUVs têm apresentado um crescimento mais rápido nos últimos anos, e a aliança tem a maior participação neste segmento no mercado global. O Nissan X Trail é o SUV mais vendido do mundo, e, segundo Munoz, veículos como Dacia Duster e Renault Kwid atraem mercados emergentes na Índia, no Brasil e no Oriente Médio: “SUVs estão gerando crescimento global, e eles são muito fortes nesse segmento”.
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