
Diante dos atuais níveis de produção de veículos no País, afetados por quedas tanto no mercado interno quanto de exportação, algumas montadoras estão adotando solução inédita: aumento do período de lay-off por conta própria, mesmo sem subsídios do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT – que auxilia as empresas que adotam essa ferramenta com pagamento de metade dos custos trabalhistas dos afastados durante período máximo de cinco meses.
No final de novembro a Mercedes-Benz anunciou a ampliação do lay-off de 1 mil funcionários da unidade de São Bernardo do Campo, SP, por mais cinco meses – como a medida já ocorrera por este mesmo período, a fabricante arcará com os custos integrais. Agora a Ford decidiu adotar a mesma solução: ampliou o afastamento temporário de 168 funcionários da unidade de Taubaté, SP, que produz motores, e será responsável pelos custos integrais.
Segundo nota da montadora os trabalhadores deveriam retornar ao trabalho em janeiro, mas foi acordada com o sindicato local prorrogação da suspensão do contrato de trabalho até 31 de março.
Cerca de duzentos trabalhadores foram afastados da fábrica do Interior paulista em agosto, mas o quórum para a renovação do lay-off é menor porque parte deles negociou desligamento da empresa por meio de programa de demissão voluntária, PDV.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté a Ford planejava demitir os trabalhadores, o que foi evitado após negociações intensas para a ampliação do lay-off.
Além dos salários integrais os 168 trabalhadores receberão a 2ª parcela da participação nos lucros e resultados, a PLR, e do 13º salário.
Segundo o sindicato o PDV ainda está aberto na unidade: o colaborador que aderir ao plano receberá 83% do salário por ano trabalhado e mais R$ 4 mil de bônus para plano de saúde.
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