Recordes marcaram o primeiro semestre da indústria automotiva mexicana. De acordo com a Amia, associação que representa as montadoras instaladas no México, os resultados de vendas, produção e exportação de janeiro a junho foram os maiores da história para o período.
O mercado doméstico cresceu 21,9%, alcançando 609,8 mil unidades comercializadas nos primeiros seis meses do ano. Em junho foram vendidos 106,9 mil automóveis e comerciais leves no México, volume recorde para o mês – e 27,1% acima do resultado de junho do ano passado.
A produção de veículos somou 1 milhão 728 mil unidades, resultado que superou em 8,1% o ritmo das fábricas no primeiro semestre do ano passado. Em junho saíram das linhas de montagem 306,7 mil veículos, crescimento de 6,7% sobre o mesmo mês do ano passado – e também o melhor desempenho para o mês de junho na história da indústria mexicana.
As exportações igualmente seguem em forte alta: 10,4% no primeiro semestre, para 1,4 milhão de unidades. Outro recorde, assim como o resultado de junho, quando os embarques alcançaram 242,7 mil unidades, em alta de 5,3% sobre o mesmo mês de 2014.
O maior cliente dos veículos mexicanos, os Estados Unidos, adquiriram 10,3% mais unidades no primeiro semestre, alcançando 994,8 mil unidades – ou 70,8% do total das exportações da indústria automobilística local. Em segundo lugar ficou o Canadá, com 10,7% do total, ou 149,9 mil unidades e 23,3% de crescimento sobre o primeiro semestre do ano passado.
O Brasil, que até o ano passado era o terceiro maior cliente dos automóveis e comerciais leves exportados do México, perdeu uma posição ao reduzir em 30,8% as compras, para 41,9 mil unidades, ou 3% do total das exportações mexicanas. Foi superado pela Alemanha, cujas aquisições cresceram 8,3%, para 54,3 mil unidades e 3,9% de participação nos embarques.
A Nissan liderou as vendas do mercado mexicano no semestre, com 160,6 mil unidades comercializadas. Em segundo lugar ficou a General Motors, com 116,3 mil veículos vendidos, seguida pela Volkswagen, com 83 mil unidades comercializadas. As três detêm, somadas, mais de 50% das vendas de veículos leves naquele país.
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