AutoData - Mesmo com incentivos, venda de híbridos e elétricos não avança no Brasil
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18/01/2016

Mesmo com incentivos, venda de híbridos e elétricos não avança no Brasil

Por Marcos Rozen

- 18/01/2016

Os recentes incentivos concedidos pelo poder público para venda de veículos híbridos e elétricos ao longo de 2015 não animaram a venda destes modelos no País, mesmo com a redução de preços ocorrida. Levantamento da Agência AutoData com base em dados da Anfavea aponta que, na melhor das hipóteses, o segmento deverá empatar com o resultado registrado em 2014.

De janeiro a novembro foram comercializados no Brasil apenas 784 veículos híbridos e elétricos, 2% a mais do que no mesmo período do ano passado, 769. Mas em dezembro do ano passado, isoladamente, o volume alcançado foi de 86 unidades, enquanto que neste ano a média dos onze primeiros meses é de 71 unidades. E neste último bimestre, outubro e novembro, caiu a 60.

Para repetir o resultado total de 2014, 855 unidades, seria necessário a 2015 registrar em dezembro exatamente o emplacamento médio do ano, 71 unidades.

O resultado, de qualquer forma, não deixa de ser frustrante, pois no fechamento do ano passado houve um aumento de 74% ante 2013, mesmo sem os incentivos em vigor atualmente. Além disso a participação do segmento é tão ínfima diante do total – não sai da faixa do zero – que não se pode culpar a queda de mercado geral pelo resultado, vez que a faixa representa um claro nicho de mercado. Os modelos premium, por exemplo, fecharão o ano em alta.

Para Luiz Moan, presidente da Anfavea, “as medidas anunciadas em prol dos veículos elétricos e híbridos, seja em âmbito federal, estadual ou municipal, são extremamente positivas para que o consumidor tenha a oportunidade de conhecer as novas tecnologias de propulsão. Contudo, precisamos lembrar que o País ainda requer infraestrutura profissional e residencial para abastecimento dos modelos, além dos custos de produção ainda elevados. Estes são alguns fatores que impactam a decisão de compra por parte do consumidor”.

No final de 2014 a Camex reduziu o imposto de importação para veículos híbridos e elétricos sem tecnologia plug-in – mas estes foram incluídos no benefício cerca de um ano depois, no último outubro. O aumento do dólar, porém, reduziu um pouco o impacto da medida, ainda que na prática a tabela tenha caído. Como exemplos o BMW i3 viu seu preço ser reduzido de R$ 225 mil para R$ 170 mil, enquanto o Toyota Prius foi de R$ 121 mil para R$ 117 mil.

No meio do caminho outros benefícios paralelos foram concedidos, como os da prefeitura de São Paulo, que reduziu à metade o valor do IPVA e liberou os modelos do segmento do rodízio municipal, que restringe a circulação no chamado centro expandido uma vez por semana. Iniciativas como instalação de carregadores elétricos e vagas especiais em shoppings centers e outros pontos de grande movimento também ocorreram com maior frequência em 2015.


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