A Anfavea divulgou novas projeções para o desempenho do setor automotivo em 2016, ratificando os números apresentados no fim do ano passado. Se antes a expectativa da entidade era de estabilidade com viés de ligeira alta de meio ponto porcentual na produção, agora a associação espera uma variação negativa de 5,5% em comparação com 2015, para 2 milhões 429 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
A expectativa de queda na produção considera até mesmo a nova ponderação de importante crescimento nos volumes de exportação, de 21,5% contra os 8,1% esperados anteriormente. “A fragilidade do mercado interno contribuiu para as empresas dar maior atenção ao comércio exterior”, observou Antônio Megale, presidente da Anfavea, durante divulgação dos dados do setor na segunda-feira, 6. “Essa percepção permite enxergar um horizonte melhor para as exportações até o fim do ano.”
Mas sem nenhuma indicação de melhora no cenário econômico em curto prazo para o mercado interno, a Anfavea espera mais um ano de queda, da ordem de 19% nos volumes de vendas de autoveículos em 2016, para 2 milhões e 80 mil unidades, contra queda de 7,5% aguardada anteriormente.
No segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias a associação abandonou qualquer esperança de alta em 2016 como prevista anteriormente, de 2,3% na produção, 2% nas vendas internas e de 7% nas exportações. Agora, as quedas deverão ser de 16,4%, 15,5% e de 18,6%, respectivamente.
Balanço até maio – As novas projeções da Anfavea seguem as dificuldades do ambiente atual do setor automotivo. De janeiro a maio as vendas de automóveis e comerciais leves somaram 811 mil 739 unidades, retração de 26,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 1 milhão 106 mil 425.
Somente em maio o mercado absorveu 167 mil 489 unidades, queda de 21,3% em relação ao mesmo mês de 2015. O volume, no entanto, registrou alta de 2,8% sobre abril. “Apesar do leve aquecimento nas vendas, o acumulado ainda preocupa.”
O aquecimento das vendas em maio contribuiu, porém, para reduzir o estoque para 236,4 mil unidades, suficiente para 42 dias. “Ainda é muito elevado e as empresas devem seguir com esforços para mais uma redução”, acredita Megale.
O pequeno aumento nas vendas de abril para maio também foi observado nas fábricas, com o crescimento de 3,2% na produção. Mas também traz pouco alento para os resultados obtidos nas análises anuais. No acumulado dos cinco primeiros meses a produção de veículos soma 834 mil 54 unidades, retração de 24,3% em relação ao mesmo período de 2015, quando a produção alcançou 1 milhão 101 mil 686 unidades.
Em maio as fábricas produziram 175 mil 309 unidades, volume 18% menor do que o obtido no mesmo mês do ano passado.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias