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04/07/2016

Chery abre lay off por cinco meses

Por Redação AutoData

- 04/07/2016

A Chery e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região chegaram a um acordo para abertura de lay-off por cinco meses na fábrica em Jacareí, SP, informa a entidade representante dos trabalhadores. De acordo com o sindicato o prazo começa em 15 de julho e vai até 15 de dezembro. A montadora, porém, suspenderá as atividades já a partir da próxima segunda-feira, dia 4.

A própria fabricante não revela pormenores a respeito do acerto. Alega que falta protocolar o acordo no Ministério do Trabalho, “o que deve ocorrer nos próximos dias” e somente a partir desse procedimento poderá ser definido o início do período do lay-off.

O sindicato, no entanto, garante que 180 dos cerca de quatrocentos funcionários da Chery foram incuídos no regime especial. Permanecerão na fábrica apenas funcionários da administração e aqueles responsáveis pela manutenção.

O acordo atende à reivindicação dos trabalhadores para garantia de estabilidade de emprego até fevereiro de 2017, diz a entidade. Com o lay-off, parte dos salários será paga pelo governo federal e o restante pela empresa. O FGTS passará a ser depositado na conta bancária dos trabalhadores. 

“A Chery é uma montadora com total capacidade de garantir direitos e salários. As negociações com a empresa foi para que os trabalhadores tivessem todos os seus direitos garantidos. A conquista da estabilidade foi um ponto fundamental para a assinatura do acordo”, disse Guirá Guimarães, diretor do sindicato, que já afirmara que alguns trabalhadores estavam em regime de licença remunerada há cerca de um mês.

A fábrica de Jacareí, a primeira operação completa da montadora fora da China, foi inaugurada oficialmente em agosto de 2014, após investimento US$400 milhões de dólares. Inicialmente a unidade tem capacidade para produzir 50 mil veículos/ ano ou até três vezes mais em uma segunda etapa.

Lá são fabricados três modelos – Celer hatch, Celer sedã e o compacto New QQ. Um quarto modelo planejado para lá, o utilitário esportivo Tiggo, deve ser apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. A adequação da linha de montagem para a produção do SUV, inclusive, é uma das justificativas da Chery, além dos altos estoques, para a interrupção da operação.

Não há dados oficiais recentes sobre o ritmo de produção na fábrica. Em dezembro, Luís Cury, vice-presidente da Chery Brasil, projetava fabricar de 8 mil a 10 mil veículos em 2016, de 1 mil a 2 mil unidades destinadas ao Exterior.

Nos primeiros cinco meses do ano, contudo, foram licenciados no mercado interno apenas 991 veículos da marca – 527 unidades deles importados –, segundo a Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores .

Embora inaugurada em agosto de 2014, o primeiro carro nacional da Chery saiu da linha em fevereiro do ano passado e logo em seguida, semanas depois, a empresa enfrentou sua primeira greve, que durou mais de trinta dias. Logo na sequência um raio atingiu a cabine de força da fábrica, provocando nova paralisação. Em seus dez primeiros meses de funcionamento a fábrica ficou paralisada durante quase quatro deles.


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