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29/07/2016

Direção elétrica é estratégica para thyssenkrupp

Por George Guimarães

- 29/07/2016

A busca das montadoras por maior eficiência energética de seus veículos nacionais ganhará um importante aliado em breve. A divisão Steering da thyssenkrupp – com letra minúscula mesmo, novo logotipo mundial do grupo alemã – prepara a nacionalização de sistema de assistência elétrica de direção, que não rouba potência do motor e, portanto, na compromete o consumo.

Sistema de direção com assistência elétrica já são comuns em automóveis de segmentos superiores e começa a ganhar espaço em modelos nacionais mais baratos. Nesta semana, por exemplo, a General Motors apresentou a linha 2017 de Onix e Prisma com todas as versões equipadas com direção elétrica.

Daniel Alves Rosa, CEO da divisão Steering, não revela todo o planejamento da thyssenkrupp para nacionalizar a tecnologia que hoje importa da Alemanha.

O executivo, contudo, assegura que a fábrica da empresa em São José dos Pinhais, PR, já é responsável por sistema de direção é estará produzindo o novo componente a partir do ano que vem.

“O índice de nacionalização crescerá de acordo com a competitividade que obtivermos aqui, talvez em duas ou três etapas, com a montagem em um primeiro momento. Mas acredito que dê para nacionalizar quase tudo”, arrisca o executivo, que não descarta nem mesmo, no futuro, ter a central eletrônica do sistema produzida localmente.

Até lá a empresa seguirá importando o sistema da Alemanha. Porém, o conglomerado alemão, que faturou globalmente € 43 bilhões em 2015, fabrica direção elétrica também na França, China, Hungria e México.

Assim, exportações a partir do Brasil – a única base produtiva da empresa na América do Sul – devem ter campo restrito. “A ideia é atender inicialmente o mercado interno e alguns sul-americanos, como, por exemplo, a Colômbia, que tem demonstrado importante evolução. E, claro, observamos de perto a Argentina.”

Com um total de seis fábricas aqui – cinco em São Paulo e Minas Gerais –, a divisão automotiva da thyssenkrupp produz ainda feixe de molas, molas helicoidais, barras estabilizadoras e virabrequins, eixo de comando de válvulas, dentre outros componentes, para clientes como FCA, General Motors, Volkswagen e Renault.

O grupo, que no Brasil dispõe de diversas divisões e perto de 12 mil funcionários em treze plantas industriais, faturou R$ 9,9 bilhões no ano passado e encaminha programa de investimento de R$ 2 bilhões de 2015 a 2020.

Rosa não disseca o valor, mas a divisão automotiva absorve boa parcela do plano de investimento com abertura da fábrica de componentes de alta tecnologia em Poços de Caldas, MG, e modernização das linhas a fábrica de Campo Limpo, SP.

O recente quadro econômico do País não alterou os planos da empresa, assegura Rosa. “O mercado brasileiro é muito grande, está sempre entre os maiores do mundo em várias áreas e, além disso, temos de estar junto de nossos clientes”, diz o executivo, que recorda que a fábrica paranaense surgiu exatamente em função da construção da planta da Volkswagen-Audi na mesma cidade, na década de 90.


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