Apesar de registrar decréscimo de 4,95% no faturamento líquido nominal no comparativo do primeiro semestre deste ano com igual período de 2015, a indústria de autopeças começa a mostrar sinais de recuperação em seus negócios internos. O setor registrou em junho receita 15% superior à de maio, mesmo índice de crescimento em relação a idêntico mês do ano passado.
O Relatório da Pesquisa Conjuntural do Sindipeças aponta que a reação no comparativo mensal se dá tanto nos negócios OEM como no aftermarket. As vendas para as montadoras cresceram 20,8% em junho com relação a maio e 26,5% sobre junho de 2015. No mercado de reposição os negócios se mantiveram praticamente estáveis em relação ao mesmo mês do ano passado, mas cresceram 8,67% em junho comparativamente a maio.
No acumulado do primeiro semestre apenas reposição e negócios intrassetorias indicam resultados favoráveis. As vendas no aftermaket expandiram-se em 2,75% em relação ao período janeiro-julho de 2015 e as intrassestoriais cresceram 9,2%. Já as vendas para s montadoras, no mesmo período, decresceram 10,63%.
De acordo com o Sindipeças, as exportações no semestre cresceram 2,81% em reais, mas quando convertidas em dólares registram decréscimo de 17,3%. Já no comparativo de junho com relação a maio a reação foi significativa: a receita com as vendas externas saltaram 21% em dólar.
O aumento dos negócios em junho sobre o mês anterior contribui para elevar a participação dos OEM no faturamento das autopeças. O índice chegou a 60,9%, o maior dos últimos doze meses registrados no levantamento do Sindipeças, divulgado na quarta-feira, 25. O mercado de reposição respondeu por 18,5% e as exportações por outros 17,4%. O restante envolve negócios intrassetoriais.
O índice de ociosidade no setor caiu um pouco em junho comparativamente a maio – de 51,6% para 50,4% – mas no balanço do semestre houve alta de 14,68% em relação ao mesmo período do ano passado. O emprego no setor reduziu-se em 15,91% no semestre.
No que diz respeito à balança comercial do setor de autopeças, elaborada com os dados do MDIC, ela ainda segue com déficit, mas a diferença entre exportações e importações também está em queda. Nos primeiros seis meses do ano o déficit ficou em US$ 2,75 bilhões, 30% abaixo do registrado no mesmo período de 2015 – US$ 3,87 bilhões.
As exportações este ano atingiram US$ 3,77 bilhões para 172 países, enquanto as importações, vindas de 154 países, ficaram em US$ 6,51 bilhões.
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