AutoData - Nova etapa da MAR-1 não altera mercado de máquinas
news
31/10/2016

Nova etapa da MAR-1 não altera mercado de máquinas

Por Redação AutoData

- 31/10/2016

A proximidade da adoção da segunda etapa da legislação ambiental MAR-1 para a maioria das máquinas de construção e agrícolas vendidas no Brasil, em janeiro de 2017, não tem gerado compras antecipadas por parte de empresas e produtores rurais, assegura Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea.

A executiva diz que não há qualquer sinal nesse sentido e que o ritmo de produção de equipamentos que ficarão fora dos novos índices – e que podem ser fabricados até o encerramento de 2016 – segue o curso natural das vendas. “A produção em setembro ficou abaixo da de agosto”, exemplifica.

De janeiro a setembro o mercado brasileiro de máquinas absorveu 30,4 mil unidades, recuo 17,4% na comparação com igual período do ano passado. A produção superou 35,7 mil equipamentos, 21,7% menos do que nos nove primeiros meses de 2015.

A partir de 1º de janeiro todos os modelos – nacionais ou importados – e máquinas rodoviárias com potência igual ou superior a 25 cavalos e máquinas agrícolas acima de 101 cv vendidos no Brasil deverão estar enquadrados nos novos índices previstos pela MAR-1, fase específica para o segmento do Programa Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, o Proconve, que completou 20 anos.

A legislação terá mais uma etapa importante em 2019, quando aí também todos os modelos de máquinas agrícolas acima de 25 cv deverão atender aos novos limites de emissões s de monóxido de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de nitrogênio e material particulado, equivalentes às regulamentações Tier 3 na América do Norte e Stage IIIA na Europa – regiões que já adotaram regras ainda mais exigentes.

As novas regras, porém, já estão em vigor para parte da produção de máquinas de construção. Em 2015, novos modelos de potência igual ou superior a 50 cv adotaram motorizações ompatíveis.

Para atender aos novos índices os fabricantes de motores a diesel têm tecnologias distintas e já presentes nos caminhões vendidos no País, comoa EGR, pela qual parte do gás do escapamento retorna à câmara de combustão do motor, reduzindo a temperatura de combustão e a formação de NOx, ou SCR, que se vale de um reagente líquido, o Arla 32, pulverizado no gás do escapamento e que neutraliza a geração de NOx.

O emprego desses recursos gera custos que deverão serão repassados ao cliente final. A dirigente da Anfavea, porém, diz que o porcentual variará de empresa para a empresa. De qualquer forma, dependendo da aplicação, o custo operacional e a maior produtividade podem compensar o acréscimo, pondera.

Segundo a Anfavea, se comparados com motores não certificados ou não regulamentados, a redução da poluição de material particulado em motores MAR-1 pode ser 85% menor e a de NOx até 75%. “São índices próximos dos exigidos em regulações semelhantes dos principais mercado”, afirma a vice-presidente da entidade.


Whatsapp Logo