Além do bom desempenho das vendas internas em dezembro, a indústria automotiva brasileira teve outro bom motivo para comemorações após 31 de dezembro: os estoques de veículos estão para lá de ajustados e nunca estiveram tão baixos nos últimos quatro anos.
As redes de revendedores e os pátios das fábricas abrigavam no primeiro dia deste ano 176,2 mil veículos – quase 75% nas concessionárias – , suficientes para 26 dias de comercialização, caso mantido o ritmo diário de dezembro de cerca de 9, 3 mil veículos emplacados. É o menor estoque em dias desde dezembro de 2012 e o menor volume desde o longínquo setembro de 2009, ou seja, há mais de sete anos.
Antonio Megale, presidente da Anfavea, diz que esses números refletem os esforços das montadoras, pressionadas pelas vendas em baixa ao longo dos últimos meses, para reduzir estoques ao longo de 2016 e, obviamente, o bom desempenho de negócios no último bimestre.
Dezembro registrou nada menos do que 204,3 mil veículos emplacados, foi o melhor resultado mensal de 2016 e 14,7% supeiror ao de novembro, dono da segunda melhor marca do ano passado. Vendas mensais acima de 200 mil veículos não aocnteciam desde dezembro de 2015, quando foram licenciados 227,8 mil veículos.
O mercado interno brasileiro de 2016, que na média recuou 20,2% na comparação com o ano anterior, registrou queda em todos os segmentos. Um, em especial, sofreu bem mais: o de veículos pesados.
Enquanto os negócios de automóveis e comerciais leves encolheram 19,8% em doze meses, as vendas de caminhões caíram 29,4%, para 71,7 mil unidades, e as de ônibus somaram somente 11,2 mil, 33,5% a menos do que em 2015.
O segmento que menos caiu foi o de máquinas agrícolas e rodoviárias. Na média, recuaram apenas 4,8%, para 42,8 mil equipamentos. Em dezembro, por exemplo, foram negociadas 4,1 mil máquinas, 84% a mais do que em igual mês do ano passado e 14,8% acima do resultado de novembro.
Os números do segmento poderiam ser até melhores, avalia Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea, caso o primeiuro semestre de 2016 registrasse desempenho mais vigoroso, algo que aconteceu em a partir de junho, quando a média mensal ficou acima de 4 mil equipamentos – bateu em 4,8 mil unidades em setembro e outubro, os dois melhores meses do ano.
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